O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A casa avalia que aproximadamente 98% da carteira está atrelada a CRIs indexados ao IPCA, o que gera proteção contra a inflação

Não é só no Brasil: a inflação voltou a atormentar a economia global. Em meio ao conflito entre EUA, Israel e Irã — que desembocou no fechamento do Estreto de Ormuz —, a previsão é de que os preços voltem a subir. Para o investidor, o cenário pede proteção na carteira, e a XP Investimentos vê no fundo imobiliário Mauá Capital Recebíveis (MCCI11) uma opção para atravessar esse momento.
Os analistas Marx Gonçalves e Eduardo Bacelar reiteraram a recomendação de compra para o FII, que é do segmento de papel, por possuir uma carteira de crédito de baixo risco, com garantias robustas — incluindo imóveis performados e bem localizados.
“Desde sua estreia no mercado, em 2019, o MCCI11 acumula retorno total de 94,15%, considerando a variação da cota de mercado e os rendimentos distribuídos”, diz a dupla.
“O seu desempenho supera o do IFIX e o do CDI bruto no mesmo período e permanece praticamente em linha com a média dos fundos de recebíveis que compõem o índice, apesar do perfil de risco mais baixo, que se traduz em taxas também mais reduzidas”, acrescenta.
De acordo com a XP, o FII detém, atualmente, 76% do patrimônio alocado em 26 Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que são, majoritariamente, de originação própria. Essa característica assegura maior controle sobre as operações, segundo os analistas.
Além disso, o patrimônio do MCCI é distribuído em 12% de cotas de outros veículos, 10% em alocação tática e 2% em caixa.
Leia Também
Na visão da corretora, grande parte desse portfólio está concentrado em ativos de menor risco (high grade), tendo como principais devedores fundos imobiliários e empresas patrimonialistas.
A casa também avalia que aproximadamente 98% da carteira está atrelada a CRIs indexados ao IPCA, o que gera proteção contra a inflação no longo prazo.
Segundo os analistas, outro ponto que sustenta a visão positiva sobre o fundo é a gestão considerada ativa, que reflete no processo contínuo de reciclagem do portfólio.
“Nos últimos dois anos, mesmo sem a realização de novas emissões, a gestão movimentou cerca de R$ 720 milhões em ativos, aproveitando vencimentos ordinários e antecipados, para realocar capital em operações de risco semelhante, mas com taxas mais altas”, afirmam.
Como resultado, a taxa média de aquisição da carteira do FII avançou, no mesmo período, de IPCA +7% para IPCA +8,4% ao ano, ampliando em 1,4 ponto percentual o spread e, consequentemente, melhorando os dividendos repassados aos investidores.
“Os vencimentos antecipados geraram ganhos de capital relevantes por meio das multas de pré-pagamento, reforçando a reserva acumulada. Esses fatores contribuíram para o aumento da distribuição de R$ 0,80 [em 2024] para os atuais R$ 1,00 por cota”, explicam.
Apesar disso, a XP projeta uma normalização dos rendimentos ao longo do segundo semestre deste ano, ainda que em patamar atrativo.
A estimativa é de um dividend yield (taxa de retorno de dividendos) de 11,5%, com rendimento médio mensal de R$ 0,92 por cota nos próximos 12 meses.
Para os analistas, esse nível de retorno, aliado à qualidade da gestão, mantém o MCCI11 bem posicionado entre os fundos de recebíveis, especialmente em um ambiente de inflação mais pressionada.
“Nossa projeção de dividendos, somada ao carrego e à qualidade da gestão e do portfólio de ativos, torna o FII uma ótima oportunidade de investimento entre os fundos de recebíveis, especialmente em um contexto no qual tensões geopolíticas possam pressionar o IPCA.”
Entre os pontos de atenção, a corretora destaca que o fundo, assim como seus pares, segue exposto a oscilações de mercado, influenciadas por fatores macroeconômicos e mudanças em políticas públicas.
Além disso, ressalta que eventuais inadimplências podem afetar diretamente a distribuição de rendimentos, já que mesmo que as operações possuam garantias, executá-las pode levar tempo.
Conteúdo Empiricus
RENDA PASSIVA
RESUMO SEMANAL
MERCADOS
O QUE DESTRAVARIA DIFERENTES ONDAS DE IPOs
ESTIMATIVAS ESFRIARAM
SETOR AGRÍCOLA
MERCADOS HOJE
FII DO MÊS
NEGOCIAÇÃO DESANDOU
Conteúdo Empiricus
EXPANSÃO DO PORTFÓLIO
MERCADOS
ESTRATÉGIA DEFENSIVA
NEM TUDO SÃO FLORES
HORA DE COMPRAR
TROCA DE CADEIRA
Conteúdo Empiricus
Conteúdo Empiricus
MERCADOS