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A estatal também assinou um novo acordo de acionistas com a Shine I, fundo de investimentos gerido pela IG4, que está adquirindo a participação de controle da Novonor na Braskem

A Braskem (BRKM5) recebeu da Novonor (ex-Odebrecht) e da Petrobras (PETR4) a substituição dos candidatos para a eleição do conselho de administração da companhia, na Assembleia Geral Ordinária que será realizada nesta quarta-feira (29).
Entre os nomes, está a indicação de Magda Chambriard, atual presidente da Petrobras, para o cargo de presidente do conselho, e de Héctor Nuñez, atual CEO da Novonor, ao cargo de vice-presidente do conselho.
Veja a atual chapa indicada:
Na última semana, a Braskem informou ao mercado que a Novonor e a NSP Investimentos assinaram contrato para vender o controle da petroquímica ao fundo de investimento em participação Shine I (Shine I FIP), assessorado pela IG4.
Entre outros pontos, o contrato abrange os termos e condições para a venda judicial pela NSP ao FIP de ações ordinárias e preferenciais classe “A” de emissão da Braskem, que representam cerca de 50,1% das ações ordinárias de sua emissão e de aproximadamente 34,3% de seu capital social total.
De acordo com o documento, o contrato também prevê a obrigação do FIP de requerer e protocolar junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o pedido de registro de oferta pública para a aquisição de até a totalidade das ações ordinárias e preferenciais em circulação da Braskem.
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Alguns dias depois, a Petrobras decidiu não exercer os direitos de preferência e de tag along previstos no acordo de acionistas da petroquímica, em relação à participação da Novonor.
A estatal também assinou um novo acordo de acionistas com a Shine I, fundo de investimentos gerido pela IG4, que está adquirindo a participação de controle da Novonor na Braskem.
O novo acordo estabelece o controle compartilhado da petroquímica, exigindo consenso em todas as deliberações do conselho de administração e da assembleia de acionistas, além de prever indicações paritárias tanto para o conselho quanto para a diretoria executiva.
O desempenho operacional da Braskem tem sido impactado por um cenário global desfavorável ao setor petroquímico, marcado por margens mais apertadas e menor demanda em mercados estratégicos.
Além disso, a situação é agravada por questões internas, como os desdobramentos do desastre ambiental em Maceió, relacionado à exploração de sal-gema, que continuam gerando custos e incertezas jurídicas.
No resultado do quarto trimestre de 2025, a empresa registrou prejuízo de R$ 10,3 bilhões, mais que o dobro do observado no ano anterior, pressionando sua capacidade de honrar compromissos financeiros e elevando a necessidade de preservar liquidez.
O balanço foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG, embora os auditores tenham registrado “incerteza relevante relacionada à continuidade operacional da companhia”.
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