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Considerando o último pregão, na sexta-feira (28), e hoje (5), a Petrobras perdeu R$ 18 bilhões em valor de mercado; Prio (PRIO3) e PetroReconcavo (RECV3) acompanham derrocada
A ressaca da Quarta-feira de Cinzas pegou em cheio as petroleiras na bolsa brasileira. As ações PETR3, da Petrobras, disputam ponto a ponto o título de maior queda do Ibovespa com a Brava Energia (BRAV3), enquanto os papéis de outras companhias do setor acompanham a derrocada.
Todas elas têm o petróleo em comum, claro. A commodity despencou no mercado externo nesta quarta-feira (5): tanto o WTI — usado como referência no mercado dos EUA — como o Brent, a referência do mercado internacional, recuam mais de 2%.
Pela terceira sessão seguida, os preços do petróleo recuam com os investidores preocupados com os planos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados — grupo conhecido como Opep+ — de prosseguir com os aumentos de produção em abril.
Os futuros, no entanto, aceleraram as perdas diante do aumento dos estoques acima do esperado na semana, segundo dados do Departamento de Energia dos EUA (DoE).
Além disso, as tarifas do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre o Canadá, China e México, aumentam as tensões comerciais e entre os investidores.
Esse combo reduz o apetite do investidor brasileiro pelas ações das petroleiras na B3 e fez a Petrobras atingir o menor valor de mercado desde junho de 2024, a R$ 473,6 bilhões.
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Considerando apenas o último pregão, na sexta-feira (28), e hoje (5), a Petrobras perdeu R$ 18 bilhões em valor de mercado.
Por volta de 16h15, a ação PETR3 recuava 4,20%, a R$ 37,42, enquanto PETR4 caía 3,31%, a R$ 347,75. No mesmo horário, os papéis da Brava Energia baixavam 7,61%, a R$ 16,64 — a maior queda do Ibovespa.
O principal índice da bolsa brasileira, por sua vez, subia 0,30%, aos 123.165,71 pontos. Vale lembrar que, por conta da Quarta-feira de Cinzas, as negociações no Brasil tiveram início a partir de 13h depois de dois dias suspensas.
As ações da PetroReconcavo (RECV3) também afundam na sessão de hoje: caem 2,96%, a R$ 15,42.
Já os papéis da Prio (PRIO3) são os que perdem menos, com baixa de 1,94%, cotados a R$ 37,41 — e há um motivo para isso.
Apesar de sentir os efeitos da queda do petróleo no mercado externo como as outras companhias do setor, a Prio recebeu do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a licença de perfuração para o campo de Wahoo.
"Assim, a companhia iniciará imediatamente a mobilização da sonda Hunter Queen para início da campanha de perfuração", destaca a Prio em fato relevante.
Para a equipe de analistas do BTG Pactual, o primeiro óleo de Wahoo depende de licenças de perfuração e produção, e atrasos na emissão dessas licenças pelo Ibama forçaram a Prio a adiar o início das operações várias vezes.
"Agora, todos os olhos estão voltados para a licença de produção, que esperamos ser concedida no segundo trimestre", dizem.
Os analistas reforçaram que a Prio continua sendo uma das top pick (preferidas) do banco, e o recente ruído em torno do aumento do investimento de capital da Petrobras na semana passada pode atuar como um empurrão técnico, apoiando ainda mais o ímpeto da companhia.
*Com informações do Money Times
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O que pesou sobre os papéis foi a expectativa pelo balanço da companhia referente ao quarto trimestre (4T25), que será apresentado ainda hoje (18), após o fechamento do mercado, e que deve vir com aumento na sinistralidade – de novo
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