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Patrick Fuentes

Patrick Fuentes

Jornalista formado pela ECA-USP, foi repórter de Economia na Folha de S.Paulo e na CNN Brasil. Atualmente, atua na cobertura de empresas no Seu Dinheiro.

EXPERIÊNCIA NOS RINGUES

Elon Musk que se cuide! No hall da fama da WWE: a saga de Donald Trump nos ringues

O bilionário sul-africano talvez não saiba, mas a briga que ele está puxando é com uma verdadeira lenda certificada dos ringues

Patrick Fuentes
Patrick Fuentes
7 de junho de 2025
14:00 - atualizado às 11:35
Imagem: Divulgação/WWE

A troca de farpas entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e Elon Musk continua ganhando novos desdobramentos a cada dia, com ambos usando as redes sociais que controlam para se atacarem. Mas o que poucos sabem é que o republicano tem um histórico nos ringues

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A briga entre Musk e Trump começou com uma batalha pública sobre o futuro da política fiscal norte-americana e logo evoluiu para acusações mais graves e declarações mútuas de decepção.

Na prática, postagens afrontosas não são novidade nem para o republicano, nem para o dono da Tesla. Mas os usuários do X, antigo Twitter, começam a sugerir que os dois partam para uma luta de verdade — o que não seria uma novidade para Musk.

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O dono da Tesla já desafiou Mark Zuckerberg para um combate em 2023 — convite que chegou a ser aceito pelo fundador da Meta. A luta nunca aconteceu, mas o bilionário sul-africano frequentemente provocou o rival por, supostamente, não estar levando o desafio a sério.

Elon Musk e Mark Zuckerberg
Elon Muk e Mark Zuckerberg

É impossível prever até onde a saga Musk vs. Trump vai chegar. Mas Musk deveria saber com quem está lidando. Afinal, Trump é membro do Hall da Fama do World Wrestling Entertainment (WWE).

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A estreia de Trump no mundo da luta livre

A primeira participação de Trump na luta livre foi tímida e indireta: em 1988, a WWE levou a quarta edição da WrestleMania — seu principal evento — para o Trump Plaza, em Atlantic City.

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Na época, Trump era apenas um magnata do setor imobiliário em ascensão. “Todo mundo no país queria esse evento, e nós conseguimos trazê-lo para o Trump Plaza”, disse na época, orgulhoso do feito.

O evento principal foi uma luta entre Randy “Macho Man” Savage e Ted DiBiase, o “homem de um milhão de dólares” — e foi um sucesso de público e audiência.

A experiência agradou tanto que, no ano seguinte, a WWE repetiu a dose: novamente, a WrestleMania foi sediada no Trump Plaza — até hoje, o único local a receber duas edições consecutivas do evento.

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Em 1989, Trump fez sua primeira aparição ao vivo nas transmissões da WWE, ainda com cabelos castanhos (antes do loiro atual), ao lado de sua ex-esposa, Ivana Marie Trump. Ele apenas sorriu para a câmera, momentos antes do combate entre Randy Savage e Hulk Hogan.

Foi nessa época que Trump se aproximou de Vince McMahon, então CEO da WWE e principal responsável por transformar a empresa na potência global que ela é hoje.

Donald Trump ao lado de sua ex-esposa, Ivana Marie Trump

Dos camarotes ao ringue: o retorno do magnata à WWE

Demorou, mas Trump saiu da primeira fila para o centro do ringue.

Cerca de 26 anos após suas primeiras aparições, ele voltou com tudo. Em 2007, já famoso por comandar o programa "O Aprendiz", passou a integrar uma das storylines (enredos fictícios) da WWE.

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Foi só em 2007 que Trump entrou oficialmente no roteiro da WWE. Na época ainda apresentador do reality show “O Aprendiz”, ele passou a fazer parte de uma das storylines mais icônicas da luta livre americana: a chamada “Batalha dos Bilionários”.

A narrativa colocava Trump como o herói da vez e Vince McMahon no papel do vilão. A rivalidade começou quando Trump interrompeu uma das falas de McMahon no programa Raw, surpreendendo o público ao jogar dezenas de milhares de dólares do alto da arena.

A provocação não ficou sem resposta. McMahon desafiou o magnata para uma aposta inusitada: cada bilionário escolheria um lutador para representá-lo, e o perdedor teria a cabeça raspada no meio do ringue.

Donald Trump vs. Vince McMahon

Trump escalou Bobby Lashley, enquanto McMahon escolheu Umaga. O embate foi o destaque da WrestleMania 23, que, segundo a WWE, bateu recorde de audiência na época.

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Tudo ia mal para o campeão trumpiano, que enfrentava dificuldades contra seu oponente. Até que, claro, chegou a lenda da WWE “Stone ColdSteve Austin, que assumiu o posto de juiz — após nocautear o anterior — para dar uma força a Bobby Lashley.

Só que Vince McMahon não gostou nada da interferência e revidou com um golpe baixo, tentando impedir a derrota e se salvar da aposta. O que ele não esperava era que Trump fosse levar aquilo para o lado pessoal e, no melhor estilo WWE, partisse para cima do CEO da companhia, que caiu e não se levantou até o fim da luta.

No fim das contas, tudo deu certo para Trump: a entrada de “Stone Cold” virou a maré da luta e garantiu a vitória de Lashley.

Mesmo sem aceitar a derrota, McMahon cumpriu a aposta: teve a cabeça raspada ao vivo no principal evento da WWE, pelas mãos de Trump, Lashley e Austin. Para garantir o cumprimento da promessa, o trio amarrou o CEO em uma cadeira e passou a máquina zero sob protestos do chefão da empresa.

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Da esquerda para a direita: Donald Trump, "Stone Cold" Steve Austin e Bobby Lashley.

Depois disso, a “rivalidade” esfriou, com alguns reencontros pontuais nos eventos da WWE — mas sem novos embates físicos entre Trump e McMahon.

Em 2013, após anos de envolvimento com os shows, Trump foi oficialmente introduzido ao Hall da Fama da WWE, se tornando o único presidente dos Estados Unidos a receber essa honraria.

Portanto, Elon Musk que se cuide: a briga que ele está puxando é com uma verdadeira lenda certificada dos ringues.

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