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Após concluir sua reestruturação financeira, a Azul passará a negociar suas ADSs na NYSE e encerrará a listagem na NYSE American; veja o que muda para os investidores

Os papéis da Azul vão mudar de casa, mas não os AZUL3. A companhia aérea anunciou, na manhã desta segunda-feira (6), que seus ADSs — os recibos dos papéis negociadas em Nova York — tiveram a migração aprovada da secundária Nyse American para a principal Nyse. Ou seja, para quem tem as ações na B3, nada muda.
Embora os nomes sejam muito parecidos, a diferença para a empresa é grande. Enquanto a bolsa na qual a empresa está listada atualmente é voltada para empresas de pequeno e médio porte, o novo lar é uma das principais dos EUA.
Ela havia desembarcado na Nyse American em junho, depois de sua reestruturação financeira. Na época, a aérea já havia revelado a vontade de migrar para a Nyse.
Segundo o CEO da aérea brasileira, John Rodgerson, esse é um marco de um novo capítulo para a Azul, depois de concluir a recuperação judicial nos EUA (Chapter 11).
"A listagem na Nyse deverá aumentar nossa visibilidade na comunidade global de investimentos, expandir nosso acesso a investidores institucionais e fortalecer ainda mais nossa posição nos mercados de capitais internacionais”, afirmou o executivo.
Ao passar a negociar em uma das maiores bolsas dos Estados Unidos, a Azul amplia sua exposição a investidores globais e pode aumentar a demanda por suas ações. A Nyse concentra um universo maior de investidores institucionais e costuma oferecer mais liquidez e visibilidade do que a Nyse American.
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Além disso, a listagem pode facilitar uma futura inclusão em índices de mercado, desde que a companhia cumpra os critérios de elegibilidade. Caso isso ocorra, fundos passivos e ETFs que replicam esses índices passam a comprar automaticamente as ações da empresa para reproduzir suas carteiras, o que tende a elevar a liquidez dos papéis.
A migração também funciona como um selo de credibilidade, já que a Nyse possui critérios mais rigorosos de listagem relacionados a porte, liquidez e governança. Isso pode ampliar o acesso da companhia ao mercado de capitais e facilitar futuras captações de recursos.
A expectativa é que a estreia na nova bolsa ocorra em 9 de julho, quando os papéis passarão a ser negociados sob o ticker AZUL. Ao mesmo tempo, a companhia solicitará o cancelamento voluntário da listagem na Nyese American.
Para isso, a empresa notificou a bolsa e pretende protocolar, a partir de 16 de julho, o Form 25 junto à U.S. Securities and Exchange Commission, documento que formaliza a retirada da listagem.
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