🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Monique Lima

Monique Lima

Monique Lima é jornalista com atuação em renda fixa, finanças pessoais, investimentos e economia, com passagem por veículos como VOCÊ S/A, Forbes, InfoMoney e Suno Notícias. Formada em Jornalismo em 2020, atualmente, integra a equipe do Seu Dinheiro como repórter, produzindo conteúdos sobre renda fixa, crédito privado, Tesouro Direto, previdência privada e movimentos relevantes do mercado de capitais.

RENDA FIXA

Órfão dos CDBs de 120% do CDI do Banco Master? Confira as opções mais rentáveis com outros emissores e indexadores

Após o tombo do Banco Master, investidores ainda encontram CDBs turbinados — mas especialistas alertam para o risco por trás das taxas “boas demais”

Monique Lima
Monique Lima
17 de novembro de 2025
6:09 - atualizado às 13:39
Celular com o aplicativo do Banco Master aberto
Logo do Banco Master - Imagem: Montagem Seu Dinheiro com reprodução redes sociais Banco Master

Durante muito tempo, os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) do Banco Master foram os queridinhos dos investidores. A oferta de 120% do CDI era boa demais para ser ignorada, e a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) parecia suficiente para segurar as pontas do possível risco de uma taxa tão alta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não era. Esse caldo entornou — saiba o que rolou aqui —, o Banco Master está por um fio de sofrer intervenção do Banco Central e os investidores estão “órfãos” de CDBs de alta rentabilidade.

Afinal, acabaram os retornos de 120% do CDI? Em quais CDBs investir agora?

Esses retornos muito acima da média do mercado não acabaram: continuam por aí nas plataformas de corretoras.

Os CDBs mais rentáveis

Em uma busca rápida por grandes plataformas, como XP Investimentos e BTG Pactual, é possível encontrar CDBs do Digimais oferecendo até 114% do CDI ou do Banco Pleno, com taxas de 115% do CDI.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo especialistas consultados pelo Seu Dinheiro, rentabilidades altas atreladas aos juros, porém consistentes, costumam se concentrar em faixas de 100% a 105% do CDI. Ou seja, mais do que isso já indica um risco aumentado da instituição financeira.

Leia Também

Segundo levantamento da Quantum Finance, em outubro, os CDBs de maiores taxas ficaram exatamente nesse intervalo.

Para vencimento em seis meses, os CDBs mais rentáveis foram do BTG Pactual e da XP, com taxa de 102,2%. Nos títulos de um ano, Agibank e Banco Mercantil ofereceram 105,5% do CDI.

Taxas muito acima disso são um indicativo de que há algo de errado com o emissor, segundo os especialistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Para um banco pagar muito acima de 110% do CDI, ele precisa muito de dinheiro e está disposto a pagar caro por esse recurso. Isso sinaliza maior risco de crédito, o que o mercado percebe como maior risco de calote”, diz o planejador financeiro Jeff Patzlaff.

Essa combinação dos sonhos de liquidez + alto retorno + pouco risco não existe no mercado financeiro.

O estrategista de investimentos da Bloxs, Gabriel Santos, afirma que, se a taxa parece “boa demais”, ela não deve ser avaliada de forma isolada. A pergunta correta é: “qual risco eu estou assumindo para receber esse prêmio?”

Um novo Banco Master no pedaço?

As taxas de 114% e 115% do CDI oferecidas pelos bancos Digimais e Pleno correspondem à descrição de risco dos especialistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Digimais é considerado "o banco da Igreja Universal", porque pertence ao líder da instituição religiosa, Edir Macedo. A instituição tem avaliação de risco de crédito BBB pela Fitch e pela Moody's Local, considerada um bom risco de crédito.

Porém, no começo deste ano, Maurício Quadrado, dono do Bluebank e ex-sócio de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, tentou comprar o Digimais. Entretanto, o Banco Central não aprovou a transação e o negócio subiu no telhado.

