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Monique Lima

Monique Lima

Monique Lima é jornalista com atuação em renda fixa, finanças pessoais, investimentos e economia, com passagem por veículos como VOCÊ S/A, Forbes, InfoMoney e Suno Notícias. Formada em Jornalismo em 2020, atualmente, integra a equipe do Seu Dinheiro como repórter, produzindo conteúdos sobre renda fixa, crédito privado, Tesouro Direto, previdência privada e movimentos relevantes do mercado de capitais.

SIMULAÇÃO

Vencimento de Tesouro IPCA+ paga R$ 153 bilhões nesta semana; quanto rende essa bolada se for reinvestida?

O Seu Dinheiro simulou o retorno do reinvestimento em novos títulos Tesouro IPCA+ e em outros papéis de renda fixa; confira

Monique Lima
Monique Lima
15 de maio de 2025
7:30 - atualizado às 18:13
Tesouro IPCA+ imbatível no longo prazo
Imagem: ChatGPT/Seu Dinheiro

Investidores de títulos públicos, atenção: maio é mês de pagamento, e quem tem papéis do Tesouro IPCA+ 2025 vai ganhar uma bolada hoje (15) — data em que vence a aplicação e o Tesouro Nacional irá honrar o pagamento dos 33,5 milhões de títulos correspondentes. 

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A estimativa é que o governo irá desembolsar R$ 153 bilhões para pagar os investidores, somando principal e juros. 

O Tesouro IPCA+ oferece ao investidor uma remuneração que corrige o valor principal pela inflação e ainda paga mais uma taxa prefixada estabelecida no momento da compra do título — o chamado “juro real”. 

De acordo com a Anbima, o juro real desses títulos estava entre 7,1% e 9,3% nos últimos dias de negociação. 

Dependendo da inflação acumulada no período investido, essa remuneração combinada de inflação + taxa acima de 7% pode ter dobrado o capital investido.  

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Quem não tem destino certo para o dinheiro que vai entrar na conta com o vencimento do Tesouro IPCA+ 2025 provavelmente irá reinvesti-lo. A questão é, qual a melhor aplicação para colocar esse dinheiro e ter um bom retorno? 

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Com os juros básicos (Selic) em 14,75% ao ano, a melhor escolha é o Tesouro Selic? Mas, e o Tesouro IPCA+, que continua oferecendo juros reais acima de 7,0%? Há ainda títulos isentos, CDBs e uma série de possíveis investimentos em renda fixa. 

O Seu Dinheiro foi atrás de analistas para entender as melhores opções neste momento. 

Reinvestir em Tesouro IPCA+? 

Segundo Rafael Winalda, especialista em renda fixa do Inter, não é porque o dinheiro estava alocado em um título público indexado à inflação que todo o montante deve ser reaplicado da mesma forma. 

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“É importante fazer uma pausa, analisar a carteira atual e realizar um rebalanceamento, avaliando se há espaço para novos títulos indexados ao IPCA+”, diz Winalda. 

O raciocínio mais adequado, de acordo com o especialista do Inter, é definir se o dinheiro será investido para o longo ou para o curto prazo. Dessa forma, é possível estabelecer a indexação mais adequada e que pode oferecer a melhor remuneração dentro do período estipulado. 

A indexação à inflação, por exemplo, é uma alternativa para o médio e longo prazo, na visão de Winalda. Ele destaca que, mesmo com o recente fechamento na curva de juros, os papéis IPCA+ ainda estão sendo negociados a taxas historicamente altas, o que representa uma oportunidade interessante. 

“O título com vencimento em 2045, por exemplo, oferece um retorno atrativo. É verdade que possui maior volatilidade por conta do longo prazo, mas isso também permite travar uma taxa elevada por um período prolongado”, pondera. E indica o Tesouro IPCA+ 2029 como alternativa para o médio prazo. 

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Já quem está de olho em períodos de aplicação mais curtos, o especialista recomenda optar pela indexação atrelada aos juros (CDI). 

