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O republicano anunciou pactos com Indonésia e Filipinas, mas a trégua para Pequim devem passar por mais uma prorrogação após nova rodada de conversas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, resolveu nesta terça-feira (22) anunciar dois novos acordos com países do continente asiático — mas nenhum deles é com a China, que ainda deve negociar a extensão da trégua tarifária na próxima semana.
O republicano anunciou acordos com Indonésia e Filipinas na sua rede social, o Truth Social. Já o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou, em entrevista à Fox Business, que deve acertar uma prorrogação da trégua das tarifas durante uma reunião com autoridades chinesas em Estocolmo.
Em meados de maio, EUA e China haviam concordado com uma suspensão de 90 dias da maior parte das tarifas elevadas aplicadas sobre os produtos de cada um, enquanto davam continuidade às negociações comerciais. Esse prazo está previsto para expirar em 12 de agosto.
Outras pautas devem ser levadas para o encontro, afirmou o secretário, que espera incluir temas com potencial, como pressionar Pequim a desacelerar o “excesso de produção industrial” e focar na construção de uma economia voltada ao consumo interno.
Os EUA também querem abordar “a compra de petróleo sancionado da Rússia e do Irã por parte da China, e o que estão fazendo para ajudar a Rússia” na invasão em curso à Ucrânia, disse Bessent.
“Então, acho que, na verdade, avançamos para um novo nível com a China, em que o diálogo está muito construtivo”, disse. “Vamos conseguir avançar em muitas questões, agora que o comércio meio que se estabilizou em um bom patamar.”
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O progresso vem após diversas rodadas de negociações que levaram EUA e China a recuar de tarifas, que ameaçavam desestabilizar o comércio entre as duas maiores economias do mundo.
O primeiro acordo anunciado hoje por Trump foi com as Filipinas, após encontro do republicano com o presidente Ferdinand Marcos Jr. na Casa Branca.
“Acordamos que as Filipinas adotarão mercado aberto com os Estados Unidos e tarifa zero [para os produtos americanos]”, escreveu Trump, antes de esclarecer: “As Filipinas pagarão uma tarifa de 19%”.
Ele também destacou que o acordo inclui cooperação militar entre os dois países e descreveu Marcos como “altamente respeitado” em seu país e “um negociador muito bom e duro”.
Após algumas horas, o republicano retornou para sua rede social para divulgar mais um acordo com outro representante do sudeste asiático: Prabowo Subianto, seu homólogo da Indonésia.
A negociação, segundo a publicação, prevê a eliminação de 99% das barreiras tarifárias do país asiático para produtos americanos, enquanto os EUA aplicarão uma tarifa de 19% sobre os produtos indonésios importados.
Trump destaca que o compromisso entre os países não se limitou às tarifas e ao comércio de produtos industriais, tecnológicos e agrícolas americanos.
O acordo também prevê que a Indonésia fornecerá aos EUA seus "preciosos minerais críticos, além de assinar grandes contratos, no valor de dezenas de bilhões de dólares, para a compra de aeronaves Boeing, produtos agrícolas americanos e energia americana", acrescentou o republicano.
Trump afirmou que o pacto é "uma vitória enorme" para fabricantes de automóveis, empresas de tecnologia, trabalhadores, agricultores, pecuaristas e fabricantes americanos.
Em comunicado divulgado pela Casa Branca, ainda estão presentes os compromissos da Indonésia para reduzir barreiras regulatórias, como a aceitação de certificações norte-americanas e a eliminação de exigências locais para produtos dos EUA.
O texto inclui ainda promessas na área digital, ambiental e trabalhista, com medidas como liberação da transferência de dados, combate ao desmatamento ilegal e proibição de importação de bens produzidos com trabalho forçado.
*Com informações da CNBC e do Estadão Conteúdo
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