🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

DIFÍCIL DE RECLAMAR?

O novo normal do BTG Pactual: o que o CEO prevê por trás do guidance de rentabilidade — e quais as alavancas de crescimento para 2026

Resultado do quarto trimestre fecha uma sequência de trimestres recordes e reforça a mensagem do banco: a rentabilidade elevada veio para ficar

Camille Lima
Camille Lima
9 de fevereiro de 2026
17:47 - atualizado às 17:58
Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual
Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual - Imagem: Reprodução redes sociais

Entregar uma rentabilidade acima de 20% é um feito cobiçado no setor bancário. No BTG Pactual (BPAC11), já se tornou rotina. No quarto trimestre de 2025, o banco voltou a elevar a régua ao entregar uma rentabilidade de 27,6%. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A performance coroou uma sequência de resultados fortes e voltou a colocar o banco à frente dos principais concorrentes privados, incluindo o Itaú. 

“É um nível de rentabilidade que nos deixa bastante confortáveis”, afirmou o CEO, Roberto Sallouti, durante a teleconferência com analistas após a divulgação do balanço.  

Na divulgação do resultado, o banco inclusive decidiu traçar um guidance (projeção) para o “novo normal” da rentabilidade: “Seguimos bem-posicionados para sustentar ROAE acima de 25%”. 

“Sabemos que queremos sempre ser conservadores com nossos guidances para deixar espaço para a volatilidade do mercado, mudanças de cenário e até algumas frustrações com nossas estratégias”, disse o CEO. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em outras palavras: o banco prefere prometer menos do que pode entregar — mesmo partindo de um patamar já elevado. 

Leia Também

Veja os principais destaques do balanço do BTG Pactual (BPAC11) no 4T25: 

Indicador Resultado 4T25 Projeções Variação (a/a) Evolução (t/t) 
Lucro líquido R$ 4,59 bilhões R$ 4,67 bilhões +40,3%  + 1,1% 
ROAE 27,6% 27,6% +4,6 p.p. -0,5 p.p 
Receita total R$ 9,09 bilhões —  +35,3%   +3,2% 
Carteira de crédito total R$ 262,3 bilhões —  +18,3%  +6,2% 

Fonte: Balanço enviado à CVM, consenso Bloomberg e média de projeções compiladas pelo Seu Dinheiro. 

Por trás desse desempenho, não há um único motor puxando os resultados. O próprio BTG fez questão de reforçar que o avanço foi disseminado pelas diferentes frentes de negócio, sem depender de uma alavanca específica. 

“Não houve efeito particular de nenhuma linha específica. O crescimento foi bem distribuído, com expansão da base de clientes, aumento da receita de serviços, mais produtos e oportunidades de expansão geográfica”, afirmou o diretor financeiro (CFO), Renato Hermann Cohn, em entrevista coletiva com jornalistas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A leitura do mercado: difícil reclamar de um ROE de 27,6% 

Entre analistas, o diagnóstico é praticamente unânime: o resultado foi forte.  

Para o BB Investimentos (BB-BI), o BTG entregou “mais um trimestre muito sólido”, sustentado por um modelo diversificado, escalável e capaz de atravessar tanto períodos adversos quanto momentos mais construtivos do mercado. 

“Mesmo em um ambiente volátil e com juros elevados, o BTG seguiu entregando forte crescimento orgânico, recorde de captação líquida e expansão do patrimônio tangível, criando um ponto de partida robusto para 2026”, avalia o BB-BI. 

A avaliação do BB-BI é que a diversificação seguirá como o principal trunfo competitivo do BTG — um desenho que permite ao banco continuar entregando resultados robustos mesmo em cenários adversos e, ao mesmo tempo, capturar um potencial expressivo quando o ambiente se torna mais favorável. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É essa combinação que sustenta a “fórmula” do BTG para ganhar dinheiro em praticamente todos os ciclos de mercado. 

O JP Morgan segue uma linha parecida. Embora classifique o resultado como “em linha”, o banco norte-americano foi direto: “é difícil reclamar de um trimestre com ROE de 27,6%”. Para os analistas, 2025 foi um ano excepcional para o BTG. 

Já o Itaú BBA vai além e vê no guidance de ROEs sustentáveis acima de 25% um sinal de novo patamar estrutural de rentabilidade — algo de 2 a 3 pontos percentuais acima da média dos últimos cinco anos. 

“Embora isso não necessariamente gere revisões positivas para 2026, reforça a tese de alta rentabilidade de longo prazo”, afirmaram os analistas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quanto mais alto, mais difícil ir além 

Com tantos elogios, a cautela aparece justamente no ponto mais óbvio: o ROE já está muito alto. E quanto mais elevado o patamar, mais difícil é seguir avançando. 

“Não vemos sinais de esgotamento, mas esse é um tema para acompanhar trimestre a trimestre, especialmente diante do novo mix de receitas e do ritmo de crescimento que o banco será capaz de sustentar”, dizem os analistas do BB-BI. 

A leitura conversa com o tom da própria administração. Cohn reforçou que o guidance foi desenhado com margem de segurança — uma forma de navegar um ano que tende a ser mais volátil, inclusive por conta das eleições de outubro. 