 “As alternativas que rendem próximo de 14,75% ao ano continuam bastante atrativas. O investidor estará bem posicionado nesses papéis, tanto em termos de liquidez quanto de rentabilidade compatível com o risco de curto prazo”, diz. 

Em relação aos títulos prefixados — aqueles que estabelecem a remuneração no momento da aplicação —, Winalda recomenda uma exposição limitada a, no máximo, 5% do montante total. O especialista acredita que as taxas diminuíram bastante nos últimos dias e, com a possibilidade de uma inflação mais alta no curto, a margem de lucro real fica muito estreita.  

Opções de renda fixa 

Entre os títulos públicos, há opções atreladas à inflação e aos juros. O Tesouro Direto oferece dois vencimentos para o Tesouro Selic: 2028 e 2031. 

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No Tesouro Selic 2028, a remuneração oferecida no vencimento é Selic + 0,0649%, enquanto para o Tesouro Selic 2031, o retorno prometido é de Selic + 0,1157%.

Para os títulos IPCA+, as opções de vencimento sem juros semestrais são três: 2029, 2040 e 2050. Com juros semestrais tem o Tesouro IPCA+ 2060

Os juros reais oferecidos nos quatro títulos nesta quarta-feira (14) eram, respectivamente, 7,40%, 7,04%, 6,96% e 7,08%. 

Para as analistas de renda fixa da Empiricus Research, Laís Costa e Djuliane Cavalcante, os títulos isentos de imposto de renda, como as debêntures incentivadas, também devem ser considerados — desde que o investidor tenha apetite para um pouco mais de risco na carteira, já que eles são crédito privado. 

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  • O crédito privado tem um risco maior do que os títulos públicos e não contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Isso significa que o investidor fica exposto a diferentes riscos, como o risco de crédito da emissora, que pode se converter em inadimplência, e o risco de baixa liquidez, que dificulta a venda do papel no mercado secundário. 

As analistas da Empiricus sugerem debêntures incentivadas com grau de investimento, que são as emissões com rating acima de A+ — podem ser AA, AA+ ou AAA. Veja: 

  • Mata de Santa Genebra (MSGT23), do setor de energia elétrica, com rating AA e retorno IPCA+7,07%; 
  • Hélio Valgas (HVSP11), também do setor de energia elétrica, com rating AAA e retorno IPCA+7,54%; 
  • Águas do Rio (RIS422), do setor de saneamento, com rating AA+ e retorno IPCA+8,36%. 

Simulação 

Para entender quanto as principais aplicações de renda fixa podem render, o Seu Dinheiro fez simulações com os principais ativos: Tesouro Selic, Tesouro IPCA+, LCI/LCA, CDB e Poupança

Foi considerada uma aplicação inicial de R$ 100 mil para a simulação, sem aportes mensais, e os seguintes parâmetros:  

  • Uma Selic constante em 14,75% ao ano, 
  • Um CDI de 14,65% ao ano (uma vez que esta taxa costuma ser um pouco inferior à Selic), 
  • Inflação, medida pelo IPCA, de 4,95% ao ano,
  • O CDB com 100% de rendimento do CDI, 
  • A LCI/LCA com 85% de rendimento do CDI, e 
  • Uma rentabilidade de 0,6763% para a Poupança. 
InvestimentoRetorno líquidoValor pago em Imposto de RendaPeríodo de aplicação
Tesouro Selic R$ 42.191,60R$ 7.605,463 anos 
CDB 100% R$ 43.097,63R$ 7.605,463 anos
Poupança R$ 27.462,04-3 anos 
LCI/LCA 85% R$ 223.363,61-10 anos 
Tesouro IPCA+ R$ 172.499,17R$ 31.546,1410 anos 
Fonte: Tesouro Direto (14/05/2025). 

Vale lembrar que as aplicações no Tesouro Direto estão sujeitas à cobrança de imposto de renda, com alíquota regressiva conforme o prazo de aplicação — 22,5% para quem ficou com o título por seis meses ou menos a 15% para quem passou de dois anos com o papel. 

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