Tem passagem da Voepass comprada? Anac cancela todos os voos da companhia aérea; veja o que fazer para não perder sua viagem
Empresa está sob fiscalização desde acidente em Vinhedo, em agosto de 2024

“Quebra de confiança” foi o que levou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a suspender todos os voos da Voepass, a partir desta terça-feira (11).
A companhia aérea, que foi formada após a fusão da Passaredo Transportes Aéreos e da Map Linhas Aéreas, opera atualmente em 17 destinos, com uma frota de seis aeronaves.
Desde agosto do ano passado, a empresa está sob fiscalização da Anac, após a queda de avião na cidade de Vinhedo, em São Paulo, que matou 62 pessoas.
De acordo com o órgão regulador, "a suspensão vigorará até que se comprove a correção de não conformidades relacionadas aos sistemas de gestão da empresa previstos em regulamentos".
Os passageiros atingidos pelo cancelamento dos voos devem procurar a empresa ou a agência de viagens que emitiu os bilhetes para pedir o reembolso ou a reacomodação em voos de outras companhias, de acordo com orientações da Anac.
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Em comunicado, a Voepass declara que “sua frota em operação é aeronavegável e apta a realizar voos seguindo as rigorosas exigências de padrões de segurança".
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A companhia aérea afirma que a decisão de suspensão pela Anac "tem um impacto imensurável para milhares de brasileiros que utilizam a aviação regional". Por isso, colocará "todos seus esforços para retomar a operação o mais breve possível".
Entenda o que fez a Anac suspender os voos da Voepass
A Anac constatou a "violação das condicionantes" estabelecidas para que a operação da Voepass prosseguisse dentro dos padrões de segurança adequados.
Durante o processo de fiscalização, o órgão exigiu contrapartidas da companhia aérea. "No final de fevereiro de 2025, após nova rodada de auditorias, foi identificada a degradação da eficiência do sistema de gestão da empresa em relação às atividades monitoradas e o descumprimento sistemático das exigências feitas pela Agência", relatou a Anac.
O órgão informou ainda que houve reincidência de irregularidades que já haviam sido consideradas sanadas, além da "falta de efetividade" no plano de ações corretivas.
"Ocorreu, assim, uma quebra de confiança em relação aos processos internos da empresa devido a evidências de que os sistemas da Voepass perderam a capacidade de dar respostas à identificação e correção de riscos da operação aérea".
A Voepass destaca que iniciou as tratativas internas para demonstrar a capacidade de garantir os níveis de segurança exigidos pela agência reguladora.
No início de fevereiro, a companhia anunciou ter ingressado com uma tutela preparatória para uma reestruturação que reorganizaria as obrigações financeiras de curto prazo e a estrutura de capital.
* Com informações do Estadão Conteúdo.
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