“Queremos passar um número que tenhamos conforto em entregar mesmo em cenários de instabilidade. Se o mercado for favorável, com o ciclo de queda de juros, o cenário pode ser melhor, trazendo novas safras de IPOs e fazendo com que clientes busquem ativos de maior risco, o que eleva a receita”, disse o CFO. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Manter um ROE próximo de 27%, disse o executivo, exige crescimento robusto de lucro — algo em torno de 20% —, o que justifica uma postura mais cautelosa nas projeções. “É um esforço desafiador, por isso preferimos um guidance mais conservador.” 

Juros menores, mercado maior — e mais espaço para o BTG 

Na visão do BTG, o início do ciclo de cortes na Selic tende a ser um vento a favor importante para a operação em 2026.  

Juros mais baixos reduzem o risco de crédito, ampliam o apetite por ativos de maior risco e ajudam a destravar o mercado de capitais — uma equação especialmente favorável para um banco com forte presença em investment bankingwealthasset sales & trading

“Com juros mais baixos, nossas vantagens competitivas ficam ainda mais evidentes”, afirmou Cohn. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A expectativa é de uma migração gradual da renda fixa para ações, fundos imobiliários e multimercados ao longo de 2026. Ainda que títulos isentos sigam competindo por recursos, o banco já espera movimentos marginais nessa direção nos próximos meses. 

No mercado de capitais, o otimismo também aparece. “Além dos follow-ons recentes, há uma boa chance de vermos IPOs se o ambiente se mantiver”, disse o CFO. “Muitas empresas estão prontas, os múltiplos melhoraram e o patamar da bolsa subiu. Vemos investidores estrangeiros procurando ativos no Brasil.” 

Expansão internacional no radar 

A agenda de crescimento de resultados inclui ainda a expansão geográfica do BTG Pactual. Cohn destacou a conclusão da compra do M.Y. Safra Bank, nos Estados Unidos, que permitirá ao banco receber depósitos e conceder empréstimos no país — ampliando a oferta para clientes brasileiros, latino-americanos e residentes nos EUA. 

A expectativa é que a operação ganhe tração no fim de 2026 e se torne mais relevante em 2027. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No Uruguai, a aquisição de um banco local aguarda aprovação regulatória e deve contribuir nos próximos anos. No Peru, o BTG aguarda a licença bancária para iniciar operações ainda neste ano. 

“Continuamos desenvolvendo novos produtos e serviços, seja por aquisições maiores ou menores”, afirmou o CFO. 

O que fazer com as ações do BTG? 

Entre as sete recomendações para BPAC11 compiladas pelo TradeMap, cinco são de compra e duas neutras.  

O Itaú BBA segue otimista. Enquanto isso, o BB Investimentos elevou o preço-alvo para R$ 68,60 ao fim de 2026, o que implica em um potencial de valorização de 14% em relação ao último fechamento, e manteve recomendação de compra. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já o JP Morgan reconhece que crescimento e execução justificam prêmio de valuation, mas vê um potencial de alta mais limitado para o BTG Pactual no curto prazo — o que sustenta sua posição neutra. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CONFIANÇA RENOVADA

Embraer (EMBJ3) pode voar ainda mais alto: JP Morgan eleva preço-alvo e vê potencial de alta de 30%

10 de março de 2026 - 13:09

Banco revisa estimativas após resultados do 4º trimestre e mantém recomendação de compra para a fabricante brasileira de aeronaves

CRISE FINANCEIRA

Cosan (CSAN3) trava queda de braço com Shell sobre capitalização da Raízen (RAIZ4): “Formato atual não resolve”, diz CEO

10 de março de 2026 - 11:58

Cosan diz que modelo proposto não ataca o nó estrutural da Raízen e defende mudanças mais profundas na companhia de energia e combustíveis

TENTATIVA DE RESPIRO

Após rombo bilionário do Master, Banco de Brasília (BRB) tenta captar R$ 8,9 bilhões para reforçar o caixa

10 de março de 2026 - 11:24

Os objetivos do BRB são reforçar a estrutura de capital, fortalecer os indicadores patrimoniais e ampliar a capacidade de crescimento das operações

DÍVIDAS BATENDO À PORTA

Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) fecha acordo de recuperação extrajudicial com credores para negociar dívidas de R$ 4,5 bilhões; o que deu errado?

10 de março de 2026 - 9:08

A rede varejista afirmou que ficam de fora dessas negociações os débitos com fornecedores, parceiros e clientes, bem como obrigações trabalhistas, que não serão afetadas

BALANÇO DO 4T25

Conta da crise na Raízen (RAIZ4) chega à Cosan (CSAN3): prejuízo da holding de Ometto vai a R$ 5,8 bilhões no 4T25

10 de março de 2026 - 7:58

Apesar de bilionária, a cifra representa uma melhora de quase 40% em relação ao 4T24; veja os detaques do balanço

BALANÇO

Direcional (DIRR3) tem recorde de rentabilidade no 4T25: “é o nosso maior mérito no resultado”, diz CEO; lucro sobe a R$ 211 milhões