O Banco Pleno, por sua vez, era conhecido há poucos meses como Voiter — uma das subsidiárias do Banco Master. A instituição foi vendida para outro sócio de Vorcaro, Augusto Lima.

Embora não sejam CDBs do Banco Master em si, todos estão relacionados à instituição de alguma forma. O novo Banco Master, no final das contas, ainda é o Banco Master.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E se trocar o CDI pelo IPCA? Ou um prefixado?

Patzlaff afirma que, atualmente, um CDB que paga 100% do CDI é um excelente retorno. Afinal, 100% do CDI equivale a 14,90% de rentabilidade ao ano. Taxas muito acima disso, o planejador financeiro considera um risco desnecessário para o investidor — a não ser que se tenha perfil para isso e se esteja disposto a esse risco.

Entretanto, neste momento, as oportunidades não estão apenas nos títulos atrelados ao CDI. CDBs com taxas prefixadas e atreladas ao IPCA também são boas opções, segundo os analistas.

CDBs de IPCA

Santos afirma que, com projeções de inflação ao redor de 5% para os próximos dois anos, CDBs IPCA + 8% tendem a entregar retornos em torno de 12% a 13% ao ano, “o que é competitivo para o prazo”.

Prefixados com valores similares também se encaixam na análise.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o levantamento da Quantum sobre as emissões de outubro, o chinês Haitong emitiu uma série de CDBs atrelados ao IPCA com as maiores taxas para essa indexação. Veja:

Retornos de CDBs indexados à inflação 

Prazo (meses) Taxa mínima Taxa média Taxa máxima Emissor da maior taxa 
12 8,60% 8,96% 9,34% Haitong Banco de Investimento do Brasil
24 7,72% 8,13% 8,80% Haitong Banco de Investimento do Brasil
36 7,22% 7,88% 8,40% Haitong Banco de Investimento do Brasil
Fonte: Quantum Finance. Emissões entre 1/10/2025 e 31/10/2025.
  • 1 ano: IPCA + 9,34% — aproximadamente 13,54% ao ano 
  • 2 anos: IPCA + 8,8% — aproximadamente 12,60% ao ano 
  • 3 anos: IPCA + 8,4% — aproximadamente 11,90% ao ano.  

O Haitong é um banco chinês com subsidiária no Brasil. A S&P Global atribuiu o rating BB+ para a unidade brasileira em março deste ano. Segundo Santos, trata-se de um emissor confiável, porém “não é um banco de risco baixo”.

Por ter uma controladora maior, a instituição tem a quem recorrer em caso de problemas financeiros, o que dá alguma garantia, mas não é livre de riscos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Investimentos indexados ao IPCA costumam ser indicados para prazos longos, acima de cinco anos. O analista da CFA Society Brazil Harrison Gonçalves afirma que, para esse prazo, títulos que pagam acima de IPCA + 6,5% são boas opções.

“Historicamente, pós-fixados que pagam uma porcentagem do CDI entregam 4,5% a 5% de retorno acima de inflação. Com correção do IPCA e prêmios acima de 6,5%, o investimento fica mais interessante”, diz Gonçalves.

CDBs Prefixados

O mesmo vale para os CDBs prefixados. As emissões com maiores taxas em outubro ficaram na faixa de 14,6% a 13,8% — maiores do que as estimativas de rentabilidade anual do IPCA e superiores aos pós-fixados em CDI.

O Banco Central deve cortar os juros básicos a partir de 2026, um movimento que vai diminuir o retorno de pós-fixados que acompanham a Selic e o CDI. Conforme os juros caem, os retornos desses títulos vão cair também.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A estimativa do mercado é de uma Selic em 12,25% ao fim de 2026 — algo em torno de 12,15% de rentabilidade para taxas de 100% do CDI.

