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Quer investir como um magnata? O segredo está na diversificação inteligente e no patrimônio integrado; confira as lições da Ghia para preservar capital mesmo em tempos de guerra
Para o investidor comum, o mundo dos multimilionários pode parecer cercado de fórmulas mágicas e ganhos astronômicos. No entanto, a estratégia dos ultrarricos é baseada em princípios que qualquer um pode seguir: disciplina financeira, paciência e proteção contra o próprio impulso.
Em um bate-papo com o Seu Dinheiro, Bruno de Paula, diretor de investimentos da Ghia, um multi family office independente com cerca de R$ 5 bilhões sob gestão, conta como você também pode usar as mesmas estratégias das famílias mais afortunadas do país para preservar seu patrimônio até mesmo em momentos de guerra.
Segundo De Paula, a estratégia dos multimilionários está baseada em dois pilares: a diversificação inteligente e a iliquidez — calma, o próprio gestor vai explicar como o excesso de liquidez pode ser uma armadilha para quem não consegue guardar dinheiro para investir.
“A diversificação inteligente não consiste em espalhar o dinheiro aleatoriamente; ela passa por diferentes classes de ativos, setores e geografias”, afirma. “Ter ações de quatro siderúrgicas diferentes não é diversificação, já que você fica exposto a um mesmo setor”, acrescenta.
Já a iliquidez pode ser uma grande aliada de quem tem tendências de ceder aos impulsos pessoais, segundo o gestor.
“A pessoa tem um carro em excelente estado, mas não é o modelo do ano. Passa em frente à concessionária e vê uma promoção ‘imperdível’, não resiste e troca de carro desnecessariamente, perdendo um dinheiro que poderia ser investido”, afirma.
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“Por isso, é muito comum no agronegócio, por exemplo, as pessoas comprarem terras, um ativo que não dá para vender de um dia para o outro. É uma forma de se proteger de desejos imediatos e de proteger a fortuna futura”, acrescenta.
Dados recentes da BlackRock, a maior gestora de ativos e investimentos do mundo, mostram que as famílias norte-americanas ultrarricas têm cerca de 40% do seu patrimônio aplicado em investimentos alternativos (ilíquidos).
Mas, se você não tem recursos para comprar uma fazenda, o gestor dá um exemplo do que você pode fazer para não cair na tentação do “só se vive uma vez”.
“Com um CDB de três anos, o investidor comum é auxiliado a pensar em um prazo mais longo”, afirma.
O conceito de patrimônio integrado é um dos pilares do serviço de um multi family office: em vez de olhar para os investimentos de forma isolada — como apenas uma carteira de ações ou uma conta bancária —, essa visão une tudo o que compõe a riqueza de uma família em um tabuleiro estratégico.
É a consolidação de todos os ativos e passivos, sejam eles financeiros ou não, líquidos ou ilíquidos, no Brasil ou no exterior.
A ideia é que o gestor não olhe apenas para o CDI ou para a bolsa, mas para a exposição total do cliente ao risco e às oportunidades.
E aqui, mais uma vez, o investidor comum consegue replicar a estratégia do patrimônio integrado usado pelos multimilionários.
“É como programar uma dieta no domingo para executá-la durante a semana. Você define parâmetros (líquido/ilíquido, Brasil/offshore) e depois apenas segue o que foi estabelecido”, afirma De Paula.
E ele dá a receita: “A chave é estabelecer um percentual-alvo. Imaginemos uma exposição de 20% ao dólar. Se ele sobe para R$ 6,00, sua exposição aumenta, então você vende o excesso para voltar aos 20%. Se cai para R$ 4,00, você compra para recompor o alvo. Isso faz o investidor vender na alta e comprar na baixa automaticamente”, afirma.
De Paula explica que a estratégia é ideal em momentos como o de agora, com o conflito entre EUA e Irã provocando volatilidade nos mercados financeiros.
“Navegamos neste momento com diversificação geográfica e de classes, respeitando as teses pensadas previamente. É o nosso mantra em meio ao caos”, diz.
O gestor recomenda que, em momentos de imprevisibilidade como os de uma guerra, o investidor comum reforce o foco em setores essenciais e na diversificação ampla.
“Neste momento, sobressaem os setores mais básicos, nos quais a demanda continuará existindo”, afirma.
Um ponto central que atrai investidores de alta renda para os multi family offices independentes é o modelo de remuneração baseado em fee-only.
Ao contrário de assessores ou bancos tradicionais, que muitas vezes são remunerados por comissões na venda de produtos, essas estruturas cobram uma taxa fixa sobre o patrimônio sob gestão.
No caso do investidor comum, De Paula diz que ter atenção às taxas de administração cobradas é fundamental para garantir a rentabilidade.
“Pagar 1,5% a 2,25% de taxa em um fundo de ações de gestão ativa bem-conceituado pode fazer sentido, mas pagar 1% em um fundo de renda fixa simples é inadmissível”, afirma.
Outro erro do investidor é ignorar pequenas diferenças de custos, segundo o gestor, exemplificando que uma taxa de administração de 0,80% e uma taxa de 1% mudam significativamente a perspectiva de renda no longo prazo.
“O que o investidor tem que pensar é que o que importa é o juro real (juro menos inflação). Se você paga 1% de custo sobre um juro real de 7%, isso representa 15% do seu retorno. Em 30 anos, pode significar a diferença entre uma renda de R$ 20 mil ou R$ 12 mil por mês”, afirma.
A diferença entre uma aposentadoria confortável e uma conta que não fecha pode estar nos detalhes que as grandes fortunas já aprenderam a dominar — diversificação geográfica, ativos resilientes e uma estratégia pré-definida são as melhores armas para o investidor comum, segundo De Paula.
Vale lembrar que seguir os passos dos grandes gestores não garante lucros astronômicos, nem retornos da noite para o dia, mas oferece algo valioso: a segurança de que seu patrimônio está protegido por uma estrutura pensada para resistir às tempestades.
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