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O JP Morgan elevou o preço-alvo após a empresa garantir contratos estratégicos; saiba por que o banco vê riscos menores e maior geração de caixa no horizonte
Imagine uma tacada capaz de aumentar o valor de uma empresa em mais de 30% da noite para o dia. Para o JP Morgan, a Eneva (ENEV3) acaba de realizar esse feito.
Após varrer o último leilão de reserva, a companhia não apenas garantiu novos contratos, como fez o banco a rasgar as projeções antigas e elevar o preço-alvo da ação para de R$ 21,00 para R$ 29,50. A recomendação de compra para ENEV3 foi mantida.
Nas palavras dos analistas Arthur Pereira e Victor Burke, é um destrave de valor raríssimo de se ver no setor de utilidade pública.
No Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) realizado no mês passado, a Eneva respondeu por 27% do volume contratado na licitação, viabilizando projetos termelétricos que exigirão R$ 18 bilhões em investimentos até 2031.
Com o certame, a companhia garantiu contratos para 3,6 gigawatts em nova capacidade. Os projetos serão construídos em Sergipe (1,3 GW), no Ceará (1,2 GW) e no Sudeste (1,15 GW), em local ainda a ser definido.
A companhia também conseguiu novos contratos para 1,7 GW em termelétricas já operacionais no Espírito Santo, no Complexo Parnaíba, no Maranhão, e para usinas a carvão no Ceará e Maranhão.
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Na ocasião, as ações da Eneva dispararam, e a empresa flertou com um valor de mercado inédito: R$ 50 bilhões.
A companhia também chegou a acumular uma alta de quase 30% na semana do leilão, consolidando-se na ocasião como o melhor desempenho do setor elétrico e a maior valorização do Ibovespa no período.
Nesta terça-feira (7), as ações ENEV3 operam em queda de mais de 2%, mas acumulam alta de 24% no ano. O Ibovespa também cai, lutando para manter os 187 mil pontos.
O principal motor para a revisão foi a criação de valor gerada pelo leilão de capacidade.
Segundo o JP Morgan, os projetos contratados adicionam sozinhos cerca de R$ 8,00 por ação ao VPL (valor líquido presente, na sigla em inglês) da Eneva.
"As concessionárias de serviços públicos (utilities) raramente têm oportunidades de destravar mais de 10% do VPL em uma única alocação de capital. É ainda mais difícil destravar mais de 30% do VPL e, ao mesmo tempo, tornar-se virtualmente uma large cap", afirmam os analistas.
O banco estima que o compromisso de capital da Eneva no leilão mais do que dobrou de valor, gerando um VPL de R$ 20 bilhões para um investimento (capex) ajustado pela participação de R$ 14 bilhões.
Historicamente, o mercado via a Eneva com cautela devido aos riscos de execução de seus projetos complexos.
No entanto, o JP Morgan acredita que o ciclo atual de investimentos — estimado em R$ 18 bilhões entre 2026 e 2031 — traz riscos menores do que no passado.
Os motivos para essa maior confiança incluem:
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Diferente de outras geradoras expostas ao risco de preço de mercado, a Eneva opera com o modelo reservoir-to-wire (R2W), no qual produz o próprio gás para abastecer suas térmicas.
Essas plantas possuem contratos de longo prazo (PPAs) no mercado regulado, reajustados anualmente pela inflação.
O JP Morgan calcula que esses contratos de margem fixa devem representar mais de 70% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado entre 2026 e 2030, o que aumenta a visibilidade do fluxo de caixa e reduz os riscos do balanço patrimonial.
Apesar do otimismo, o banco aponta riscos que podem limitar o ganho. O principal deles é o estouro de custos nas obras.
"Estimamos uma queda de 5% no VPL se assumirmos um excesso de 20% no capex dos projetos greenfield", afirmam Pereira e Burke.
Outros fatores de atenção incluem a velocidade de depleção das reservas de gás e a possibilidade de introdução de impostos sobre carbono no Brasil, o que impactaria a Eneva mais do que seus pares focados em fontes renováveis.
Mesmo assim, a visão final do JP Morgan é de que o mercado ainda não reflete totalmente o potencial de crescimento da empresa.
"A TIR [taxa de retorno interna] real de 10,5% da Eneva pode estar descontando excessivamente os riscos de execução, enquanto subestima a opcionalidade de crescimento", dizem os analistas.
Até então, os papéis eram negociados em lotes de 1 milhão, sob o ticker AZUL53; para se adequar às regras da B3, a aérea precisou recorrer ao grupamento
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