Petrobras (PETR4) está mais forte nessas eleições e pode saltar 32%, diz BTG – mas 4 gatilhos podem levar a ação além
Embora o ciclo eleitoral possa gerar alguma volatilidade para as ações da Petrobras, analistas acreditam que a empresa está bem-preparada

A Petrobras (PETR4) já tem uma das ações mais negociadas na bolsa de valores e uma das mais relevantes para o Ibovespa, mas, a cada quatro anos, as discussões sobre a maior empresa do Brasil recebem um ingrediente extra: as eleições.
Afinal, quando a corrida pela presidência entra em cena, voltam ao centro temas como política de preços dos combustíveis, distribuição de dividendos, investimentos e o grau de interferência do governo na estatal.
Não é à toa que o risco político está sempre rondando a petroleira e costuma gerar volatilidade para as ações.
Porém, para o BTG Pactual, esse não deve ser um motivo para o investidor perder o sono no ciclo eleitoral de 2026. Segundo os analistas, a “Petrobras entra nesse debate a partir de uma posição materialmente mais forte do que em eleições anteriores”.
O banco, inclusive, se mostra bastante otimista com os papéis. A empresa reportou uma produção acima das metas, operações de refino bastante rentáveis e resultados financeiros saudáveis.
E a visão positiva do BTG sobre os papéis se reflete na projeção de preço-alvo.
Leia Também
Para a ação PETR4, os analistas elevaram novamente as expectativas de R$ 56 para R$ 65 ao final de 2027 — a revisão mais recente havia sido realizada há menos de dois meses.
Em relação ao último fechamento (10), o potencial de valorização chega a 32%.
Nesta sexta-feira, no entanto, a ação PETR4 registra queda de 1,06% às 11h56, em um movimento de correção dos preços do petróleo. O Brent, referência global, cai 2,55%, cotado a US$ 104,87 por barril.
Já o novo preço-alvo para o American Depositary Receipt (ADR) é US$ 26, com espaço de alta de 24,2% em comparação à cotação de US$ 20,90.
Embora tenha atualizado as perspectivas para o preço das ações, o BTG acredita que a Petrobras pode ir além e entregar retornos acima dessas expectativas graças a quatro possíveis gatilhos.
Estatal está mais forte
A Petrobras chega à corrida eleitoral mais forte graças à produção de petróleo e ao refino.
A empresa vive um daqueles momentos da vida em que tudo parece estar dando certo. Para recapitular: no segundo trimestre de 2026, a companhia apresentou quase o dobro de lucro líquido do mesmo período do ano anterior, a R$ 52,45 bilhões.
A cifra superou com folga as expectativas do mercado, bem como o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e a receita líquida.
Outro destaque recente foi justamente a produção de petróleo, que bateu recorde com 2,689 milhões de barris por dia, acima das projeções da estatal, de 2,4 milhões a 2,6 milhões de barris diários em 2026.
Poucos dias depois, outra boa notícia: a descoberta de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial.
LEIA TAMBÉM:
- Com tudo jogando a favor, Petrobras (PETR4) quase dobra o lucro líquido no 2T26 e anuncia R$ 17,4 bilhões para os acionistas
- US$ 1 milhão por dia: os bastidores da descoberta de petróleo da Petrobras (PETR4) na Margem Equatorial. Vale investir agora?
- Analistas elegem Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) para investir em setembro; confira o ranking completo
Em relação à produção, o BTG destaca que o desempenho acima do esperado tem sido impulsionado pela produtividade dos campos do pré-sal, plataformas que vêm extraindo mais petróleo do que o inicialmente projetado e pela entrada em operação de novas capacidades produtivas
O banco também defende que o negócio de refino continua altamente rentável.
Pelas estimativas dos analistas, a Petrobras realiza atualmente cerca de US$ 135 por barril no diesel — que pode aumentar para US$ 167 por barril com a nova subvenção — e aproximadamente US$ 101 por barril na gasolina.
Desde julho, o BTG vem reforçando a tese de que a Petrobras pode se beneficiar de margens elevadas de combustíveis, graças à relevância do refino em suas operações.
O banco também acredita que uma revisão para cima das projeções da companhia pode estar no radar.
Como a produção já roda acima do guidance da companhia, os analistas consideram cada vez mais provável uma atualização das metas nos próximos meses, possivelmente junto à divulgação do novo plano estratégico da estatal, prevista para novembro.
Ações da Petrobras podem ir além do que se imagina
Apesar de o cenário-base do BTG ser o de preço-alvo de R$ 65 e US$ 26 para as ADRs, o banco reconhece que existem quatro gatilhos que oferecem otimismo adicional e poderiam gerar valor além do já estimado.
São eles:
- Redução de custos;
- Mais disciplina nos investimentos;
- Venda de ativos;
- Redução dos riscos percebidos pelos investidores.