9 de março de 2026 - 20:07

Direcional reportou lucro líquido de R$ 211 milhões em outubro e dezembro, alta de 28% na base anual, e atingiu ROE recorde de 44%; CEO Ricardo Gontijo atribui avanço à demanda resiliente e aos ajustes no Minha Casa Minha Vida

CÂMBIO

Dólar mergulha no fechamento: como uma única declaração de Trump desarmou a tensão no mercado

9 de março de 2026 - 19:17

A moeda norte-americana terminou o pregão em baixa de 1,52%, a R$ 5,1641, menor valor de fechamento desde 27 de fevereiro

EFEITO DA GUERRA

Até quando a Petrobras (PETR4) vai aguentar? Petróleo acima de US$ 100 aumenta a pressão sobre o reajuste da gasolina

9 de março de 2026 - 19:00

Alta da commodity reacende questionamentos sobre defasagem nos combustíveis e coloca em dúvida a estratégia da estatal para segurar os preços no Brasil; veja o que dizem os analistas

QUERIDINHO DOS ANALISTAS

Ação deste banco “novato” na bolsa pode dobrar de valor — e quatro casas de análise já recomendam a compra

9 de março de 2026 - 17:15

Modelo híbrido que combina atendimento físico e banco digital para aposentados do INSS chama a atenção de analistas; descubra qual a ação

SOB PRESSÃO

Em busca de fôlego: por que a Oncoclínicas (ONCO3) está pedindo mais tempo para pagar suas dívidas

9 de março de 2026 - 13:19

Companhia chama credores e debenturistas para discutir extensão de prazos e possível waiver de alavancagem; entenda

NOVA PREFERIDA

Esqueça a Vivo (VIVT3): para o JP Morgan, há ações de telecom ainda mais interessantes na bolsa brasileira e no exterior

9 de março de 2026 - 11:49

Mesmo após melhorar as projeções para a Telefônica Brasil, banco diz que o preço da ação já reflete boa parte do cenário positivo e revela uma alternativa mais atraente

CONVERSAS AVANÇADAS

A joia da coroa: Chevron negocia compra de 30% da Ipiranga com a Ultrapar (UGPA3), diz jornal

9 de março de 2026 - 10:39

A Ipiranga não é apenas mais uma peça no portfólio da Ultrapar; é, de longe, o ativo que mais sustenta a geração de caixa do conglomerado.

REESTRUTURAÇÃO

Para não entrar pelo cano, a Dexco (DXCO3), dona da Deca e Duratex, reduz linhas de produtos e vende ativos

9 de março de 2026 - 10:02

O desafio de recolocar os negócios no prumo é ainda maior diante do desaquecimento do mercado de materiais de construção e dos juros altos, que elevaram bastante as despesas com empréstimos

RECOMENDAÇÃO

Investindo no agronegócio: Cosan (CSAN3) e Suzano (SUZB3) dominam as recomendações de analistas para março

8 de março de 2026 - 14:23

Com foco em desalavancagem e novos projetos, as gigantes do setor lideram a preferência dos especialistas

BOLSO CHEIO

Disparada no preço do petróleo pode aumentar os dividendos da Petrobras (PETR4); saiba o que esperar e o que já está no radar

8 de março de 2026 - 11:55

Estatal vai pagar R$ 8,1 bilhões aos acionistas e sinalizou que pode distribuir ainda mais dinheiro se o caixa continuar cheio

SINAL VERDE

Cade aprova transferência do controle da Braskem (BRKM5) para IG4; gestora se torna sócia da Petrobras (PETR4)

6 de março de 2026 - 19:41

Operação encerra anos de tentativas de venda da participação da Novonor e abre caminho para nova fase de gestão e reestruturação das dívidas da companhia

VENCEDORES X PERDEDORES

Petrobras (PETR4) rouba a cena e chega a R$ 580 bilhões em valor de mercado pela 1ª vez; Vale (VALE3) perde US$ 43 bilhões em uma semana

6 de março de 2026 - 19:21

Enquanto os papéis da petroleira disparam no pregão, a mineradora e os bancos perderam juntos R$ 131,4 bilhões em uma semana

PARA ALÉM DO ROE

Quem realmente cria valor nos bancos? Itaú e Nubank disparam na frente em novo ranking — enquanto Banco do Brasil perde terreno

6 de março de 2026 - 19:10

Quem realmente cria valor nos bancos? Itaú e Nubank disparam na frente em novo ranking — enquanto Banco do Brasil perde terreno, diz Safra

CHORIPÁN NO PIX

Banco do Brasil (BBAS3) passa a oferecer Pix para brasileiros em viagem à Argentina — e nem precisa ser cliente do banco

6 de março de 2026 - 17:01

Brasileiros agora podem pagar compras em lojas físicas argentinas usando Pix; veja o mecanismo

DEPOIS DO BALANÇO

Dividendos extraordinários da Petrobras (PETR4)? Estatal responde se caixa com petróleo mais caro vai parar no bolso do acionista

6 de março de 2026 - 16:14

Com Brent acima de US$ 90 após tensão geopolítica, executivos da petroleira afirmam que foco é preservar caixa, manter investimentos e garantir resiliência

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar