Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
NA COLA DOS SUSPEITOS

PF deflagra 2ª fase da operação sobre fraude contábil na Americanas (AMER3), e Justiça bloqueia R$ 54 bilhões de investigados

Entre os alvos da operação, estão os sócios na Americanas Jorge Paulo Lemann e Carlos Alberto Sicupira, de acordo com informações divulgadas na imprensa

Logo da Lojas Americanas com gráfico de cotação de ações no fundo
Imagem: Montagem Seu Dinheiro

A Americanas (AMER3) voltou às notícias policiais. A Polícia Federal (PF) iniciou nesta quinta-feira (25) a segunda fase da Operação Disclosure. A operação tem como foco a fraude contábil bilionária na varejista, que veio à luz do mercado em 2023.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, a 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro determinou a apreensão de bens e valores no total de R$ 54 bilhões em nome dos investigados.

Com apoio do Ministério Público Federal (MPF), a operação apura a participação de acionistas e representantes de bancos privados no esquema. Ao todo, houve o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e São Paulo.

Entre os alvos da operação, estão os sócios na Americanas Jorge Paulo Lemann e Carlos Alberto Sicupira, de acordo com informações divulgadas na imprensa.

Segundo as investigações, os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As apurações apontam indícios, em tese, dos crimes de manipulação de mercado e de associação criminosa, diz a Polícia Federal.

Leia Também

REESTRUTURAÇÃO DE DÍVIDAS

Braskem (BRKM5) quer cinco anos, juros menores e fôlego no caixa: o plano de recuperação extrajudicial que colocou credores em pé de guerra

BLINDAGEM TEMPORÁRIA

Braskem (BRKM5) recorre à Justiça para conter pressão dos bancos e ganhar tempo na renegociação da dívida

Em nota, a Americanas informa que "não foi alvo de mandados de busca nesta manhã e que a Operação Disclosure realizada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal se refere à fraude revelada em 2023". "A companhia seguirá colaborando com as investigações e é a maior interessada no esclarecimento dos fatos", diz a empresa em nota.

O rombo na Americanas

A Americanas protagonizou o maior escândalo contábil recente visto pelo mercado de capitais. Em 11 de janeiro de 2023, veio à tona um rombo inicialmente estimado em R$ 25,2 bilhões derrubou em poucos dias uma das histórias mais tradicionais do varejo brasileiro, provocando a saída imediata da antiga diretoria, a derrocada das ações na bolsa e, pouco depois, o pedido de recuperação judicial.

A operação da PF quer descobrir se ex-executivos e suspeitos estavam completamente cientes da fraude que mascarava os resultados reais da varejista, em um esquema que utilizava do risco sacado e contratos de VPC (verba de propaganda cooperada).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No caso do risco sacado, a empresa pega financiamento junto aos bancos para o pagamento de fornecedores, no entanto, estes eram omitidos do balanço que, por consequência, não mostrava o endividamento real da empresa.

Já os contratos de VPC eram acordos fictícios de publicidade com fornecedores, que entravam na contabilidade sem a prestação de serviço ou lastro econômico, que manipulava os resultados financeiros.

Sem punições

Apesar do tamanho do escândalo, três anos depois da divulgação da fraude nenhum suspeito foi punido.

A partir de investigações, a Superintendência de Processos Sancionadores da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) concluiu que o ex-CEO, Miguel Gutierrez, foi o responsável por arquitetar e executar a fraude. O executivo esteve a frente da varejista durante 20 anos, e renunciou em dezembro de 2022. Com a saída de Gutierrez, Sergio Rial assumiu o comando. E logo o rombo contábil veio à tona.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há três anos, a B3 instaurou e julgou um processo de enforcement — procedimento administrativo para apurar e punir infrações às regras do mercado — contra a Americanas, seus conselheiros e membros do comitê de auditoria. Até agora, a decisão final sobre as sanções não foi divulgada.

Multas foram impostas a conselheiros por falhas na gestão da companhia. No mesmo mês, as defesas dos executivos apresentaram recursos. Até o presente as decisões finais não foram publicadas de forma adequada, isso caso já tenham sido julgados, o que é incerto.

Já os bilionários donos da empresa tiveram que abrir a carteira para socorrer a varejista, da qual são sócios desde o início dos anos 1980.

Com Money Times

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fachada de agência do Bradesco (BBDC4). 23 de junho de 2026 - 18:45
Fachada do Banco Inter. 23 de junho de 2026 - 15:09
grand capital assessoria de investimentos 23 de junho de 2026 - 12:00
Banco do Brasil (BBAS3), Caixa e BNDES. 23 de junho de 2026 - 10:33
Logo da MRV (MRVE3) nas cores verde e amarelo 22 de junho de 2026 - 20:04
Rede D'Or rdor3 saúde hospital 22 de junho de 2026 - 19:49
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar