Embraer (EMBR3) entrega o melhor segundo trimestre em 16 anos — e bancos enxergam forte espaço para as ações subirem
Fabricante entregou 65 aeronaves entre abril e junho, registrando o melhor segundo trimestre em 16 anos; bancos seguem otimistas com EMBR3 e veem potencial de valorização para as ações

A Embraer (EMBJ3) teve o melhor segundo trimestre em mais de uma década em entregas nos últimos três meses. A fabricante brasileira de aeronaves entregou 65 aeronaves no período, uma alta de 7% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Na comparação com o primeiro trimestre do ano, o avanço é ainda mais expressivo, de 48%.
Já no acumulado do primeiro semestre, a companhia entregou 109 aeronaves, cerca de 20% acima das 91 unidades entregues no mesmo período de 2025.
Na leitura do BTG Pactual, os números mostram a continuidade da melhora na execução da companhia e reforçam a trajetória de crescimento da produção de aeronaves, sugerindo alívio gradual das restrições na cadeia de suprimentos, tema que está no radar.
“De forma geral, as entregas acima das expectativas reforçam nossa visão positiva para os resultados do segundo trimestre e esperamos uma reação favorável do mercado aos números anunciados”, diz o BTG, que recomenda compra para a Embraer, com preço-alvo de R$ 126, uma alta de mais de 50% em relação ao fechamento de ontem.
O desempenho da Embraer
“A aviação executiva continua superando nossas expectativas, enquanto a aviação comercial apresenta a melhora esperada na produção. Também não esperamos impactos relevantes de mix no primeiro segmento durante o trimestre, ou pelo menos não tão significativos quanto no primeiro trimestre”, diz a equipe de analistas do BTG.
No segmento de aviação comercial, foram 20 aeronaves entregues no trimestre, incluindo seis unidades do modelo E195-E2, atualmente o maior jato da Embraer em produção nessa categoria.
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Já a unidade de negócios de aviação comercial registrou forte aceleração, com alta de 100% em relação ao primeiro trimestre — quando foram entregues 10 aeronaves — e crescimento de 5% na comparação anual, frente às 19 entregas do segundo trimestre de 2025.
A aviação executiva também apresentou desempenho robusto, com 45 jatos entregues no trimestre, avanço de 55% frente ao trimestre anterior e de 18% em relação ao mesmo período do ano passado.
Para a divisão comercial, o banco espera menor impacto dos custos logísticos não recorrentes observados nos últimos trimestres, apoiando uma melhora sequencial das margens.
A composição dos clientes
O Bradesco BBI pondera que as entregas do segundo trimestre vieram em linha com a estimativa da casa e com o consenso na divisão comercial, e mais fortes na executiva. No entanto, os analistas chamam atenção para a composição de clientes, um fator apontado como importante para as margens e que não foi divulgado.
Na visão da casa, os números do segundo trimestre indicam que a distribuição das aeronaves entregues ao longo do ano está se tornando menos sazonal, especialmente no segmento de aviação executiva.
“No segmento comercial, 36% da orientação foi entregue, contra 33% no segundo trimestre de 2025 e uma média de 34% em 4 anos. No segmento executivo, 45% da orientação foi entregue, contra 39% no segundo trimestre de 2025 e uma média de 34% em 4 anos”, dizem os analistas.
Neste cenário, o BBI mantém a recomendação de compra para EMBJ3 e um preço-alvo para 2026 de R$ 110, com alta potencial de 32% em relação ao fechamento de ontem.
Por fim, o Safra reforça a mensagem de um sólido desempenho operacional no segundo trimestre de 2026 apresentado pela Embraer, com impulso dos segmentos executivo e comercial.
Na avaliação do banco, esse desempenho reflete a forte carteira de pedidos (backlog) da companhia e o sucesso contínuo de sua estratégia de nivelamento da produção, que busca distribuir as entregas de forma mais equilibrada ao longo do ano.
Analistas do Safra têm classificação outperform para a ação, equivalente à compra.
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