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Com a Selic prestes a iniciar um ciclo de queda, executivos de gigantes do varejo brasileiro ainda enxergam um consumo pressionado no curto prazo, mas detalham onde veem espaço para crescimento, eficiência e ganho de margem ao longo de 2026
Mesmo um ano em que a taxa de juros finalmente deve começar a cair, as grandes redes varejistas do país mantêm cautela ao olhar para o futuro, embora com um ‘pézinho’ no otimismo para aumento da demanda pelos seus produtos e serviços.
Essa é a visão que o BTG Pactual coletou entre os CEOs e altos executivos de grandes empresas em eventos e reuniões recentes. Em um relatório completo, o banco destacou a visão de algumas das maiores empresas do setor; veja abaixo.
No caso da C&A (CEAB3), o CEO, Paulo Correa, e o CFO, Laurence Gomes, reconheceram que o ambiente no fim do ano passado foi desafiador. A varejista de moda sofreu com condições climáticas adversas, com um inverno atípico, e com uma dinâmica competitiva mais dura e sortimento de lojas aquém do ideal.
Para este ano, a empresa espera ter peças mais baratas nas araras. “Embora a companhia não pretenda comprometer a qualidade dos produtos, reconhece a necessidade de um mix de preços mais equilibrado e alinhado às tendências de demanda”, escreveram os analistas do BTG Pactual.
E a execução já começou, com novos produtos já chegando às lojas em janeiro, um plano de compras bem estruturado para o ano e boa gestão de estoques.
Em investimentos, a companhia planeja reformar de 25 a 28 lojas, com início no começo do ano, além de abrir 10 novas unidades até o fim de 2026. Já do lado de preços, o cenário macroeconômico não deixa muita margem para aumentos acima da inflação, segundo a administração.
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Em margens, o discurso é mais cauteloso. Embora a empresa ainda busque ampliar a margem bruta e veja algum espaço para ganhos de eficiência operacional — especialmente com as iniciativas de Energia C&A —, o cenário mais difícil e a pouca margem para diluir despesas gerais e administrativas tendem a limitar avanços mais relevantes de rentabilidade no curto prazo.
Já em relação às Lojas Renner (LRNE3), o CEO, Fábio Faccio, e o CFO, Daniel Martins, reiteraram o guidance de longo prazo, apontando para crescimento anual de receita de 9% a 12% em conversas com os analistas do banco.
Isso implica em um mix equilibrado entre reajustes de preços em linha com a inflação, melhor sortimento, menos promoções e menor nível de remarcações e volumes sólidos, tudo isso para continuar expandindo margens.
O orçamento deste ano para a expansão de capacidade ainda não está pronto, e a empresa deve anunciar o número oficial em breve. Em 2025, entregou 34 novas lojas (dentro do guidance) e vê uma trajetória de aceleração do ritmo de expansão nos próximos anos, com maior foco nas marcas Renner e Youcom.
Além disso, a empresa espera distribuir entre 50% e 80% do lucro anual aos acionistas, enquanto a geração de caixa recorrente segue suficiente para bancar a expansão e manter a alavancagem sob controle.
O CEO da rede de academias, Edgar Corona, reiterou que manteve o guidance de abertura de lojas para 2025, que era de abertura de 341 novos estabelecimentos, com maior concentração em dezembro. Segundo o BTG, isso implica em despesas mais elevadas de marketing e vendas no último trimestre de 2025 e no primeiro deste ano.
Ainda assim, o BTG mantém uma visão otimista sobre a rentabilidade das novas unidades, que tendem a ganhar eficiência e margem conforme amadurecem.
Cerca de 50% das novas lojas foram abertas no Brasil, 20% no México e 30% em outros mercados da América Latina. Para 2026, a administração espera um ritmo de expansão em geografias semelhantes.
O México segue sendo um país desafiador para a empresa, embora a administração espere começar a ver benefícios das iniciativas de melhoria em andamento no curto prazo.
Além de manter um forte ritmo de expansão no Brasil, a companhia indicou que a penetração do TotalPass — benefício corporativo que dá acesso a diversas academias por meio de planos pagos por empresas aos seus funcionários — deve continuar crescendo, apoiando o crescimento da receita.
