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Ibovespa volta a renovar máxima durante a sessão e atinge os inéditos 183 mil pontos; mas não é só o mercado brasileiro que está voando, outros emergentes sobem ainda mais
O dólar já vinha escorregando, mas na reta final do pregão desta terça-feira (27), levou um tombo. E quem empurrou a moeda norte-americana ladeira abaixo foi Donald Trump. O republicano disse q o câmbio está em “ótimo nível”, minimizando a desvalorização global que acontece desde o ano passado.
O resultado: o índice DXY, que mede o desempenho do dólar com relação a uma cesta de moedas fortes, tocou o menor nível desde fevereiro de 2022.
Por aqui, o que se viu foi o mesmo movimento para baixo: a moeda norte-americana caiu 1,38%, cotada a R$ 5,2067, o menor nível desde maio de 2024.
O dólar passou a operar abaixo de R$ 5,20 ao longo da tarde e furou o piso de R$ 5,20 na última hora de negócios, com mínima de R$ 5,1987 no dia.
Mais cedo, Luis Stuhlberger disse que Trump fará “o possível e imaginável para o dólar se desvalorizar”.
“Ele está conseguindo isso, esse movimento ainda não acabou. O que pode mudar em cenário é a midterm election [eleições de meio de mandato nos EUA]”, disse o lendário gestor do fundo Verde durante evento do UBS nesta terça-feira (27), acrescentando que o republicano está “muito mais mal avaliado de qualquer outro presidente norte-americano neste período do mandato”.
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O Seu Dinheiro este no evento e você pode conferir aqui a cobertura do painel de Stuhlberger.
Em janeiro, a moeda norte-americana recua 5,14%, após valorização de 2,89% em dezembro. Em 2025, a divisa caiu 11,18%, maior baixa anual desde 2016.
Segundo operadores, além de se beneficiar do movimento global de desvalorização, o real também aproveitou o fluxo de recursos estrangeiros para a bolsa brasileira, em dia de alta de mais de 2% das cotações do petróleo.
A avaliação é que a diminuição da exposição a ativos norte-americanos, em meio às incertezas provocadas pelas políticas de Trump, continua a beneficiar moedas e bolsas emergentes.
E ainda tem a cereja do bolo: o impasse orçamentário nos EUA, que vive momentos de turbulência com a política migratória, traz de volta o risco de uma nova paralisação da máquina pública, o famoso shutdown.
“O dólar operou em forte queda frente ao real nesta terça-feira, impulsionado pelo diferencial de juros que vêm sustentando o carry trade e pelo fluxo de capital para emergentes”, disse Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad.
Ela também destaca a leitura mais benigna da inflação, que melhora as perspectivas para a economia doméstica.
O IPCA-15 avançou 0,20% em janeiro, abaixo das expectativas, e reforçou apostas em redução da taxa Selic a partir de março.
Vale lembrar que a perspectiva em torno do desenlace da Super Quarta - com manutenção dos juros aqui e nos EUA — contribui para a valorização do real, dada a permanência de um amplo diferencial de juros que estimula as operações de carry trade.
Leia também: Ibovespa bate mais um recorde, e mérito não é (só) do Brasil; veja as ações preferidas dos estrangeiros
O apetite por ações locais também continuou. Não por acaso, o Ibovespa encerrou o dia com alta de 1,79%, aos 181.919,13 pontos. Durante a sessão, o principal índice da bolsa brasileira atingiu uma nova marca histórica: 183 mil pontos.
“O Ibovespa operou em alta, impulsionado pela valorização das commodities (especialmente minério de ferro e petróleo), o que favorece o fluxo estrangeiro e sustenta o real. As entradas já totalizam um saldo positivo de US$ 17,7 bilhões até então neste ano na B3, sendo US$ 2 bilhões somente na última sexta-feira", afirma Zogbi, da Nomad.
Segundo o BTG Pactual, a combinação de entrada de capital estrangeiro, possível inflexão nos resgates de fundos locais e expectativa de queda dos juros cria um "vento favorável" adicional para as ações brasileiras ao longo de 2026.
Esse movimento de alta, no entanto, não se restringe apenas ao mercado doméstico. Em janeiro, até aqui, a Colômbia subiu 24% em dólar, enquanto o Brasil avançou 15%, Chile, 14%, e México 10%. Por sua vez, o S&P 500 — índice amplo de Nova York — ganhou apenas 1%.
“Também olhamos para mercados emergentes, como Chile, Coreia do Sul e Colômbia. A Colômbia, por exemplo, está voando. Esse processo de retirar uma parcela dos recursos dos EUA e alocar no resto do mundo está gerando um deslocamento de preços gigantesco”, disse Rodrigo Azevedo, fundador da Ibiuna Investimentos, durante evento do UBS nesta terça-feira (27).
As bolsas de Nova York fecharam sem uma direção comum, em sessão marcada por desempenho positivo no setor de tecnologia, com os investidores otimistas com os balanços da semana.
De um lado, o S&P 500 registrou seu maior valor histórico no pregão, por outro, a queda das ações da UnitedHealth pressionaram o Dow Jones.
O Dow fechou em queda de 0,83%, aos 49.003,41 pontos, enquanto o Nasdaq teve alta de 0,91%, aos 23.817,10 pontos. O S&P 500 subiu 0,41% aos 6.978,60 pontos, renovando recorde de fechamento e de máxima aos 6.988,82 pontos.
O grupo das Sete Magníficas teve destaque positivo em Wall Street, com as ações da Apple avançando 1,1%, enquanto as da Microsoft subiram 2,19%.
Meta, Microsoft e Tesla divulgam balanços após o fechamento do pregão de amanhã (28). A Apple apresentará seus resultados na quinta-feira (29).
Na contramão, as ações da UnitedHealth despencaram 19,6% após a companhia do setor de saúde anunciar um tombo no lucro no quarto trimestre.
As ações da empresa ainda sofreram o impacto dos relatos de que as taxas de pagamento do Medicare para 2027 ficaram bem abaixo do que Wall Street esperava em meio a pressões do governo Trump para redução de custos com assistência médica no país.
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