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Empresas foram excluídas de dezenas de outros índices da B3 em meio a ações pressionadas e rebaixamentos de crédito no mercado

Após pedidos de recuperação extrajudicial bilionários na última semana, Raízen (RAIZ4) e Pão de Açúcar (PCAR3) estão de fora do principal índice de ações da B3, a Ibovespa.
De acordo com a operadora da bolsa brasileira, a exclusão dos papéis ocorre em função do cumprimento dos critérios estabelecidos no Manual de Definições e Procedimentos dos Índices da B3.
Além do Ibovespa, o GPA passou a ficar de fora de outros 19 índices da bolsa brasileira, enquanto a Raízen deixou 15 carteiras além do principal.
No caso das ações da sucroalcoleira, mesmo antes da recuperação extrajudicial, os papéis já vinham sendo negociados abaixo de R$ 1 — como penny stocks — ao longo dos últimos 42 pregões. Em um horizonte de 12 meses, RAIZ4 encerrou 155 sessões na casa dos centavos.
Na última quinta-feira (12), a Justiça de São Paulo aceitou o processamento da recuperação extrajudicial da Raízen, que envolve cerca de R$ 65 bilhões em dívidas, na maior operação do tipo no Brasil, já com adesão inicial de 47% dos credores.
Diante da crise da empresa, a Fitch Ratings rebaixou os ratings de longo prazo de uma série de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) emitidos pela Opea Securitizadora e vinculados à Raízen para ‘Csf(bra)’, ante ‘CCCsf(bra)’. A decisão atingiu diferentes emissões — incluindo a 2°, 6°, 10°, 38° e 73° — refletindo a piora relevante no risco de crédito do grupo.
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O movimento está diretamente ligado à estrutura dessas operações. Os CRAs são lastreados por debêntures emitidas pela Raízen Energia, que concentra a dívida operacional do grupo e é a principal responsável pelos pagamentos aos investidores. Na prática, o risco dos papéis acompanha a saúde financeira dessa subsidiária — e, consequentemente, da Raízen como um todo.
Antes, a agência já havia cortado o rating corporativo da própria Raízen para ‘C(bra)’.
Já no caso do GPA, o pedido de recuperação extrajudicial aprovado na justiça aponta para dívidas de R$ 4,5 bilhões. Entre os credores estão nomes como Itaú, HSBC e Casas Bahia, sendo que essa última já pertenceu ao mesmo grupo que o dono da bandeira Pão de Açúcar.
Você pode entender os pormenores da situação da companhia no mais recente vídeo do quadro Seu Dinheiro Explica, só dar o play abaixo:
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CRISE FINANCEIRA
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