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Os papéis caem forte mas analistas mantêm preço-alvo de R$ 27; entenda como as mudanças na gestão afetam o futuro da companhia e confira os detalhes da transição
O diagnóstico do dia para a Hapvida (HAPV3) não é nada favorável. Nesta terça-feira (13), as ações da companhia voltaram a liderar a ponta negativa do Ibovespa e figuram entre as maiores quedas da B3. O desempenho reflete o mau humor do investidor local e a reação do mercado à "dança das cadeiras" na gestão da empresa.
Por volta de 13h (horário de Brasília), HAPV3 caía 7,73%, a R$ 15,07%, mas os papéis chegaram a recuar mais de 8% no início do pregão. Nos últimos seis meses, as ações da companhia despencaram 57,94%. No mesmo horário, o Ibovespa caía 0,76%, aos 161.910,50 pontos.
Mais cedo, a operadora de saúde informou que Alain Benvenuti, que havia renunciado ao cargo de diretor de operações (COO) há três semanas, passará a exercer a função de vice-presidente comercial da Hapvida.
Segundo o comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Benvenuti está na empresa desde 2017, quando assumiu a vice-presidência de operações e liderou a expansão e a integração operacional da rede própria em diversas regiões do país.
Ele já havia sido cotado para o cargo de CEO da operadora, mas em dezembro a empresa anunciou Luccas Adib, antigo vice-presidente de finanças e tecnologia, para o comando e a saída de Benvenuti do cargo de COO, função que passou a ser ocupada por Cidéria Costa.
A mudança ocorreu após a saída de Rafael Andrade da vice-presidência comercial em outubro, cadeira que foi transferida para Jaqueline Sena. Agora, ela assume integralmente à unidade de negócios de odontologia.
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Na avaliação da Ágora Investimentos/Bradesco BBI, a notícia tem impacto “misto”. De um lado, os analistas citam que o vaivém na estrutura de gestão pode ser mal visto pelo mercado. Do outro, o nome pode auxiliar em uma transição melhor.
“A volta de Benvenuti deve contribuir para uma transição mais suave e reforçar a estratégia de retomada da área comercial, trazendo credenciais sólidas para impulsionar resultados”, afirmaram os analistas Marcio Osako e Ricardo França.
A Ágora/Bradesco BBI tem recomendação de compra para HAPV3 com preço-alvo de R$ 27 no final deste ano — o que representa um potencial de valorização de 76,9% sobre o preço de fechamento de ontem (12), quando a ação encerrou cotada a R$ 15,26.
*Com informações do Money Times
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