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Investidores começam a recalcular a rota do afrouxamento monetário tanto aqui como nos EUA, com chances de que o corte desta quarta-feira (17) seja o primeiro de uma série
O mercado dá como certo o corte de juros pelo Federal Reserve (Fed) nesta quarta-feira (17) — a maior probabilidade é de uma redução de 0,25 ponto percentual (p.p.), o que coloca a taxa entre 4,00% e 4,25% ao ano. Por isso, os investidores já se preparam para o que pode vir pela frente.
Desde a última reunião do comitê de política monetária (Fomc, na sigla em inglês) em julho, surgiu um cenário mais precário para o mercado de trabalho norte-americano, enquanto a perspectiva de inflação permaneceu praticamente inalterada. Como resultado, 95% dos traders apostam no corte de 0,25 p.p. dos juros agora, enquanto 5% acreditam em uma abordagem mais agressiva, de redução de 0,50 p.p.
E são as projeções — além, claro, das pistas que Jerome Powell, presidente do Fed, pode dar na coletiva após a decisão — que devem indicar o caminho que o banco central norte-americano pode seguir daqui para frente. Trimestralmente, o Fomc — comitê de política monetária do Fed — divulga projeções econômicas para os EUA, e é com base nelas que o mercado traça o rumo dos juros por lá.
“Esperamos que o Fomc retome a redução da taxa de juros agora, com um corte de 0,25 p.p. O resumo de projeções econômicas atualizado provavelmente sinalizará que uma flexibilização adicional seguirá o corte de setembro, com a taxa provavelmente encerrando 2025 e 2026 abaixo do projetado anteriormente”, diz a economista-sênior do Wells Fargo, Sarah House.
A ferramenta FedWatch, do CME Group, mostra que a aposta majoritária do mercado é de um corte acumulado de 0,75 p.p. dos juros nos EUA até o final do ano — além de setembro, o Fomc ainda tem reuniões marcadas para 28 e 29 de outubro e 9 e 10 de dezembro.
“Nossa projeção para a taxa básica de juros é de três cortes de 0,25 p.p. nas três reuniões restantes do ano, seguidos por dois cortes de 0,25 p.p. em março e junho de 2026, antes de uma manutenção prolongada da taxa em 3,00% a 3,25%”, afirma House.
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Na mesma linha, o ING prevê três cortes de 0,25 p.p. nos juros neste ano, com reduções adicionais de 0,50 p.p. nas duas reuniões do início de 2026.
“Para o próximo ano, suspeitamos que o balanço de riscos esteja inclinado em favor de o Fed mover a política monetária para abaixo do neutro, ou seja, cortar os juros mais do que prevemos, em vez de implementar menos cortes. Isso se deve, em grande parte, ao fato de o mercado imobiliário parecer cada vez mais vulnerável a uma possível correção”, disse o economista-chefe internacional do ING, James Knightley.
Os juros nos EUA vêm sendo mantidos na faixa entre 4,25% e 4,50% ao ano desde dezembro do ano passado — muito em função da inflação, que segue acima da meta de 2% do Fed há pelo menos quatro anos.
Com a chegada de Donald Trump à Casa Branca e a guerra comercial que ele começou a travar desde então, o banco central norte-americano adotou uma posição de “ver para crer” com relação aos efeitos da taxação sobre a economia dos EUA.
Essa abordagem vem gerando embates públicos entre o republicano, ferrenho defensor de juros baixos, e Jerome Powell — além de ofensivas, Trump ameaçou o chefe do Fed de demissão algumas vezes.
Mas a reunião de julho, a última realizada pelo Fomc, chamou atenção. Embora a taxa referencial tenha sido mantida, dois membros do comitê votaram naquela ocasião pelo corte de 0,25 p.p. nos juros: Michelle Bowman e Christopher Waller.
Além de ter sido a primeira vez desde 1993 que dois integrantes do Fomc divergiram do voto da maioria em uma mesma reunião, a dissidência também ganhou os holofotes porque Waller está entre os possíveis candidatos a substituir Powell, um sinal na direção do afrouxamento monetário. O mandato de Powell no Fed acaba em maio de 2026.
Com o mercado de trabalho em terreno mais instável, mais membros do Fomc parecem dispostos a se juntar a Waller e Bowman no apoio à redução dos juros, mesmo com a inflação permanecendo acima da meta.
Em agosto, no discurso em Jackson Hole, Powell abriu caminho para um corte na taxa em setembro, afirmando que os riscos de queda para o emprego estavam aumentando e que essa mudança no equilíbrio de riscos para os mandatos do comitê “pode justificar um ajuste na postura da política monetária”.
Ainda assim, nem todos no Fomc parecem totalmente convencidos de que seja apropriado começar a cortar os juros agora. O presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, disse que ainda está indeciso sobre seu apoio aos afrouxamento monetário e observou a necessidade de analisar também o lado da inflação no mandato do banco central norte-americano.
A queda dos juros nos EUA também pode mudar as regras do jogo aqui no Brasil. Nesta quarta-feira (17) o Comitê de Política Monetária (Copom) também decide a taxa por aqui, e a expectativa é de que a Selic siga no patamar de 15% ao ano. O que vem por aí é o que chama atenção.
De acordo com o analista da Empiricus Research, Matheus Spiess, o início do ciclo de cortes nos EUA amplia o diferencial de taxas em relação ao Brasil. Esse movimento tende a sustentar o fortalecimento do real frente ao dólar, o que favorece a dinâmica inflacionária e abre espaço para cortes na Selic já em dezembro.
Para o time de economistas do C6 Bank, o Copom deve manter os juros estáveis em 15% até o fim de 2025. “No entanto, considerando o recente alívio nas expectativas de inflação e a possibilidade de cortes de juros no exterior, acreditamos que pode haver espaço para flexibilização da Selic no primeiro trimestre do ano que vem”, dizem.
A expectativa do banco é de que o ciclo de cortes da Selic comece em março, com a taxa de juros terminando 2026 em 13%.
A taxa seguiu inalterada como esperado pelo mercado, mas a maior rebelião interna do Fed desde 1992 marca o que deve ser a última reunião de Powell como presidente do banco central norte-americano
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