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Karin Salomão

Karin Salomão

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP), com experiência em economia e negócios. Foi repórter na Exame e editora assistente no UOL Economia. Completou o Curso B3 de Mercado de Capitais para Jornalistas e Formadores de Opinião, em parceria com o Insper. Hoje, é editora assistente de empresas no Seu Dinheiro.

FOGUETE NÃO TEM RÉ

Ibovespa bate mais um recorde, e mérito não é (só) do Brasil; veja as ações preferidas dos estrangeiros

As ações que compõem o Ibovespa são bastante buscadas, já que muitas compras ocorrem por meio do próprio índice ou ETF do índice

Karin Salomão
Karin Salomão
27 de janeiro de 2026
12:31 - atualizado às 12:23
Bolsa de Valores em festa
Imagem: Montagem/IA/ChatGPT/Divulgação

Nem mesmo a espera pelas decisões sobre juros freou o Ibovespa. Hoje, o principal índice da bolsa brasileira bateu mais um recorde, ao ultrapassar os 182 mil pontos.

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Por volta do meio dia, o índice subia 2,22%, aos 182,7 mil pontos. Apenas na primeira hora de negociação, o índice saltou 4 mil pontos.

Um dos motivos da alta são os dados macroeconômicos. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação e um dos principais termômetros para as expectativas em torno da política monetária no Brasil, avançou 0,20% em janeiro, segundo dado divulgado pelo IBGE.

A estimativa era de que o índice avançaria 0,23% neste mês. No período de 12 meses, o IPCA-15 teve alta acumulada de 4,50%, ante a previsão de 4,52%.

Há também a expectativa para a ‘Super Quarta’. Por aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manter a Selic inalterada em 15% ao ano, mas com alguma indicação de início de um afrouxamento monetário em março.

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Nos Estados Unidos, investidores apostam em uma manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano pelo Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed).

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Apetite estrangeiro

Nas três primeiras semanas do ano, a bolsa brasileira disparou 11%, ou 15% em dólares. O que tem motivado a alta é principalmente o grande fluxo de investimento vindo de fora — mais de R$ 15,8 bilhões foram trazidos do exterior para a B3 somente neste ano.

"Esse não é um fenômeno brasileiro", diz o BTG Pactual em relatório. Não só outras bolsas na América Latina vivem um fenômeno semelhante, como diversos mercados emergentes pelo mundo.

Na Colômbia, a alta é de 24% em dólares, de 14% no Chile e de 10% no México. O principal índice norte-americano, o S&P 500, subiu apenas 1% no ano.

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A verdade é que investidores globais estão deixando os Estados Unidos, por conta de uma expectativa sobre os juros, pelas políticas tarifárias do presidente norte-americano e pelos receios de intervenções no Fed, o banco central dos Estados Unidos . Com isso, buscam outros mercados para aplicar o capital.

O Brasil tem a vantagem de estar bem posicionado entre os países emergentes. "O renovado apetite dos investidores estrangeiros por ações brasileiras também se reflete na alocação dos fundos voltados a mercados emergentes globais ao Brasil", diz o BTG em relatório. Segundo o banco, cerca de 6,4% do capital desses fundos estava alocado no Brasil em dezembro, ante 5,6% no final de 2024.

As ações brasileiras mais buscadas pelos estrangeiros

Como esses fundos estrangeiros trabalham com grandes movimentações, buscam alocar o capital principalmente em ações de empresas grandes e com alta liquidez, ou seja, facilidade e rapidez para comprar e vender.

"No Brasil, há um conjunto limitado de nomes de grande capitalização e liquidez adequada. Ao longo de 2025, as principais compras líquidas ficaram concentradas em poucos nomes: Vale (VALE3), Eneva (ENEV3), Sabesp (SBSP3) e Axia Energia (AXIA3). Em 2026, Vale, Petrobras (EPTR3; PETR4), MBRF (MBRF3), Prio (PRIO3) e Eneva são os principais nomes", diz o BTG.

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As ações que compõem o Ibovespa também são bastante buscadas, já que muitas compras ocorrem por meio do próprio índice ou ETF do índice.

Só neste ano, o número de cotas do ETF brasileiro EWZ, também conhecido como o Ibovespa dolarizado, aumentou 78% na comparação anual, atingindo o maior valor da história. Em 2025, a alta foi de 53%.

Com Money Times

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