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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

DESTAQUES DA BOLSA

Vem coisa boa por aí? Goldman eleva preço-alvo de JBS (JBSS3) e ação surge entre as maiores altas do Ibovespa

No início da manhã, o papel chegou a liberar os ganhos do principal índice da bolsa brasileira, mas ainda acumula perda no ano

Carolina Gama
3 de fevereiro de 2025
12:22 - atualizado às 14:05
Logo da companhia JBS, ao fundo céu azul e árvores espelhados na fachada do prédio
Imagem: Divulgação JBS/Tanajura Filmes

A indústria de alimentos foi uma das principais beneficiadas pela disparada do dólar no final do ano passado, quando a moeda norte-americana chegou à máxima histórica de R$ 6,30. E a JBS (JBSS3) deve ser uma das grandes vencedoras do quarto trimestre graças a esse fator cambial — embora ele não seja o único. 

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Por conta disso, o Goldman Sachs manteve a recomendação de compra para a ação da JBS e elevou o preço-alvo de R$ 44,00 para R$ 44,20 — o que representa um potencial de valorização de 25% sobre o fechamento anterior. 

No início da manhã, a JBS chegou a liberar os ganhos do Ibovespa. Por volta de 12h15, as ações JBBS3 operavam em alta de 1,75%, cotadas a R$ 36,04. No ano, no entanto, o papel ainda acumula queda de quase 1%. 

No mesmo horário, o Ibovespa recuava 0,24%, aos 125.799,87 pontos. O dólar à vista subia 1%, cotado a R$ 5,8949. 

JBS: o que vem por aí

A depreciação de 5% do real no quarto trimestre é apontada pelo Goldman como um fator favorável ao desempenho da JBS, mas não é o único vento a favor da gigante das proteínas. 

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O banco vê um momento favorável para o mercado global de frango e um volume robusto de carne bovina no Brasil no período. 

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Dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) mostraram que as exportações de carne bovina brasileira cresceram 26% em 2024, alcançando 2,89 milhões de toneladas — o maior volume já registrado pelo setor.

A China foi o principal destino, com 1,33 milhão de toneladas exportadas, gerando um faturamento de US$ 6 bilhões. Os Estados Unidos ocuparam a segunda posição, com 229 mil toneladas e um faturamento de US$ 1,35 bilhão.

De olho nesses números, o Goldman elevou a estimativa de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) para a JBS no quarto trimestre de 2024 em 9% em relação à previsão anterior, para R$ 10,068 bilhões. 

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No acumulado de 12 meses, o Ebitda ajustado deve ser de R$ 38,319 bilhões. Já a receita líquida deve ser de R$ 121,2 bilhões, com lucro líquido de R$ 3,57 bilhões, segundo o banco.

GUINADA à VISTA? O que pode fazer a BOLSA DISPARAR este ano

Como será 2025 para a JBS

O resultado financeiro da JBS no quarto trimestre de 2024 vai ser divulgado em 25 de março, mas o Goldman também fez algumas previsões para a companhia para este ano. 

Apesar das margens elevadas nas principais unidades de negócio da empresa, o banco espera uma moderação do Ebitda em 2025, mas em ritmo mais suave do que o inicialmente previsto. 

O Goldman projeta um Ebitda ajustado de R$ 35,842 bilhões para a companhia neste ano. 

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