Os R$ 50 bilhões da Eneva (ENEV3): empresa flerta com valor de mercado inédito após leilão histórico
Na véspera, as ações da companhia do setor elétrico subiram 15%, embaladas pelo sucesso do certame; CEO fala em oportunidades à frente

Nem o mau humor que toma conta do Ibovespa nesta quinta-feira (19) é capaz de segurar o ímpeto da Eneva (ENEV3). Embalada pelo resultado do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap), a companhia do setor de energia flerta com uma marca histórica: os R$ 50 bilhões em valor de mercado.
Por volta das 16h30, os papéis da ENEV3 subiam 4,15%, negociados a R$ 25,31. Com o avanço, o valor de mercado da empresa atingiu a cifra inédita de R$ 49 bilhões.
No acumulado da semana, a alta já chega a impressionantes 26,3%, consolidando a Eneva como o melhor desempenho do setor elétrico e a maior valorização do Ibovespa no período.
Eneva e o efeito leilão
O combustível para esse rali foi a atuação agressiva — e bem-sucedida — da Eneva no leilão realizado na véspera.
A companhia levou praticamente tudo o que planejava, o que fez as ações saltarem mais de 15% em um único pregão.
A Eneva respondeu por 27% do volume contratado na licitação, viabilizando projetos termelétricos que exigirão R$ 18 bilhões em investimentos até 2031.
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Com o certame, a companhia garantiu contratos para 3,6 gigawatts em nova capacidade. Os projetos serão construídos em Sergipe (1,3 GW), no Ceará (1,2 GW) e no Sudeste (1,15 GW), em local ainda a ser definido.
A companhia também conseguiu novos contratos para 1,7 GW em termelétricas já operacionais no Espírito Santo, no Complexo Parnaíba, no Maranhão, e para usinas a carvão no Ceará e Maranhão.
Para os analistas do Citi, a Eneva superou as expectativas, o que justifica o forte fluxo comprador visto nesta quinta-feira (19). O banco, inclusive, liderou a ponta de compra dos papéis na sessão de hoje.
- Leia também: Por que Einstein seria um grande investidor — e não perderia a chance de colocar Eneva (ENEV3) na carteira?
Oportunidade à frente
Em teleconferência para comentar os resultados do leilão para a empresa, o CEO da Eneva, Lino Cançado, destacou que o Brasil continuará precisando de mais capacidade firme para o sistema elétrico no longo prazo.
Segundo ele, o leilão de reserva desta semana não esgotou as oportunidades de crescimento da empresa, mas, sim, abriu caminho para uma “nova onda de expansão”.
“Enquanto o leilão garantiu uma parcela importante de capacidade para o sistema, ainda falta potência para fechar a conta do sistema até o final do ano de 2035 e nos anos que se seguirão. Mais do que nunca, a Eneva está preparada para endereçar essas necessidades de forma competitiva”, afirmou.
*Com informações da Reuters
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