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Enquanto o Itaú vivencia uma nova onda de preocupações entre os investidores, o BTG decidiu manter recomendação de compra para ações; entenda

Depois de uma valorização expressiva em 2025, as ações do Itaú Unibanco (ITUB4) começaram a perder um pouco da inabalável preferência que o mercado sempre teve por elas. No entanto, para o BTG Pactual, ainda há um motivo sólido para que o bancão continue ocupando o trono da B3.
Embora seja amplamente considerado o "melhor da categoria" pelos analistas, o Itaú tem enfrentado uma onda de preocupações entre os investidores devido ao preço.
Desde janeiro, os papéis ITUB4 subiram 35% na B3, superando com folga o Ibovespa, que acumulou cerca de 12% de valorização no mesmo período.
Diante dessa forte valorização, a dúvida que paira no mercado é: como um banco tão grande e consolidado como o Itaú pode continuar surpreendendo ao ponto de justificar uma nova reprecificação de suas ações?
Para o BTG, embora a valorização acumulada espante à primeira vista, as ações ITUB4 já passaram por uma correção, devolvendo cerca de 10% dos ganhos desde o pico, em meados de maio.
Além disso, os analistas do BTG estão cada vez mais convencidos de que a eficiência do Itaú vai acelerar consideravelmente até 2028 — e é isso que sustenta uma visão construtiva sobre a ação.
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O BTG possui recomendação de compra para as ações ITUB4, com preço-alvo de R$ 40 para os próximos 12 meses. Isso representa uma valorização potencial de 13,7% em relação ao último fechamento.
Na avaliação do BTG Pactual, a transformação digital que o Itaú vem implementando promete gerar ganhos consideráveis de eficiência, principalmente no custo de atendimento.
Isso porque o banco deve desligar completamente os sistemas core legados até 2028, migrando todos os sistemas para a nuvem. Esse movimento representa uma grande mudança nas operações, especialmente no varejo.
O objetivo declarado do Itaú é reduzir o índice de eficiência no varejo, que atualmente está em 42%, para 35% até 2028.
Embora a jornada envolva desafios, como uma possível perda de receita no curto prazo, o BTG acredita que o Itaú está no caminho certo para reduzir custos de forma substancial.
Isso se traduziria em um banco mais eficiente, com um custo de atendimento mais baixo e uma operação mais competitiva, com potencial para acelerar o crescimento enquanto ainda gera valor aos acionistas.
“Isso ampliaria sua vantagem em relação aos pares e reforçaria a criação de valor no longo prazo”, afirmou o BTG.
Esse cenário, segundo o BTG, deveria resultar em um crescimento do lucro líquido de 13% a 16% ao ano até 2028 — o que colocaria o Itaú à frente das expectativas de consenso de mercado, com um lucro líquido 10% superior ao esperado pelos analistas.
O que realmente coloca as ações do Itaú (ITUB4) no radar, segundo os analistas do BTG, é o fato de que esses ganhos de eficiência ainda não estão precificados.
“A nossa impressão é de que essa potencial melhoria de eficiência ainda não está precificada nem amplamente debatida pelos investidores – muitos dos quais parecem ainda não estar cientes do ponto de inflexão à frente”, afirmaram os analistas.
Isso confere às ações ITUB4 um potencial de surpresa positiva. Se o banco superar as estimativas do consenso, a valorização pode ser expressiva, trazendo um gatilho para os investidores.
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