O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A faixa indicativa, que antes oscilava entre US$ 15 e US$ 18, caiu para um intervalo entre US$ 12 e US$ 13; a expectativa atual é de uma precificação no piso

Depois de ver o PicPay tentar levar o guarda-roupa inteiro para a Nasdaq e acabar pagando excesso de bagagem com uma queda de 20% nas ações, o Agibank preferiu não correr o risco de ser barrado em Nova York.
Entre o sonho de uma mala de US$ 800 milhões e a realidade de um mochilão de US$ 240 milhões, o banco preferiu não arriscar: reduziu o preço pedido e passou a tesouro em quase toda a estrutura da oferta inicial de ações (IPO), cuja precificação está agendada para a noite desta terça-feira (10).
Com isso, a faixa indicativa, que antes oscilava entre US$ 15 e US$ 18, caiu para um intervalo entre US$ 12 e US$ 13. A expectativa atual é de uma precificação no piso.
O volume que deve ser movimentado também mudou. Os US$ 828 milhões estimados lá no final de janeiro deram lugar a uma oferta que deve movimentar entre US$ 240 milhões e US$ 276 milhões.
Além disso, a tranche secundária — aquela que daria saída para sócios como Lumina e Vinci Compass — foi eliminada. A oferta agora é 100% primária, ou seja, todo o dinheiro vai direto para o caixa da companhia.
O Agibank acabou sendo vítima de um fogo cruzado. De um lado, o pânico global com as empresas de software — motivado pela evolução da inteligência artificial (IA) — estragou o apetite por risco. Do outro, o banco digital sofreu o chamado "efeito PicPay".
Leia Também
O PicPay até estreou bem na Nasdaq, mas as ações derreteram cerca de 20% desde o IPO, em meio à turbulência que apagou quase US$ 1 trilhão em valor de mercado das empresas de software diante do temor do impacto do avanço da IA.
Vale lembrar que o IPO do PicPay foi o primeiro de uma empresa brasileira nos EUA em quatro anos, e levantou US$ 434 milhões na oferta.
Para não repetir a dose de vender um papel no topo da faixa e vê-lo sangrar no pregão seguinte, o Agibank resolveu reduzir o tamanho da operação.
Apesar de viajar com uma mala de mão para Nova York, nem tudo é notícia ruim. Ao baixar o preço para US$ 12, a oferta já estaria mais de 7x coberta, de acordo com fonte ouvida pelo Brazil Journal.
A estratégia agora é cirúrgica: os coordenadores pretendem alocar as ações prioritariamente para fundos long only — aqueles que operam apenas comprados, em geral de olho no longo prazo —, evitando os famosos flippers — investidores que compram no IPO apenas para vender no primeiro sinal de lucro, o que costuma desestabilizar o preço da ação.
Com um valor de 2,2x o valor patrimonial (book), o Agibank espera que essa redução de bagagem seja o suficiente para uma viagem mais tranquila para Nova York.
*Com informações da Bloomberg e do Brazil Journal
LUZ AMARELA NO CRÉDITO
JÁ DEU PARA ACOSTUMAR?
NA MIRA DA AUTARQUIA
REAÇÃO AO RESULTADO
DÍVIDA AINDA MAIOR
"MOMENTO HISTÓRICO"
VAI TER QUE ESPERAR?
SD ENTREVISTA
VAI PESAR NO BOLSO?
MAIS PROVENTOS
PAROU DE PIORAR?
TODO TRIMESTRE, ELE FAZ TUDO SEMPRE IGUAL
MAIS UMA TEMPESTADE?
SD ENTREVISTA
ENTREVISTA EXCLUSIVA
ENTRE FUTURO E PASSADO
SD EXPLICA
APETITE MAIOR?
DE OLHO NOS EUA
REAÇÃO AO RESULTADO