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O Bank of America elevou o alvo para o Ibovespa em 2026, mas lembra que o rali é carregado por gigantes da bolsa brasileira e pelo fluxo aumentado de estrangeiros fazendo negócios por aqui
A fronteira entre o desejo e o fato foi delineada pelo Bank of America (BofA) nesta quarta-feira (22). Para quem olha para os gráficos da B3, o Ibovespa aos 210 mil pontos pode parecer uma meta ambiciosa, que levaria a bolsa brasileira a patamares nunca explorados. Para o banco, essa é a nova estimativa para o índice em 2026.
A previsão anterior do BofA era do Ibovespa em 180 mil pontos. O benchmark chegou bem próximo dos 200 mil pontos recentemente, mas recuou do marco tão aguardado pelos investidores, acompanhando o vaivém do conflito entre EUA e Israel conta o Irã.
Nesta quarta-feira (22), o principal índice da bolsa brasileira está operando na casa dos 193 mil pontos, portanto, a projeção do BofA sugere um potencial de alta de cerca de 9% em relação aos níveis atuais.
O banco, no entanto, adverte que o caminho do Ibovespa até os 210 mil pontos não será uma linha reta de euforia. A realidade, segundo o relatório, é que esse alvo depende de um cenário de meio-termo.
O BofA aposta em uma desescalada de conflitos globais, o que traria alívio à inflação e permitiria que o Banco Central fosse mais agressivo nos cortes da Selic, atualmente em 14,75% ao ano.
"Nossa estimativa assume um cenário mais próximo do caso de desescalada. Esperamos que a Selic termine 2026 em 13,25% e em 12,50% em 2027 ", afirmam os analistas do BofA.
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Apesar do número vistoso de 210 mil para o Ibovespa, o BofA traz um banho de realidade para quem espera dinheiro fácil.
O otimismo é contido por um fator técnico: o preço. Para o banco, o período de pechinchas na B3 ficou para trás.
"As ações brasileiras não estão mais baratas em termos de valuation e nosso múltiplo alvo está ligeiramente abaixo dos níveis atuais para contabilizar o risco de lucros e a volatilidade das eleições", dizem os analistas em relatório.
O BofA projeta um múltiplo de 11,3x preço sobre lucro (P/E). Embora esteja acima da média histórica de 10,8x, reflete uma realidade na qual os juros permanecem altos por mais tempo — o chamado higher for longer — e o ruído político das eleições deste ano começa a ganhar corpo no radar dos investidores.
Outro ponto de atenção levantado pelo BofA é que a subida da bolsa brasileira tem sido um fenômeno de poucos. Enquanto o Ibovespa sobe 20% no acumulado do ano, a performance média das ações dentro do índice é de apenas 13%.
A realidade é que o Ibovespa tem sido carregado nos ombros pelas gigantes das commodities, segundo o BofA.
"Observamos que as empresas de petróleo sozinhas representaram quase um terço da contribuição de pontos do Ibovespa no acumulado do ano", diz o banco em relatório.
Para o Bank of America, a estratégia para capturar esse movimento rumo aos 210 mil pontos não é comprar qualquer papel, mas focar em resiliência.
O banco mantém uma recomendação de overweight (equivalente acompra) para o Brasil, mas prefere setores específicos:
Por outro lado, o varejo, shoppings e telecomunicações continuam no fim da fila com recomendação de underweight (equivalente a venda) pelo BofA.
Os 210 mil pontos do Ibovespa são uma realidade possível, mas o Bank of America deixa claro que o investidor não deve esperar um rali generalizado.
"Apesar do potencial limitado para o Ibovespa, permanecemos overweight em Brasil em nosso portfólio... vemos oportunidades entre empresas com geração de caixa resiliente", dizem os analistas.
Segundo o BofA, o sonho do Ibovespa em 210 mil pontos segue sobre a mesa, mas a travessia exigirá estômago para a volatilidade eleitoral e olhos atentos ao fluxo de capital estrangeiro, que continua sendo o grande combustível para as ações brasileiras.
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