No entanto, a expansão do benefício irá pressionar as margens brutas, já que o modelo, apesar de ajudar a encher as academias e acelerar a receita, tem rentabilidade unitária menor do que o cliente tradicional.
A companhia trabalha para compensar esse impacto por meio de maior diluição de despesas gerais e administrativas, disse o banco em relatório.
Os analistas do BTG Pactual conversaram com o Diretor de Relações Institucionais da companhia, Flávio Correia. A administração acredita que a recente virada da companhia — que chegou a estar entre as maiores quedas do primeiro semestre de 2025 e virou o jogo nos outros seis meses — se deve a uma série de fatores.
Entre eles, estão a estabilização das pressões nos produtos de Higiene e Cuidados Pessoais (HPC), uma postura mais competitiva em medicamentos de prescrição, iniciativas internas para simplificar a estrutura e reduzir despesas administrativas, além do forte desempenho nas vendas das canetas de emagrecimento.
“A RD diluiu despesas com volumes de vendas mais elevados, ajudando a compensar a pressão na margem bruta, e negociou de forma mais eficaz com a indústria de HPC, reduzindo a diferença em relação aos concorrentes”, escrevem os analistas em relatório.
A visão segue bastante otimista para medicamentos de perda de peso, e a projeção é que a introdução de genéricos impulsione ainda mais o crescimento da categoria, com volumes compensando quedas de preços.
A RD também acredita estar bem-posicionada para capturar essa expansão, já que a demanda se concentra em regiões de renda mais alta, onde a companhia detém elevada participação de mercado.
Os principais motores para a Vivara no curto prazo são a retomada do crescimento das vendas nas lojas maduras da bandeira Life, a melhora do desempenho em categorias como relógios e joias e a aceleração do ritmo de abertura de novas lojas.
Segundo o CFO, Elias Leal, e o diretor de RI, Caio Barbuto, a rede de joalherias também destaca o forte foco em geração de caixa, sustentado por uma redução relevante dos estoques.
“Olhando à frente, o crescimento da receita deve permanecer consistente e, combinado com melhorias relevantes em capital de giro (estoques e recebíveis), deve criar as bases para ganhos de margem bruta, mesmo em um cenário de preços mais elevados de commodities”, escrevem os analistas.
Além disso, a administração vê espaço para novos ganhos de eficiência e diluição de despesas gerais e administrativas, ainda que em ritmo mais lento do que em 2025.
A administração descreveu 2025 como um ano de transição, dedicado à adaptação da nova estrutura corporativa, à integração das operações e à definição de decisões estratégicas.
Para 2026, a prioridade passa a ser a estabilidade, com iniciativas já em andamento para garantir crescimento mais consistente e melhora gradual da rentabilidade.
Na Hering, a avaliação é de avanço na saúde da marca, com maior penetração nas classes B e A e correção de ineficiências no modelo de vendas, reduzindo riscos de estoque.
Em calçados, o início do ano é mais construtivo, com ajustes de portfólio, bom desempenho da Anacapri e sinais iniciais de recuperação da Schutz.
Do lado financeiro, a companhia reforça o foco em eficiência, controle de custos, melhor gestão de estoques e geração de caixa, além de manter uma agenda de crescimento de longo prazo baseada em novos canais, dados e ganhos operacionais.
O CFO Roberto Bellissimo reforçou ao BTG o posicionamento do Magalu como um ecossistema omnichannel, com integração entre canais físicos e digitais como principal diferencial competitivo.
A Galeria Magalu segue com bom desempenho e pode ser expandida para formatos menores em cidades de menor porte, enquanto iniciativas como o WhatsApp da Lu são vistas como apostas de longo prazo para fortalecer o e-commerce, melhorar a experiência do seller e acelerar as entregas.
A companhia mantém foco em bens duráveis, que tendem a se beneficiar da queda dos juros, com destaque para TVs em um ano de Copa do Mundo, enquanto a expansão do sortimento segue disciplinada e orientada por margens positivas.
Já em serviços financeiros, a inadimplência no MagaluPay e no LuizaCred permanece sob controle, com crescimento mais gradual esperado para o crédito ao longo do tempo. Por fim, a administração vê um cenário macro mais favorável — com juros menores, estímulos à renda e controle de despesas — como apoio à melhora das vendas e ao processo de desalavancagem.
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