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Larissa Bernardes

Larissa Bernardes

Repórter no Seu Dinheiro, formada em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Possui experiência na cobertura do mercado financeiro em tempo real, economia, política e cenário internacional. Passou por Agência Estado, Safras News, DCM e Record TV.

RELATÓRIO OPERACIONAL

Produção de minério da Vale (VALE3) sobe 3% no 1T26; metais básicos registram recorde — confira os números da mineradora

Metais básicos impulsionam resultados operacionais, enquanto gargalos logísticos ligados ao conflito no Oriente Médio afetam o escoamento

Larissa Bernardes
Larissa Bernardes
16 de abril de 2026
19:21 - atualizado às 19:39
Vale
Vale - Imagem: Vale/Divulgação

Apesar de um período marcado por chuvas intensas, a Vale (VALE3) entregou um desempenho robusto na produção de minério de ferro no primeiro trimestre de 2026. Segundo o relatório operacional divulgado na noite desta quinta-feira (16), os metais básicos também ganharam protagonismo no período, com a produção crescendo dois dígitos.

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Os resultados financeiros completos serão conhecidos em 28 de abril, mas o relatório operacional já antecipa as principais tendências do trimestre.

A produção de minério de ferro somou 69,675 milhões de toneladas métricas (Mt) entre janeiro e março, o que representa alta de 3% na comparação anual. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, houve queda de 22,9 %.

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A produção de pelotas, por sua vez, totalizou 8,169 Mt no primeiro trimestre de 2026, uma alta de 13,7% em base anual, mas queda de 1,9% na comparação trimestral.

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Já as vendas de minério de ferro cresceram 3,9% na comparação com o mesmo período de 2025 e caíram, 19% frente ao trimestre anterior, para 68,713 Mt.

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As vendas de finos de minério somaram 59,436 Mt, alta de 4,7% ano a ano e queda de 19,2% na base trimestral, enquanto as vendas de pelotas atingiram 7,699 Mt — alta de 2,7% na comparação anual, mas queda de 15% em termos trimestrais.

O relatório também evidenciou o impacto direto do cenário geopolítico sobre a logística da companhia. O fechamento do Estreito de Ormuz interrompeu rotas marítimas estratégicas e dificultou o escoamento de parte da produção destinada aos mercados asiáticos.

“Em meados de março, a produção nas plantas de pelotização de Omã foi interrompida para manutenção anual programada, enquanto as atividades de construção na planta de concentração de Sohar também foram suspensas. Em função dos desdobramentos relacionados aos conflitos no Oriente Médio, incluindo restrições logísticas, espera-se que as plantas de Omã retomem suas operações no final do terceiro trimestre”, afirmou a companhia.

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Segundo a mineradora, durante esse período, o pellet feed originalmente destinado a Omã será redirecionado para as plantas de pelotização de Tubarão e para vendas de finos.

A estratégia, de acordo com a Vale, permite manter inalterado o guidance de produção de aglomerados para 2026, estimado entre 30 milhões e 34 milhões de toneladas.

Preços realizados pela Vale

O primeiro trimestre foi marcado por preços mais elevados do minério de ferro, orbitando a faixa dos US$ 100 por tonelada. Os preços realizados pela Vale acompanharam, em sua maioria, esse movimento.

De acordo com o relatório, os preços dos finos de minério de ferro subiram 5,5% na comparação anual, para US$ 95,8 por tonelada. Em relação ao trimestre anterior, a alta foi de 0,4%.

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Já os preços das pelotas recuaram 5% frente ao mesmo período do ano anterior, para US$ 133,8 por tonelada. Na base trimestral, houve alta de 1,8%.

O prêmio all-in foi de US$ 6,2 por tonelada, avanço de 29,2% na comparação anual e de 72,2% frente ao trimestre imediatamente anterior.

Metais básicos ganham espaço

Além do minério de ferro, a Vale também apresentou desempenho relevante em metais básicos.

A produção de cobre totalizou 102,3 mil toneladas (kt) no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 12,5% em relação ao mesmo período do ano anterior e uma queda de 5,4% frente ao trimestre anterior.

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As vendas de cobre cresceram 11,4% na base anual e caíram 14,7% na comparação trimestral, para 91,2 kt. Já os preços atingiram US$ 13.143, com alta de 47,8% ano a ano e de 19,4% na base sequencial.

A produção de níquel, por sua vez, somou 49,3 kt no período, com alta de 12,3% em base anual e de 6,7% na comparação trimestral.

As vendas de níquel totalizaram 44,8 kt, avanço de 15,2% na comparação anual e queda de 9,7% frente ao trimestre anterior. O preço médio foi de US$ 17.015, representando alta de 5,6% ano a ano e de 13,3% na base trimestral.

Segundo a Vale, a produção de cobre registrou o melhor desempenho para um primeiro trimestre desde 2017, enquanto o níquel alcançou seu nível mais alto para o período desde 2020.

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