O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. "Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor", afirma o banco

Nos últimos meses, a Azzas (AZZA3) teve receitas menores, propositalmente. A redução nas vendas e no número de lojas faz parte da reestruturação da companhia, principalmente em sua unidade de itens básicos, com a marca Hering. Ainda que a recuperação esteja mais lenta que o esperado, especialistas acreditam que a companhia no caminho para, enfim, alçar voos maiores.
De modo geral, analistas viram os resultados do último trimestre da dona da Arezzo, FarmRio, Hering e outras marcas como fracos ou moderados.
Mas parte dessa desaceleração já era esperada, dada a reestruturação da divisão de itens básicos, a marca Hering, um dos grandes focos da reestruturação. Nesse segmento, houve queda da receita bruta de 12,7%. Nas lojas multimarcas, a queda foi ainda maior, de 17,9%.
A divisão viu uma mudança na liderança em outubro de 2025, com a entrada de David Python substituindo Thiago Hering, marcando o fim da gestão familiar direta.
Um dos motivos para a redução nas vendas foi, de acordo com a diretoria, o alto nível dos estoques das franquias, que atingiram sete meses de cobertura em setembro, segundo relatório do BTG Pactual. Um estoque desse tamanho pode aumentar o nível promocional e desacelerar vendas de coleções novas.
Leia Também
De maneira geral, a receita multimarcas caiu 3,2% no trimestre considerando as marcas continuadas. A empresa também reduziu o número de lojas próprias, ao transferir oito unidades para franqueados para reduzir o capital de giro.
A receita bruta do quarto trimestre do foi de R$ 4,13 bilhões, queda de 2,3%. Considerando as marcas consolidadas, houve alta tímida, de 0,7%. No ano, a receita alcançou R$ 14,77 bilhões, alta de 4,3%.
O Ebitda foi de R$ 501,1 milhões, redução de 3,5%, mas com margens estáveis. O lucro líquido recorrente foi de R$ 168 milhões, queda de 0,5%.
Mesmo assim, há motivos para ter esperança, diz o BTG Pactual. "Apesar da pressão de curto prazo sobre a receita, os fundamentos operacionais melhoraram significativamente, com a Hering gerando R$ 112 milhões em caixa no 4T25, contra um consumo de caixa de aproximadamente R$ 4 milhões no 4T24", diz o banco em relatório.
"O trimestre também incluiu várias iniciativas estruturais, incluindo renovação da liderança, redesenho do ciclo operacional, insights mais profundos sobre o consumidor, maior envolvimento da franquia, reestruturação da força de vendas multimarcas, medidas de eficiência de sourcing e logística, reconstrução do sortimento e políticas mais rígidas de descontos e gestão de estoque", afirma o relatório. Ufa, foi um trimestre para passar a empresa a limpo.
Para o Santander, o destaque foi a geração de caixa positiva, que mais que dobrou para R$ 742 milhões. "Isso mostra, na nossa visão, que a diretoria o comprometimento com a rentabilidade e a geração de caixa está trazendo resultados", afirmaram os analistas em relatório.
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. "Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor", afirma o banco.
É um bom preço, desde que a empresa consiga sustentar a expansão das margens e apresentar uma trajetória de crescimento mais consistente nos próximos trimestres, afirma o relatório.
O Santander também tem recomendação outperform, semelhante à compra, e preço-alvo de R$ 35.
Mas a transformação não será tão acelerada. O BTG continua cauteloso para os próximos trimestres — especialmente nos segmentos de Basics, da Hering, e Calçados.
"Embora as sinergias de longo prazo e as iniciativas de eficiência possam destravar crescimento no futuro, permanecemos cautelosos diante do ritmo mais lento de recuperação dessas divisões e da contínua rotatividade na gestão", destacaram os analistas.
Em janeiro, o Citi cortou a recomendação e o preço-alvo da ação, ao não ver motivos suficientes para sustentar a recomendação de compra.
No ano passado, as atenções também estavam sobre a relação entre os dois sócios da companhia, ambos com personalidades fortes e estilos de gestão distintos.
Poucos meses depois da combinação dos negócios, anunciada em fevereiro de 2024 e concluída em agosto do mesmo ano, os dois principais acionistas da empresa já se estranhavam.
Em março do ano passado, rumores de uma separação entre Alexandre Birman, anteriormente à frente da Arezzo, e Roberto Jatahy, ex-CEO do Grupo Soma, tomaram o mercado. Em junho, ambos apertaram as mãos e anunciaram uma trégua, e foco na reestruturação dos negócios.
OUTRO TROPEÇO
TIRO LONGO
PRÉVIA DO BALANÇO
NOVIDADE NO ROXINHO
FLUXO DA PROTEÍNA
AUMENTANDO O IMPÉRIO
PMEs
BANCÕES ENTRAM EM CAMPO
ESQUEÇA OS MENUS?
AÇÕES DEFENSIVAS
EXPANSÃO DE USINA
REVIRAVOLTA NA VAREJISTA
BACKLOG
INVESTIMENTOS
CALENDÁRIO DE BALANÇOS
QUANTO VALE?
MERCADO COM APETITE
MAIS UMA VENDA
MAUS BOCADOS
TENTATIVA DE FÔLEGO