Retornos de CDBs prefixados 

Prazo (meses) Taxa mínima Taxa média Taxa máxima Emissor da maior taxa 
14,20% 14,40% 14,63% Banco ABC Brasil
12 13,52% 13,90% 14,75% Sinosserra Financeira
24 12,89% 13,11% 13,35% Banco ABC Brasil
36 13,02% 13,34% 13,80% Sinosserra Financeira
Fonte: Quantum Finance. Emissões entre 1/10/2025 e 31/10/2025 

Patzlaff prefere prefixados aos atrelados ao IPCA em prazos de até três anos.  

O planejador financeiro afirma que, em cenários de queda dos juros e de inflação (como se estima para 2026 até o momento), essa indexação é mais eficiente para travar retornos superiores.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Os prefixados são bons para cenários em que os juros vão cair e dá para esperar até o vencimento do título, travando uma taxa boa hoje. Como a projeção é de queda da Selic para 12,25% ao ano, esses CDBs são interessantes. As taxas prefixadas entre 13% e 14% refletem essa expectativa futura de queda de juros. Não são tão boas para o presente de 15%, mas serão se o investidor for paciente”, diz o planejador. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
SAÍDA EM MASSA

Shell e Cosan soltaram a mão da Raízen (RAIZ4)? Investidores acreditam que sim e bonds derretem com venda em massa

5 de fevereiro de 2026 - 14:01

Juros dos títulos em dólar explodem em meio à falta de apoio claro de Cosan e Shell

RENDA FIXA EM DÓLAR

Bonds da Raízen (RAIZ4), Aegea e Brava (BRAV3): as escolhas do BTG para a carteira de renda fixa internacional em fevereiro

4 de fevereiro de 2026 - 10:45

Banco vê oportunidade de ganho significativo em dólar, investindo em empresas brasileiras e conhecidas

RENDA FIXA

Títulos do Tesouro Direto ganham novos prazos: veja o que muda para o investidor

3 de fevereiro de 2026 - 15:35

Papéis prefixados e indexados à inflação tem vencimento alongado, enquanto Tesouro Selic só oferece um vencimento

RENDA FIXA

Tesouro Direto: A ‘janela de ouro’ do Tesouro IPCA+, que pode render até 91% com a queda dos juros

2 de fevereiro de 2026 - 16:45

Relatório da XP recomenda a janela estratégica rara nos títulos indexados à inflação e indica os dois títulos preferidos da casa

RENDA FIXA

Mais rentável que a poupança e tão fácil quanto um ‘cofrinho’: novo título do Tesouro Direto para reserva de emergência já tem data para estrear

30 de janeiro de 2026 - 17:25

O novo título público quer concorrer com os ‘cofrinhos’ e ‘caixinhas’ dos bancos digitais, e ser uma opção tão simples quando a poupança

ENERGIA PARA A EMPRESA

Eneva (ENEV3) anuncia nova emissão de debêntures no valor de R$ 2 bilhões; veja potencial para a ação

26 de janeiro de 2026 - 12:35

Os recursos serão usados para cobrir gastos relacionados com a implantação e exploração da usina termelétrica movida a gás natural UTE Azulão II, no Amazonas; papéis são voltados a investidores profissionais

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundos de crédito privado perdem R$ 19 bilhões em dezembro, mas gestores estão mais otimistas com debêntures neste início de ano

20 de janeiro de 2026 - 18:01

Levantamento da Empiricus mostra quais setores lideram oportunidades e como o mercado de debêntures deve se comportar nos próximos meses

TÍTULOS PÚBLICOS

Tesouro Direto volta a oferecer retornos recordes; Tesouro IPCA+ paga 8% mais inflação e prefixados rendem mais de 13%

20 de janeiro de 2026 - 12:29

Incertezas globais elevam rendimentos dos títulos públicos e abrem nova janela de entrada no Tesouro Direto

SEGUNDA CHANCE

CDBs do Master: onde reinvestir o dinheiro da garantia paga pelo FGC

19 de janeiro de 2026 - 18:05

Ressarcimento começou a pingar na conta dos investidores, que agora têm o desafio de fazer aplicações melhores e mais seguras

COMPRAR OU VENDER?

