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Primeiro-ministro do Reino Unido diz que país concordou com França e Ucrânia em trabalhar num plano de cessar-fogo
Após a polêmica discussão televisionada entre Donald Trump, seu vice J.D. Vance e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky na Casa Branca na última sexta-feira (28), países europeus anunciaram que estão trabalhando em um plano de paz próprio para a guerra entre Ucrânia e Rússia.
Segundo o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, Reino Unido, França e Ucrânia concordaram em trabalhar em um plano de cessar-fogo para apresentar aos Estados Unidos.
A declaração foi feita neste domingo (2), antes de uma cúpula de líderes europeus para discutir a guerra, que inclui, além do Reino Unido, líderes da França, Alemanha, Dinamarca, Itália, Países Baixos, Noruega, Polônia, Espanha, Canadá, Finlândia, Suécia, República Tcheca e Romênia, além do ministro das relações exteriores da Turquia, o secretário-geral da Otan e os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu.
Starmer afirmou que seu foco é ser uma ponte para restaurar as negociações de paz, e usou o colapso dessas conversas como uma oportunidade para se reengajar com Trump, Zelensky e o presidente francês Emmanuel Macron, em vez de "aumentar a retórica".
“Agora concordamos que o Reino Unido, junto com a França e possivelmente outros, trabalhará com a Ucrânia em um plano para encerrar os combates, e depois discutiremos esse plano com os Estados Unidos", disse Starmer à BBC.
A cúpula deste domingo deve incluir discussões sobre o estabelecimento de uma força militar europeia a ser enviada à Ucrânia para apoiar um cessar-fogo, a qual envolveria, segundo Starmer, uma "uma coalizão dos dispostos".
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O primeiro-ministro do Reino Unido afirmou, ainda, que não confia no presidente russo Vladimir Putin, mas confia em Trump.
“Acredito em Donald Trump quando ele diz que quer uma paz duradoura? A resposta é sim", afirmou ele. Além disso, ele disse que há “discussões intensas” para obter uma garantia de segurança dos EUA como um dos três componentes para uma paz duradoura.
“Se houver um acordo, se houver a parada dos combates, então esse acordo precisa ser defendido, porque o pior dos cenários é que haja uma pausa temporária e depois (o presidente russo Vladimir) Putin volte", disse Starmer. "Isso já aconteceu no passado, acho que é um risco real, e é por isso que devemos garantir que, se houver um acordo, seja um acordo duradouro, não uma pausa temporária".
*Com informações da Associated Press e do Estadão Conteúdo
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