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IMERSÃO MONEY TIMES

Como o Magazine Luiza (MGLU3) conseguiu lucrar mais com IA do que a dona do ChatGPT e o próprio Google?

Em participação no Imersão Money Times, em parceria com a Global X, Caio Gomes, diretor de IA e dados do Magalu, explica quais foram as estratégias para adoção da tecnologia na varejista

Imersão Money Times, em parceria com Global X
Caio Gomes (à direita), diretor de IA e dados do Magalu, e Vinicius Pinheiro (à esquerda), diretor das redações de Money Times e Seu Dinheiro - Imagem: Imersão Money Times

O WhatsApp da Lu, o modelo de IA generativa do Magazine Luiza (MGLU3), é o grande protagonista do novo ciclo estratégico da companhia, focado em destravar o valor com o avanço da inteligência artificial no varejo. Com a iniciativa, a empresa fica na vanguarda das aplicabilidades de IA no setor e é um destaque não só no Brasil, como no mundo.

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Um dos principais nomes por trás da ferramenta é Caio Gomes, diretor de inteligência artificial e dados do Magalu. Em participação no Imersão Money Times, em parceria com a Global X, o executivo destacou a projeção global da operação e explicou como a companhia conseguiu avançar em um terreno em que gigantes ainda enfrentam desafios: transformar IA em lucro.

“O Magalu gerou mais lucro com modelos de IA generativa do que OpenAI [dona do ChatGPT], Google e Anthropic. Essas empresas ainda acumulam prejuízos bilionários com a tecnologia”, afirmou Gomes durante o evento promovido pelo portal parceiro do Seu Dinheiro ao lado da Global X.

Segundo o executivo, a varejista brasileira segue escalando as vendas com a ferramenta. Sem divulgar números, Gomes afirmou que a companhia está aumentando a conversão de vendas em três vezes graças ao modelo e isso ainda faz parte de um início “tímido”, já que a empresa ainda não está divulgando com força total o WhatsApp da Lu.

Como o Magazine Luiza conseguiu lucrar mais com IA do que gigantes?

Para Gomes, a explicação para o sucesso é simples: eles tinham uma finalidade específica para o uso de IA, sem tentar forçar a tecnologia na empresa.

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“Eu não estava interessado em simplesmente colocar inteligência artificial no produto, mas em resolver um problema: mudar a experiência de compra das pessoas”, disse durante um painel do evento.

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De acordo com o executivo, esse é justamente o erro de grande parte das empresas: tentar usar IA sem um objetivo definido.

Ainda é só o começo

Gomes destacou que a IA deve ganhar espaço em toda a operação do Magazine Luiza ao longo do novo ciclo estratégico, desde a otimização de custos até avanços em logística, como rotas e operações nos centros de distribuição.

Mas, para além da companhia, ele acredita que essa tecnologia ainda vai escalar muito nos próximos anos.

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“É como se estivéssemos em 1998 na era da internet, uma fase em que as pessoas ainda não entenderam plenamente como usar, mas uma coisa é certa: o mundo foi mudado por isso, resta saber quais serão os próximos passos”, afirma.

Além disso, Gomes endereçou uma das grandes ansiedades sobre o avanço da inteligência artificial: a tomada de empregos. Segundo ele, a tecnologia tende a substituir funções repetitivas — como tarefas operacionais e de conferência —, mas deve abrir espaço para atividades mais estratégicas, permitindo que profissionais atuem em frentes que exigem análise, tomada de decisão e pensamento crítico.

Ele também se mostra cético sobre o ganho de produtividade que muitos setores da economia dizem já estar tendo com as aplicações. Como exemplo, o executivo cita casos em que outros negócios afirmam já terem ganhado eficiência em até 50 vezes – sem que isso, até agora, tenha se traduzido em resultados relevantes.

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