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Momento de incerteza favorece ativos priorizados pela Berkshire Hathaway, levando a um crescimento acima da média da fortuna de Buffett, segundo a Bloomberg
O ano de 2025 começou com incertezas no mercado financeiro, e até os homens mais poderosos do mundo sentiram o impacto da turbulência. Um rápido olhar no Índice de Bilionários da Bloomberg deixa claro: poucos saíram ilesos, e ainda menos conseguiram lucrar nesse cenário. Entre eles, um nome se destaca — e com folga. Segundo dados atualizados na quarta-feira (19), Warren Buffett viu sua fortuna crescer US$ 22,5 bilhões, ultrapassando Bill Gates.
‘Escolha negócios, não ações’ — um dos pilares da filosofia de investimento do Oráculo de Omaha — provou mais uma vez seu valor. Em meio à incerteza sobre inflação e aos temores de recessão nos Estados Unidos, os investidores buscaram exatamente o tipo de ativo privilegiado pela Berkshire Hathaway, levando suas ações a uma valorização, de acordo com a Bloomberg.
Nos últimos meses, o bilionário de 94 anos, agora a sexta pessoa mais rica do mundo, adotou uma estratégia conservadora, ampliando ativos líquidos e reduzindo a exposição da empresa às próprias ações.
Em 2024, a Berkshire quase dobrou seu caixa, títulos do Tesouro e outros ativos líquidos, alcançando US$ 334 bilhões no ano passado. No mesmo período, vendeu um total líquido de US$ 134 bilhões em ações e limitou as recompras, interrompendo totalmente esse programa na segunda metade do ano.
Enquanto Buffett viu sua fortuna atingir US$ 164 bilhões, Bill Gates enfrenta um começo de ano turbulento. As ações da Microsoft recuaram 8%, afetando seu patrimônio — que, apesar de não ter encolhido como o de outros bilionários, agora também está na casa dos US$ 162 bilhões.
A baixa da gigante da tecnologia foi impulsionada, em parte, pelo episódio envolvendo a DeepSeek e o fortalecimento do mercado chinês. O impacto foi sentido em todo o setor de big techs, a ponto de o Goldman Sachs rebatizar as “sete magníficas”, grupo que reúne as principais gigantes americanas do setor, de “sete malévolas”.
Buffett pode estar à frente no momento, mas vinha aparecendo consistentemente atrás de Gates nos rankings de riqueza em décadas recentes.
O fundador da Microsoft liderou a lista anual da Forbes dos 400 americanos mais ricos por 25 anos, incluindo uma sequência de 24 anos ininterruptos, de 1994 a 2017. Buffett, por outro lado, só ocupou o primeiro lugar uma única vez, em 1993.
No entanto, essa disputa bilionária pode não ser uma preocupação para Buffett. Desde 2006, o investidor já doou cerca de 57% das ações da Berkshire, que compõem quase toda sua fortuna pessoal , principalmente para fundações de sua família e para a Fundação Gates.
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Essas ações valeriam hoje US$ 207 bilhões. Se Buffett as tivesse mantido, sua fortuna ultrapassaria US$ 360 bilhões, o que faria dele a pessoa mais rica do mundo, superando Elon Musk e seus US$ 320 bilhões com folga.
*Com informações do Money Times, Bloomberg e Business Insider
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