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Na nova fase anunciada na noite de quarta-feira (12), o Magalu coloca a inteligência artificial no centro da estratégia — e Fred Trajano diz ter resolvido, via WhatsApp da Lu, um problema que nem a OpenAI, dona do ChatGPT, conseguiu

O Magazine Luiza (MGLU3) está iniciando um novo ciclo estratégico em 2026 e o CEO Fred Trajano colocou todas as fichas na inteligência artificial (IA). A companhia anunciou os planos para o futuro na quinta-feira (12), junto com o balanço do quarto trimestre de 2025, que trouxe números mistos na visão de analistas.
“A gente acha que quem não investir forte em IA agora vai perder mercado e oportunidade de crescimento. Essa é a maior revolução tecnológica de todos os tempos e deve ser rápida, uma parte importante do nosso crescimento digital vem daqui”, afirmou Trajano durante teleconferência com analistas nesta sexta-feira (13). Você pode conferir detalhes do plano estratégico nesta reportagem do Seu Dinheiro.
Trajano afirmou também que o Magazine Luiza saiu na frente em relação aos concorrentes, inclusive internacionais.
O grande protagonista dessa estratégia é o WhatsApp da Lu, um canal integrado em que o cliente realiza toda a jornada de compra — busca, recomendação, pagamento e pós-venda — sem sair do aplicativo da Meta.
“O AI commerce ainda não decolou na Perplexity nem no ChatGPT. Nesse último, inclusive, a experiência tem sido duramente criticada — principalmente por problemas no checkout [pagamento] e na logística”, diz Trajano.
Segundo ele, enquanto esses modelos globais ainda enfrentam dificuldades para atualizar preços, integrar catálogos e concluir pagamentos, o Magalu utiliza sua própria infraestrutura para resolver essas dores.
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“Hoje, esses modelos ainda não conseguem integrar o pagamento diretamente dentro da conversa, como o WhatsApp da Lu já faz”, diz o executivo.
Embora a varejista esteja na vanguarda tecnológica nesse sentido, a boa e velha loja física não perde protagonismo na estratégia, muito pelo contrário. “Quando o Magalu constrói algo novo, não destrói o passado”, diz Trajano.
Depois de alguns anos sem abrir nenhuma loja, a expectativa é de que a companhia abra novas unidades a partir do segundo semestre deste ano e a velocidade desse movimento vai depender de quanto a Selic vai cair.
Com a guerra no Oriente Médio pressionando os preços, Trajano ainda espera cortes de juros, mas se ajustou à expectativa de que eles possam vir mais moderados a depender da duração do conflito.
“A estratégia de investimento está diretamente ligada ao patamar da Selic. Se os juros caírem mais, a gente vai acelerar bastante, se os juros não caírem tanto, vamos acelerar menos”, afirma.
Cabe lembrar que foram justamente as lojas físicas que seguraram as vendas no Magalu em 2025, uma vez que a companhia optou por desacelerar no marketplace, palco de uma guerra sangrenta entre players internacionais que estão sacrificando rentabilidade em nome de market share no Brasil.
Trajano celebrou o sucesso da Galeria Magalu, inaugurada no final do ano passado no Conjunto Nacional, e diz que pretende replicar o modelo de “loja de departamento melhorada” em outras unidades, seja reformando as que já existem ou abrindo novas com essa pegada.
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