Este fundo de infraestrutura, isento de IR, é eleito pelo BTG como a pechincha do setor — confira qual

19 de janeiro de 2026 - 14:41

Relatório afirma que a performance do BDIF11 está descolada dos seus pares, mesmo com uma carteira pulverizada e um bom pagamento de dividendos

CDBs

FGC começa pagamentos do Banco Master e dispara alerta: fraude atinge quem tem valores a receber

18 de janeiro de 2026 - 17:34

Os golpistas e fraudadores estão utilizando indevidamente do nome do FGC, bem como tentando interferir no regular processo de pagamento

RENDA FIXA

Com juros altos, o fantasma do endividamento ainda pode assombrar as empresas em 2026? O que esperar do mercado de dívida corporativa

15 de janeiro de 2026 - 6:24

Apesar da pressão dos juros altos, a maioria das empresas fez ajustes importantes, e o setor segue com apetite por crédito — mas nem todas escaparam ilesas

GANHO EM DÓLAR

BTG recomenda bond da Raízen (RAIZ4) na carteira de renda fixa internacional — e outros quatro títulos de dívida de brasileiras

14 de janeiro de 2026 - 17:45

Banco afirma que o mercado “exagerou na punição” à dívida da companhia e vê retorno atrativo para investidores em meio ao forte desconto

CARTEIRA RECOMENDADA

Tesouro Prefixado ou Tesouro IPCA+? O que dizem as recomendações de renda fixa e Tesouro Direto para janeiro

13 de janeiro de 2026 - 12:32

Itaú BBA e XP divergem em suas recomendações de títulos públicos no início deste ano; corretoras e bancos também indicam CRI, CRA, debêntures e CDB

OURO DE TOLO

Investiu em CDBs do Master? Seu retorno pode estar abaixo de 100% do CDI! Veja quanto você já deixou de ganhar com o dinheiro parado

9 de janeiro de 2026 - 12:20

Demora no ressarcimento pelo FGC faz a rentabilidade contratada diluir ao longo do tempo, e o investidor se vê com retorno cada vez menor

BALANÇO DA RENDA FIXA

Com Selic a 15%, renda fixa conservadora brilhou em 2025, mas destaque foram os prefixados; veja o desempenho do Tesouro Direto no ano

1 de janeiro de 2026 - 12:10

Melhor desempenho entre os títulos públicos ficou com os prefixados, que chegaram a se valorizar mais de 20% no ano; na renda fixa privada, destaque foram as debêntures incentivadas

É A VEZ DO CRÉDITO

Adeus, poupança. Olá, debêntures! Como as mudanças na renda fixa mexeram com investimentos e crédito às empresas

22 de dezembro de 2025 - 14:32

Investimentos como CRI/CRA, debêntures e outros reduziram a participação dos bancos nos empréstimos corporativos

RENDA FIXA

Banco ABC Brasil lança LCIs e LCAs com pagamento de juros mensais — entenda a novidade nos títulos isentos de IR

16 de dezembro de 2025 - 17:45

Novos títulos têm vencimento fechado, sem a possibilidade de resgate antecipado

RENDA FIXA

Como garantir retorno de 1% ao mês antes do corte da Selic? Veja simulações de taxas e títulos de renda fixa

11 de dezembro de 2025 - 6:02

O Copom ainda não cortou a taxa de juros, mas isso deve acontecer em breve — e o mercado já se move para ajustar os retornos para baixo

CARTEIRA RECOMENDADA

Última chamada do ano para maiores retornos na renda fixa: carteira de dezembro vai de CRAs da Minerva a CDB prefixado de 14% ao ano

8 de dezembro de 2025 - 14:58

BTG Pactual, BB Investimentos, Itaú BBA e XP recomendam aproveitar as rentabilidades enquanto a taxa de juros segue em 15% ao ano

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar