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Medida prevê compensações financeiras para produtores e importadores de gasolina e diesel e pode suavizar os efeitos de futuros reajustes

Em meio à disparada do petróleo desde o início da guerra no Irã e às discussões sobre reajustes nos combustíveis, a Petrobras (PETR4) deu um passo para reduzir o impacto de futuras altas ao consumidor brasileiro.
O conselho de administração da estatal aprovou a adesão da companhia ao programa de subvenção econômica criado pelo governo federal para produtores e importadores de combustíveis derivados de petróleo.
A decisão foi comunicada ao mercado em fato relevante divulgado na noite de quarta-feira (20). Prevista na Medida Provisória nº 1.358, a subvenção estabelece compensações financeiras sobre a produção e a importação de gasolina e diesel rodoviário, funcionando como uma devolução de tributos para agentes do setor.
No pregão desta quinta-feira (21), as ações da Petrobras aparecem entre as maiores altas do Ibovespa. Por volta das 12h (de Brasília), a ação preferencial PETR4 tinha alta de 1,08%, cotada a R$ 45,08. Enquanto isso, a ação ordinária PETR3 subia 1,75%, a R$ 50,55.
A medida abre espaço para que a Petrobras promova reajustes nos combustíveis com impacto mais limitado ao consumidor, em um momento de forte pressão nos preços internacionais do petróleo.
Segundo a estatal, a adesão é facultativa, mas considerada compatível com os interesses da companhia devido ao potencial benefício econômico.
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O programa se soma a iniciativas já implementadas pelo governo federal voltadas à comercialização de diesel no país.
De acordo com o fato relevante, a assinatura do termo de adesão ainda depende da publicação de um ato do Ministério da Fazenda e da regulamentação necessária para operacionalizar a subvenção.
A Petrobras também reforçou que manterá sua política comercial atual.
“Cabe destacar que a Petrobras mantém sua estratégia comercial, levando em consideração sua participação no mercado, a otimização dos seus ativos de refino e a rentabilidade de maneira sustentável, evitando o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio”, diz o documento.
Na semana passada, a Petrobras já havia indicado que um reajuste da gasolina está no radar. Durante a teleconferência de resultados do primeiro trimestre de 2026, executivos da companhia afirmaram que enxergam um cenário mais favorável para os próximos meses.
A expectativa da estatal é de melhora na geração de caixa, avanço da produção e maior benefício da alta do petróleo no mercado internacional.
Ao comentar a política de preços, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a companhia continua evitando transferir imediatamente toda a volatilidade externa para os preços domésticos, mas reconheceu que discussões sobre um reajuste da gasolina estão em andamento.
*Com informações do Money Times
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