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O órgão aprovou, sem restrições, a entrada de um novo acionista na Azul, liberando a aquisição de participação minoritária pela United Airlines. A operação envolve um aporte de US$ 100 milhões, ocorre no âmbito do Chapter 11 nos Estados Unidos
A Azul (AZUL54) segue tentando ganhar altitude para sair da zona de turbulência que tem marcado sua trajetória recente. O capítulo mais novo dessa jornada veio nesta semana, com um sinal verde do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a uma operação estratégica da companhia.
A Superintendência-Geral do órgão aprovou, sem restrições, ato de concentração entre as empresas aéreas United Airlines e Azul. De acordo com o parecer sobre o negócio, a operação consiste na aquisição, pela norte-americana, de uma participação minoritária do capital social da brasileira.
Na transação, a United Airlines se comprometeu a adquirir aproximadamente US$ 100 milhões em ações ordinárias da Azul, o que representará um acréscimo nos direitos econômicos de 2,02% para aproximadamente 8%.
A aquisição faz parte da reestruturação societária da Azul nos Estados Unidos, sob o denominado Chapter 11 [lei de falências de lá], iniciado pela Azul em maio de 2025. A reestruturação visa reduzir a dívida financiada da empresa e assegurar recursos de liquidez imediata, prevendo ainda a emissão de novas ações, cita o documento.
O negócio faz parte das negociações amplas com credores, reforçando o caixa, melhorando a liquidez e ajudando a reduzir as incertezas.
O parecer esclarece que a entrada de capital ocorre por duas operações distintas, mas coordenadas: uma oferta pública de ações de até US$ 650 milhões, aberta ao mercado e já aprovada pela Justiça dos EUA; e um aumento de capital separado, direcionado a parceiros estratégicos, como a United Airlines, responsável por um aporte específico de US$ 100 milhões.
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No início de dezembro, a aérea recebeu a aprovação da Justiça norte-americana para o plano de recuperação judicial, que prevê justamente a conversão de grande parte da dívida pré-existente em ações e permite captação de recursos com a venda de novos papéis.
Alguns dias depois, o conselho de administração da Azul convocou uma assembleia geral extraordinária e uma assembleia especial em 12 de janeiro de 2026 para deliberar sobre o fim de suas ações preferenciais e transformar todo o capital da companhia em ações ordinárias, movimento que também faz parte do plano de recuperação judicial.
A proposta da companhia prevê que cada ação preferencial (AZUL4) seja convertida em 75 ações ordinárias (AZUL3). Segundo o comunicado ao mercado, a proporção foi estabelecida pela administração com base na relação econômica existente entre os dois tipos de papel.
Vale lembrar que a principal diferença é que a ação preferencial concede direito de preferência no recebimento de dividendos, enquanto a ordinária dá direito a voto em assembleias.
Para que se concretize, a proposta precisa da aprovação de dois grupos, que deverão se posicionar nas assembleias marcadas para o mesmo dia. Aqueles que detêm ações preferenciais devem aprovar a conversão, enquanto os acionistas ordinários precisam confirmar a decisão.
Também cabe lembrar que hoje as ações da companhia estão sendo negociadas em lotes de 10 mil papéis, sob o ticker AZUL54, também como parte de uma reestruturação bilionária.
A a empresa quer que ao menos 45% da dívida seja revertida em ações, deixando os credores com até 70% das ações ordinárias, a R$ 0,40 por papel
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