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A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.
Iniciamos a semana marcada pela primeira Super Quarta do ano, em um ambiente no qual a expectativa predominante é de manutenção das taxas de juros tanto pelo Federal Reserve, nos Estados Unidos, quanto pelo Copom, no Brasil. Com as decisões amplamente precificadas, o foco dos mercados se desloca para o tom dos comunicados.
No Brasil, a agenda da semana que encerra janeiro é particularmente intensa, reunindo a prévia da inflação oficial, dados fiscais, indicadores do mercado de trabalho e a própria decisão de política monetária.
Esse conjunto de divulgações ocorre após um movimento excepcional dos ativos domésticos: o Ibovespa encerrou a última semana em nova máxima histórica de fechamento, próximo dos 179 mil pontos, depois de ter flertado com níveis acima de 180 mil pontos no intraday da sexta-feira.
Em apenas cinco pregões, o índice acumulou uma valorização de cerca de 14 mil pontos, equivalente a uma alta semanal de 8,53% — a maior em seis anos — e já supera 10% de ganho no mês.
Esse rali vem sendo sustentado por volumes elevados de negociação e reflete, em grande medida, a forte rotação global de capitais em direção aos mercados emergentes.
O fluxo robusto ajuda a explicar não apenas o patamar recorde da bolsa, mas também o comportamento do câmbio, com o dólar negociando abaixo de R$ 5,30, reforçando o efeito combinado de alívio cambial e elevada atratividade do carry trade.
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Nesse contexto, a expectativa é de que o Banco Central do Brasil mantenha a taxa básica de juros inalterada na reunião desta quarta-feira (28), possivelmente ajustando sua comunicação de forma mais flexível.
Uma eventual retirada de expressões como “bastante prolongado”, por exemplo, poderia ser interpretada pelo mercado como um sinal de que o ciclo de cortes se aproxima, ainda que de maneira gradual.
Em paralelo, o IPCA-15 de janeiro deve registrar alta de 0,23%, indicando desaceleração em relação a dezembro, embora ainda uma leve aceleração no acumulado em 12 meses.
Se esse cenário se confirmar, a leitura predominante é de que a trajetória inflacionária seguirá compatível com as expectativas atuais e, por si só, dificilmente alterará o pano de fundo mais construtivo que hoje orienta o mercado — mesmo em um cenário em que o eventual início do ciclo de cortes se dê de forma mais cautelosa, com reduções de 25 pontos-base, em vez de 50 pontos, a partir de março.
Já nos Estados Unidos, a semana passada foi marcada por um alívio nas taxas dos Treasuries ao longo de toda a curva, na esteira da trégua nas tensões geopolíticas, enquanto as bolsas americanas exibiram um desempenho heterogêneo.
Com esse pano de fundo, a atenção dos investidores se volta agora para a próxima reunião do Federal Reserve e, sobretudo, para as falas de seu presidente, Jerome Powell.
Mais do que a decisão em si, amplamente esperada como uma manutenção dos juros na faixa entre 3,50% e 3,75%, o discurso de Powell após a reunião de política monetária de quarta-feira tende a ser o verdadeiro catalisador dos mercados.
Após ter promovido três cortes na taxa de juros no final do ano passado, o Comitê deve se sentir confortável em pausar o ciclo neste momento, de modo a ver o amadurecimento dos cortes promovidos ao final de 2025.
Ainda assim, o que realmente importa será o tom adotado por Powell, especialmente no que diz respeito ao grau de abertura deixado para eventuais cortes futuros. A leitura predominante é de que, após esse período de pausa, o Fed possa promover mais dois cortes ao longo do ano, possivelmente a partir do início do segundo semestre.
Em paralelo, segue no radar dos investidores a preocupação com uma eventual influência política de Donald Trump sobre o Fed. Manchetes políticas e mudanças nas expectativas quanto à futura liderança da autoridade monetária têm feito com que o mercado reaja, muitas vezes, mais rapidamente ao tom das comunicações do banco central do que aos próprios dados econômicos.
Nesse contexto, Trump já mencionou publicamente nomes como o ex-diretor do Fed Kevin Warsh e o executivo da BlackRock, Rick Rieder, como possíveis sucessores de Powell quando seu mandato se encerrar, em maio. Ambos são vistos pelo mercado como figuras capazes de preservar um grau razoável de previsibilidade institucional.
É provável que qualquer um deles adote uma postura relativamente mais dovish do que Powell, o que, em si, não representa um problema: divergências na interpretação dos dados são naturais, desde que inseridas em um arcabouço técnico consistente. O risco que efetivamente preocupa o mercado é a possibilidade de politização das decisões de política monetária.
A combinação de tensões associadas ao governo Trump e incertezas quanto à estabilidade das instituições norte-americanas tem reforçado o apelo dos metais preciosos como instrumentos de proteção contra riscos sistêmicos e eventuais pressões inflacionárias.
Esse ambiente tende a favorecer estruturalmente o ouro, uma vez que taxas menores reduzem o custo de oportunidade de manter um ativo que não oferece rendimento.
Nesse cenário, o ouro atingiu um novo patamar histórico, passando a ser negociado acima de US$ 5.000 por onça, movimento sustentado pela intensificação da busca por ativos defensivos em um ambiente de choques geopolíticos recorrentes, enfraquecimento do dólar e expectativas de juros estruturalmente mais baixos.
Além disso, observa-se um movimento consistente de acumulação de ouro por bancos centrais ao redor do mundo, ampliando sua participação nas reservas globais.
Esse processo reforça a leitura de que, mesmo com eventuais correções de curto prazo, o metal segue bem posicionado como um termômetro da perda gradual de confiança no dólar e como um dos principais beneficiários de um cenário internacional mais instável, fragmentado e sujeito a mudanças estruturais relevantes.
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