No caso da redução de custos, o BTG acredita que a Petrobras tem espaço para melhorar sua eficiência operacional, com redução anual de US$ 3 bilhões — R$ 15,3 bilhões no câmbio atual — em despesas administrativas e gerais.
Somente essa queda de custos já seria suficiente para adicionar mais US$ 3 de potencial de alta nas ADRs.
Nos investimentos, o banco defende que uma diminuição de US$ 1 bilhão a US$ 3 bilhões por ano pode aumentar o retorno ao acionista.
Já em relação à venda de ativos, o BTG acredita que uma rodada de reciclagem de portfólio poderia levantar entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões, recursos que poderiam financiar o desenvolvimento na Margem Equatorial ou a distribuição de dividendos extraordinários.
Outro fator é que, se a Petrobras der mais previsibilidade em temas como preços dos combustíveis e alocação de capital, a percepção de risco dos investidores pode cair e abrir espaço para valorizações adicionais.
E os dividendos?
Além de elevar o preço-alvo para as ações, o BTG também acredita que a Petrobras deve continuar sendo um nome de peso na bolsa quando o assunto é pagamento de dividendos.
A projeção do banco é de uma distribuição de proventos de 10% em 2027 e um fluxo de caixa ao acionista de cerca de 14%, projeções que estão acima da média de grandes petroleiras globais.
NA CONTRAMÃO
Gavekal, importante casa de análise gringa, recomenda compra de ativos no Brasil após vitória de Lula; ações caem 30% lá fora
26 de outubro de 2026 - 10:01REPORTAGEM ESPECIAL
Lula venceu, e a festa da bolsa pode acabar: o que esperar dos investimentos agora?
25 de outubro de 2026 - 22:48MERCADOS
Petrobras despenca 12%, Vale cai 4% e EWZ tomba 19%: a reação imediata à vitória de Lula — e o que vem por aí
25 de outubro de 2026 - 22:28Conteúdo Empiricus
O teto do INSS hoje é de R$ 8.475,55, mas grupo de investidores recebeu o dobro com esse sistema; entenda
25 de outubro de 2026 - 11:00TOUROS E URSOS #293
Eleições podem destravar IPOs e novas emissões de dívida no Brasil? CEO da Nero Capital responde
23 de outubro de 2026 - 18:56O EFEITO DAS URNAS
Depois de lucrar com a alta do Ibovespa, tubarões se protegem no mercado, de olho em eleição mais acirrada
23 de outubro de 2026 - 17:53MERCADO DE FIIs
Fundo imobiliário ALZR11 vai ao mercado em busca de até R$ 530,5 milhões; veja os detalhes
23 de outubro de 2026 - 14:28SMALL CAPS EM ALTA
10 small caps que saltaram mais de 50% em outubro e lideram rali histórico na bolsa
23 de outubro de 2026 - 13:13NOVAS VITRINES
Allos (ALOS3) mira gestão de fundos imobiliários e vende fatias de shoppings à Kinea; confira os detalhes da parceria
23 de outubro de 2026 - 12:30AS 3 ESTAÇÕES
Ganho de até 50% em dólares: as ações que florescem na primavera da bolsa brasileira
22 de outubro de 2026 - 19:45MUDOU A META?
Meta (META) cai mais de 7% após balanço; veja 3 pontos para prestar atenção, segundo o Safra
22 de outubro de 2026 - 14:32PODCAST TOUROS E URSOS
Crescimento à vista? As oportunidades que podem surgir na bolsa e na renda fixa após as eleições
22 de outubro de 2026 - 11:00ENTRE CHIPS E TIJOLOS
A corrida da IA precisa de imóveis para data centers. E isso pode abrir espaço — e riscos — para os FIIs
21 de outubro de 2026 - 15:30ORGANIZANDO A CASA
Gigante à vista: Patria fica a um passo de unir quatro fundos imobiliários (FIIs) em um só
21 de outubro de 2026 - 11:20DECOLOU
SpaceX salta 10% após balanço, mas duas linhas do resultado servem para manter investidores ‘com os pés no chão’, diz BTG
21 de outubro de 2026 - 11:17É COMPRA
XP dá sinal verde para fundo imobiliário e recomenda compra — mas com uma ressalva
20 de outubro de 2026 - 15:07ESG
B3 realiza 2ª edição de toque de campainha dedicado à filantropia para levar a causa para dentro das empresas
20 de outubro de 2026 - 13:32DEPOIS DO TOMBO
Com queda de 30% em 2026, TRXF11 quer recomprar cotas, mas um ‘detalhe’ pode limitar a operação
20 de outubro de 2026 - 12:32MERCADOS HOJE
3 mil pontos em 13 minutos: o gatilho que disparou o Ibovespa antes da eleição
20 de outubro de 2026 - 12:04BILHÕES NO RALO