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A adaptação da sociedade à inteligência artificial reacende o debate sobre a atuação do Estado americano no setor privado

Jensen Huang, CEO da multinacional de tecnologia Nvidia, afirmou em entrevista à imprensa americana que o modo de vida da população está prestes a mudar para sempre — e ressaltou a necessidade de adaptação.
O motivo se dá pelo boom da inteligência artificial, comparada por Huang a uma nova Revolução Industrial. Para isso, ele também aponta para a exigência de novas normas sociais e regulamentações.
As declarações do CEO ocorrem em meio a relatos de um envolvimento cada vez maior do governo federal norte-americano com grandes empresas de inteligência artificial, incluindo possível participação estatal.
De um lado, a presença estatal pode favorecer essa readaptação ao democratizar os ganhos da revolução da IA, mas também expõe o governo a riscos financeiros e a conflitos de interesse em um setor altamente volátil.
É inegável o quanto a IA alterou profundamente a forma como vivemos, em um ritmo tão acelerado que as regras de convivência social muitas não acompanham a evolução.
Por isso, segundo Huang, a sociedade deverá se reorganizar em torno da tecnologia, criando normas sociais e tentando extrair ao máximo dessa “nova Revolução Industrial”, como ele chama a inteligência artificial.
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Para isso, ele defende que a IA não deve ficar restrita a especialistas, mas ser adotada por toda a população sem receio, permitindo que todos possam testá-la, compreender seus impactos e se adaptar a ela.
O líder destacou que esse processo não seria novidade. O mesmo ocorreu quando o automóvel foi lançado, período no qual novos regulamentos — como o uso do cinto de segurança e a sinalização de trânsito — foram implementados para tornar o ambiente mais seguro.
Segundo estimativas da Statista, plataforma alemã especializada em dados, o mercado global de IA deve atingir US$ 617,62 bilhões até 2026. Como seria se esse capital não se restringisse apenas ao setor privado americano?
A possibilidade ainda é mera especulação, embora a OpenAI — empresa responsável pelo ChatGPT — venha tentando envolver a Casa Branca como investidora, parceira econômica e redistribuidora dos ganhos da IA.
Trump já "reafirmou a liderança americana em tecnologia ao acelerar a inovação em inteligência Artificial”, “ao empoderar o setor privado e proteger a inovação americana da exploração estrangeira”.
Nesse contexto, Jensen Huang, que lidera uma das cinco maiores empresas do mundo, afirma não ter clareza sobre o que o governo e o setor privado tecnológico dos EUA estão tentando alcançar.
Ainda assim, ressalta que “essas são empresas americanas. O sucesso deles beneficia o preço das ações, no qual muitos americanos investem”. "Ela gera impostos, o que ajuda muitos americanos. Isso cria muitos empregos".
*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.
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