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Relatório aponta volumes de negociação fracos, apesar do bom desempenho, e sinaliza empresas que oferecem múltiplos mais promissores no cenário atual
As ações da B3 (B3SA3) acumulam um bom desempenho no ano, superando o Ibovespa ao somar valorização de 22% desde janeiro. Um dado considerado interessante pelo Santander, porém não o suficiente para manter uma recomendação de compra.
Em relatório desta quinta-feira (17), os analistas do banco afirmam que esse avanço ocorreu em meio a volumes de negociação fracos, o que limita o espaço para revisões positivas de lucro no restante de 2025.
Com isso, a recomendação para as ações B3SA3 foi rebaixada para neutra. O preço-alvo também foi revisto: o valor de R$ 15 estipulado para o fim de 2025 foi substituído por uma nova meta, de R$ 16, para 2026.
O Santander vê possíveis gatilhos para os negócios da B3. O crescimento de BDRs, ETFs e fundos listados — que agora representam cerca de 15% do volume total, contra menos de 4% anteriormente —- é positivo.
A potencial volatilidade pré-eleições de 2026 também é considerada um impulso para o volume médio diário de negociação (ADTV).
Porém, nada disso que pode significar uma recuperação significativa é esperado no curto prazo.
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Atualmente cotada a R$ 13,68, a B3 ainda apresenta um potencial de valorização de aproximadamente 17% em relação ao novo preço-alvo. Somado a um dividend yield projetado de cerca de 7% para 2026, o potencial retorno total das ações B3SA3 é de 24%.
Apesar do potencial de alta para as ações da B3, o Santander manifesta preferência por outras companhias no momento.
Segundo o Santander, é possível obter ganhos comparáveis ou até maiores em outros nomes de "alto beta" — um jargão financeiro atribuído a ações com alta volatilidade em relação ao mercado geral.
As escolhas dos analistas são BTG Pactual (BPAC11) e XP Inc. (XPBR31).
O Santander observa que a XP e a B3 estão sendo negociadas a múltiplos de preço sobre lucro (P/L) para 2026 de 10,7 vezes e 13,7 vezes, respectivamente. Este é um dos motivos que reforça a preferência pela XP.
Outro ponto que beneficia o banco é a possibilidade de aumento de 13% no preço-alvo das ações da XP, impulsionado pelo aumento dos volumes de negociações e uma taxa de aquisição mais alta.
Nos últimos balanços, a XP registrou um volume maior nas negociações de renda fixa em sua plataforma. Com o cenário altista para as ações, a expectativa é que os investidores voltem para o risco, que tem uma taxa de aquisição 20 pontos-base maior do que a renda fixa.
Para os analistas do Santander, um maior volume de negociação de ações também deve impactar positivamente nos lucros do BTG.
Se a área de Mercado de Capitais de Ações (ECM) se recuperar para seu nível histórico, de 17% das receitas totais (atualmente está em 9%), o lucro líquido de 2025 poderia aumentar 10%, equivalente a um incremento de R$ 1,5 bilhão.
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