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De olho na concorrência chinesa, o presidente norte-americano anuncia investimento bilionário e volta a defender eficácia das tarifas comerciais
Quando assumiu a Casa Branca, em 20 de janeiro, Donald Trump prometeu devolver os EUA à era de ouro. Se isso vai acontecer ou não, é cedo para dizer, mas o capital para isso começa a aparecer. Nesta terça-feira (15), o presidente norte-americano anunciou quase US$ 100 bilhões em investimentos no país.
Durante evento em Pittsburgh, o republicano disse que “20 grandes companhias de tecnologia e energia” anunciaram mais de US$ 92 bilhões em investimentos na Pensilvânia.
Até a publicação desta matéria, ele não havia revelado o nome de cada uma das companhias, mas afirmou que, do total, “mais de US$ 56 bilhões irão para nova infraestrutura de energia" e "mais de US$ 36 bilhões para projetos de data centers".
E não deve acabar por aí. Segundo Trump, "muito mais do que isso será anunciado nas próximas semanas".
O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, pontuou que "três setores vão definir o futuro dos EUA: indústria, energia e tecnologia".
Ao anunciar o investimento de quase US$ 100 bilhões, Trump não perdeu a China de vista.
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Ao comentar sobre inteligência artificial (IA), o presidente norte-americano disse que os EUA estão "muito à frente da China em IA" e que o país asiático "está correndo para chegar aos pés dos EUA, mas não deixaremos".
Segundo ele, o avanço da tecnologia exigirá mais energia: "IA vai demandar um aumento enorme em produção de energia", afirmou.
O republicano elogiou o papel do setor privado nessa transformação. "O Google vai investir bilhões de dólares para reabilitar usinas de energia hidrelétrica", disse. "O Google está fazendo um ótimo trabalho, preciso admitir", acrescentou.
Ele também abordou a política comercial, afirmando que "as receitas de tarifas estão entrando. São centenas de bilhões de dólares", e alertou que "países que não abrirem seu mercado pagarão uma tarifa substancial".
Sobre o acordo anunciado mais cedo com a Indonésia, o presidente norte-americano declarou que o país "tem muito cobre e muitas outras coisas. Temos acesso total ao mercado deles".
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