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O espaço ocupado pela empresa representa cerca de 2% da área bruta locável (ABL) do BMLC11, o que limita o impacto operacional

Quem vai ao Shopping Rio Sul não consegue deixar passar batido o gigante ao seu lado: um arranha-céu de 40 andares e 164 metros de altura, localizado em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. Porém, nesta quinta-feira (30), não é a sua magnitude que rouba a cena.
O edifício Torre Rio Sul se tornou o centro de uma ação judicial envolvendo a companhia Organic Life. Isso porque o fundo imobiliário BM Brascan Lajes Corporativas (BMLC11), proprietário de quatro andares do imóvel, informou que a empresa, que é uma de suas locatárias, deixou de pagar aluguéis e outras obrigações contratuais.
Segundo fato relevante divulgado ao mercado, a inquilina está inadimplente com os aluguéis referentes ao período de novembro de 2025 a março de 2026.
A Organic Life ocupa o conjunto 2704 do edifício comercial corporativo Torre Rio Sul. O Seu Dinheiro entrou em contato com a empresa, porém, até a publicação dessa matéria, não houve retorno.
O problema é que o calote deve pressionar a distribuição acumulada ao longo de 2026, segundo o BMLC11, e os cotistas podem ver os dividendos minguarem.
Já descontada a execução da caução locatícia, o impacto negativo no FII é estimado em R$ 0,03 por cota, atualmente de R$ 102. No entanto, quando somados os valores em atraso de condomínio e IPTU, o efeito total chega a R$ 0,06 por papel.
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Além disso, a empresa também deixou de pagar a multa prevista pelo descumprimento do contrato de locação, que é equivalente a R$ 0,05 por cota.
Diante da inadimplência, o fundo informou que ajuizou uma ação de despejo contra a inquilina. A Justiça concedeu a liminar e determinou a intimação da Organic Life para desocupação do imóvel.
De acordo com o fato relevante, o mandado já foi cumprido. Com isso, foi iniciado o prazo de 15 dias para a saída voluntária da companhia do ativo.
O espaço ocupado pela empresa representa cerca de 2% da área bruta locável (ABL) do BMLC11, o que limita o impacto operacional sobre o portfólio.
O fundo imobiliário informou ainda que seguirá com a cobrança de todos os valores devidos, incluindo aluguéis, encargos e multas contratuais. Caso os recursos sejam recuperados, eles serão posteriormente distribuídos aos cotistas.
*Com informações do Money Times.
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