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A companhia alega que as demissões são pontuais e não alteram a estratégia de crescimento na América Latina
Não foi por falta de aviso: desde o boom da inteligência artificial (IA), especialistas vêm indicando que o avanço da tecnologia criaria outras tipos de emprego, mas também provocaria a demissão de muita gente. Agora, essa realidade bateu à porta dos funcionários do Mercado Livre, que desligou 119 trabalhadores na América Latina devido à integração da IA em processos da empresa.
O Brasil também não foi poupado: desse total, 38 eram da equipe brasileira. As demissões ocorreram na última quinta-feira (8), quando os funcionários foram chamados para reuniões de última hora.
O Mercado Livre alega que as demissões são pontuais e não alteram a estratégia de crescimento no país nem na América Latina. A empresa afirmou ter feito 42 mil contratações na região em 2025 para diversas áreas.
O Mercado Livre já utilizava funções de inteligência artificial como análise de risco, detecção de fraudes e sistemas de recomendação há dez anos.
Porém, recentemente, começou a integrá-la também no cotidiano dos trabalhadores da área de experiência do usuário (UX), que passaram a receber treinamento e ter que prestar contas de como a utilizavam para o acompanhamento dos chefes.
Segundo apuração do Money Times, os funcionários que ficaram terão acesso a novos recursos de IA, e espera-se que os designers incorporem algumas das tarefas antes exercidas pelos escritores de UX.
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Em nota, a companhia informou que está "evoluindo os perfis" na área de UX, para ser integrada "de forma mais eficaz" com os setores de design e conteúdo e "fomentar estruturas mais ágeis e colaborativas".
O movimento de corte de empregados por conta do uso da tecnologia não é novidade entre as grandes empresas. Em junho do ano passado, o CEO da Amazon, Andy Jassy, declarou que a empresa planeja reduzir sua força de trabalho nos próximos anos por causa da inteligência artificial.
Em uma nota aos funcionários, Jassy chamou a IA generativa de uma mudança tecnológica "única na vida" que já está alterando a forma como a Amazon lida com os consumidores e conduz suas próprias operações.
Na época, ele não especificou o quanto o quadro de funcionários seria reduzido, mas afirmou que os ganhos de eficiência com o uso de IA resultariam em cortes.
"É difícil saber exatamente onde isso vai dar certo ao longo do tempo, mas, nos próximos anos, esperamos que isso reduza nossa força de trabalho corporativa total", disse Jassy em nota.
*Com informações do Money Times.
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