O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas
Na semana em que completa um ano de seu segundo mandato, Donald Trump será um dos principais protagonistas da 56ª edição do Fórum Econômico Mundial, em Davos. O encontro reúne cerca de 3 mil participantes de mais de 130 países — entre chefes de Estado, autoridades e líderes empresariais — e terá o discurso de Trump como um dos pontos altos da programação, marcado para quarta-feira (21).
A expectativa é que ele dê ênfase à crise do custo de vida nos Estados Unidos, tema que tende a ganhar ainda mais relevância à medida que o país se aproxima das eleições de meio de mandato no fim do ano.
Ainda assim, o pano de fundo que domina a conversa global neste momento é a crise envolvendo a Groenlândia e o desgaste crescente nas relações entre Washington e parte da Europa.
As ameaças de Trump de impor tarifas a oito países europeus elevaram de forma relevante a tensão geopolítica, pressionaram as bolsas, fortaleceram ativos de proteção — como o ouro — e enfraqueceram o dólar.
Pelo desenho apresentado, a tarifa começaria em 10% a partir de 1º de fevereiro, com possibilidade de subir para 25% em junho caso não haja um entendimento vinculado à questão da Groenlândia.
Em resposta, a União Europeia passou a estruturar um pacote de retaliação que pode chegar a € 93 bilhões em tarifas sobre produtos norte-americanos e avalia, além disso, o uso de instrumentos adicionais de pressão comercial, como mecanismos anticorreção.
Leia Também
Até aqui, os mercados vinham atravessando o segundo mandato de Trump com relativa resiliência, apesar da elevada volatilidade e incontável quantidade de ruídos, mas a combinação de risco geopolítico crescente e preços de ativos mais “esticados” começa a testar a disposição dos investidores.
E o debate europeu não se restringe às tarifas: também há discussões sobre contramedidas financeiras, incluindo a hipótese — ainda preliminar — de reduzir participações em ativos norte-americanos, um movimento que, se ganhar tração, poderia oferecer algum suporte ao euro.
Vale lembrar que a Europa é hoje a maior credora dos Estados Unidos, com cerca de US$ 8 trilhões aplicados em títulos e ações norte-americanas — o que torna qualquer discussão sobre redução dessas posições um vetor especialmente sensível para os mercados.
Nesse contexto, o chanceler alemão Friedrich Merz sinalizou que a Alemanha está menos disposta do que a França a acionar a mais dura contramedida comercial da União Europeia em resposta às recentes ameaças tarifárias de Trump, mas deixou claro que apoiaria sua implementação caso se torne inevitável.
A França, por sua vez, pretende convocar já na quarta-feira uma reunião dos ministros das Finanças do G7 para discutir possíveis respostas coordenadas.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, vem tentando se posicionar como uma ponte entre os dois lados. Para ela, parte da divisão transatlântica decorre mais de ruídos de comunicação do que de divergências insuperáveis. Tanto Meloni quanto Merz pretendem usar o Fórum de Davos como espaço para retomar o diálogo e evitar uma escalada.
A presença de Donald Trump no evento, portanto, tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar para Davos sua agenda centrada em comércio, tarifas e uma visão mais assertiva de interesse nacional — em contraste com a tradição do Fórum de buscar consensos e estimular a cooperação multilateral.
Ao mesmo tempo, os líderes globais discutirão como preservar algum grau de coordenação em um mundo cada vez mais fragmentado, marcado por disputas geopolíticas, tensões comerciais e mudanças rápidas na ordem internacional.
Esse ambiente torna o diálogo mais difícil, mas também mais necessário. Se o primeiro ano do segundo mandato de Trump ensinou algo, foi que teremos pela frente mais episódios de volatilidade como esses ao longo dos próximos três anos.
É uma janela em que o dólar tende a enfrentar mais pressão, enquanto metais, especialmente o ouro, devem se beneficiar. O ponto central, porém, é que Trump é mais um sintoma do que a causa de um mundo novo em formação, mais conflituoso, menos previsível e estruturalmente diferente daquele que conhecíamos.
Mudaram as estações e, do pré-Carnaval brasileiro, miramos nosso foco nas baixas temperaturas dos Alpes italianos, que recebem os Jogos Olímpicos de Inverno
Veja como distinguir quais ações valem o seu investimento; investidores também reagem a novos resultados de empresas e dados macroeconômicos
Olhamos para 2026 e não vemos um cenário assim tão favorável para companhias capengas. Os juros vão começar a cair, é verdade, mas ainda devem permanecer em níveis bastante restritivos para as empresas em dificuldades.
As principais corretoras do país estão divididas entre um fundo de papel e um de tijolo; confira os campeões do FII do Mês
Investir não é sobre prever o futuro político, mas sobre manter a humildade quando o fluxo atropela os fundamentos. O que o ‘Kit Brasil’ e um pote de whey protein têm em comum?
Saiba por que a Direcional é a ação mais recomendada para sua carteira em fevereiro e o que mais move as bolsas hoje
Mercado também reage a indicação para o Fed, ata do Copom e dados dos EUA; veja o que você precisa saber antes de investir hoje
Após um rali bastante intenso, especialmente nos metais preciosos, a dinâmica passou a ser dominada por excesso de fluxo e alavancagem, resultando em uma correção rápida e contundente
As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar
Mesmo tendo mais apelo entre os investidores pessoas físicas, os fundos imobiliários (FIIs) também se beneficiaram do fluxo estrangeiro para a bolsa em janeiro; saiba o que esperar agora
Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]
Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros
O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora
Veja por que o BTG Pactual está transformando FIIs em fiagros, e qual a vantagem para o seu bolso; a bolsa brasileira também irá reagir após o recorde de ontem na Super Quarta e a dados dos EUA
Por isso, deveríamos estar preparados para um corte da Selic nesta SuperQuarta — o que, obviamente, é muito diferente de contar com isso
Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, explica por que a Selic não deve começar a cair hoje; confira a entrevista ao Seu Dinheiro
A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje
A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.
Metais preciosos e industriais ganham força com IA, carros elétricos e tensões geopolíticas — mas exigem cautela dos investidores
Sua primeira maratona e a academia com mensalidades a R$ 3.500 foram os destaques do Seu Dinheiro Lifestyle essa semana