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O preço por ação será de R$ 5,59, valor superior ao atual: as ações fecharam o pregão de terça-feira a R$ 4,44

A companhia especializada em eventos T4F Entretenimentos, ou Time for Fun (SHOW3) anunciou na terça-feira (31) à noite que tem planos de deixar a bolsa de valores. A empresa protocolou um pedido perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de oferta pública unificada para aquisição de até a totalidade das ações da empresa.
O comprador das ações será o seu acionista controlador, Fernando Luiz Alterio. Em fato relevante, a empresa disse que a oferta leva em consideração o cancelamento de registro da companhia na CVM e a saída da companhia do segmento especial de listagem do Novo Mercado.
O acionista controlador informou que o preço por cada ação sujeito a OPA, que não abrange as já detidas por Alterio, será de R$ 5,59, acrescenta o documento. Esse é um valor superior ao atual: as ações fecharam o pregão de terça-feira a R$ 4,44.
O controlador já tem 35,8% do capital social. os fundos F.A Comércio e Participações, CIE Internacional e Loyall Investimentos também têm participações de 8,7%, 5,7% e 7%, respectivamente. As 42,8% ações restantes estão em negociação no mercado.
A empresa foi criada há mais de 40 anos, mas realizou o IPO em em abril de 2011. Promove eventos no Brasil, Argentina e México.
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As ações estrearam na bolsa sendo negociadas a R$ 16. No ano passado, foi responsável por eventos como o musical Wicked no Brasil e a turnê Phônica e Marisa Monte Orquestra ao vivo.
O número de eventos caiu drasticamente no último ano. Se em 2024 foram 217 shows, em 2025 foram apenas 29, queda de 87%.
No entanto, o número de ingressos aumentou, de 63 mil para 154 mil, além do aumento do preço médio da entrada. A mudança foi principalmente o corte nos eventos para família e teatro, com alta na música ao vivo.
A empresa teve receita líquida de R$ 180,7 milhões em 2025, alta de 9% em relação ao ano anterior. No entanto, o Ebitda foi negativo em R$ 16,8 milhões, com prejuízo líquido de R$ 54,4 milhões. O fluxo de caixa continuou negativo no ano, apesar da redução na dívida.
Com Money Times
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