Uma brasileira figura entre as 40 maiores empresas com bitcoin (BTC) no caixa; confira a lista
A empresa brasileira tem investido pesado na criptomoeda mais valiosa do mundo desde março deste ano

A aposta do Méliuz (CASH3) em investir pesado em bitcoin (BTC) colocou a plataforma de cashback e cupons de descontos entre as 40 maiores empresas detentoras da criptomoeda mais valiosa do mundo. A empresa brasileira ocupa a 39ª posição do site Bitcoin Treasuries.
Em março, o Méliuz tomou a iniciativa de converter parte do caixa da empresa para adquirir 45 unidades de bitcoin (US$ 4 milhões), seguidas de duas novas aquisições, em maio e em junho.
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Atualmente, a companhia detém 596 unidades na tesouraria — ainda uma quantidade baixa comparado às empresas que ocupam o pódio, mas que é suficiente para se tornar o maior detentor da criptomoeda entre as empresas de capital aberto da América Latina.
O top 40 ainda possui outra empresa latina: o Mercado Livre (MELI34), na lanterninha da lista, em posse de 570 bitcoins na tesouraria. A plataforma de e-commerce começou sua aposta na criptomoeda em maio de 2021, ao adquirir 412,7 BTC com custo total de US$ 6 milhões na época.
O movimento foi parte da estratégia do Mercado Livre de diversificação patrimonial e gestão de risco frente a mercados com alta volatilidade cambial, como os latino-americanos.
Maior detentora de bitcoin lidera com folga
Mas para entrar no top 3, o Méliuz e o Mercado Livre ainda têm muito chão pela frente — as companhias que mais detêm bitcoins, combinadas, são donas de 684.555 BTC, quase o dobro (99,82%) que as duas latinas juntas.
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Em primeiro lugar está a MicroStrategy, empresa de análise corporativa que deu o pontapé inicial no modelo de investimento. A companhia possui a maior reserva de bitcoins no mundo, dona de 158.245 BTC — aproximadamente US$ 17,4 bilhões.
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No caso da medalha de ouro, a estratégia de comprar bitcoin em 2020 foi feita no timing certo, quando o preço médio do ativo era bem mais baixo em comparação com os patamares atuais.
A decisão foi liderada por Michael Saylor, fundador e chairman da empresa, que defende o criptoativo como um “porto seguro” contra a inflação e a deterioração das moedas fiduciárias.
Medalha de prata e bronze
A medalha de prata ficou com a holding MARA, que já soma 50 mil bitcoins em carteira, avaliados em aproximadamente US$ 5,48 bilhões.
Sediada nos Estados Unidos, a empresa aposta alto no bitcoin: além de minerar e validar transações, a empresa adota uma política de retenção de longo prazo e ainda compra BTC no mercado à vista, usando recursos captados com ações e bônus.
Por fim e completando o pódio está a Twenty One Capital, criada para aumentar a posse de bitcoin por ação para que seus acionistas tenham acesso à acumulação, valorização e monetização do ativo indiretamente.
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Atualmente a empresa tem no seu bolso 37.230 unidades da criptomoeda mais valiosa do mundo, cotadas em US$ 4,08 bilhões.
A empresa foi criada por meio de uma combinação de negócios com a Cantor Equity Partners e conta com o apoio de grandes nomes como Tether, SoftBank e Bitfinex, sendo liderada por Jack Mallers, CEO da Strike.
Além das três empresas que ocupam o pódio, a Tesla (TSLA34), montadora de Elon Musk, o homem mais rico do mundo, também está na lista, entre as dez maiores detentoras da criptomoeda, em 8º lugar com 11,509 bitcoins avaliadas em US$ 1,27 bilhão.
Confira as dez maiores empresas detentoras de bitcoin no mundo
| Posição | Empresa | Setor | Quantidade de bitcoins |
|---|---|---|---|
| 1 | MicroStrategy | Tecnologia/Cripto | 597,33 mil |
| 2 | MARA Holdings | Mineração cripto | 50 mil |
| 3 | Twenty One Capital | Criptomoedas | 37,23 mil |
| 4 | Riot Platforms | Mineração cripto | 19,23 mil |
| 5 | Metaplanet | Financeiro | 15,55 mil |
| 6 | Galaxy Digital | Gestora cripto | 12,83 mil |
| 7 | CleanSpark | Mineração cripto | 12,50 mil |
| 8 | Tesla | Automotivo | 11,51 mil |
| 9 | Hut 8 Mining Group | Mineração cripto | 10,27 mil |
| 10 | Coinbase Global | Criptomoedas | 9,27 mil |
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