Resultado menor e pressão no aço: Lucro da Usiminas (USIM5) fica abaixo das projeções, e ação recua na B3
No pregão desta sexta-feira (25), as ações da Usiminas operaram em queda, encerrando com recuo de 1,87%, a R$ 4,20

Os resultados da Usiminas (USIM5) do segundo trimestre deste ano saíram, e o lucro líquido teve uma queda considerável. O resultado recuou 62% na ante o trimestre anterior, para R$ 128 milhões.
O balanço divulgado nesta sexta-feira (25), apesar de ter vindo abaixo do esperado pelo mercado, mostrou reversão de prejuízo na comparação anual. No segundo trimestre de 2024, a Usiminas havia registrado perda de R$ 100 milhões.
A siderúrgica registrou um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ajustado de R$ 408 milhões, uma queda de 44% em relação ao trimestre anterior, e uma margem Ebitda ajustada de 6% ante 11% nos três meses anteriores.
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Já a receita líquida totalizou R$ 6,6 bilhões no trimestre, um recuo de 3% na comparação com o primeiro trimestre deste ano, mas com leve crescimento de 4% frente ao mesmo período do ano passado.
No pregão de hoje, as ações da Usiminas operaram em queda, encerrando com recuo de 1,87%, a R$ 4,20. Durante o dia, as ações da siderúrgica chegaram a cair 3,03%, por volta das 11 horas.
Resultado está abaixo do esperado pelo BTG e Itaú BBA
O resultado veio abaixo das projeções do BTG Pactual e do Itaú BBA, principalmente por conta de preços e volumes mais fracos no segmento de aço.
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O volume de vendas foi de 1,08 milhão de toneladas, praticamente estável na comparação trimestral (-1%) e 4% acima do 2T24. Já o volume de venda de minério atingiu 2,46 milhões de toneladas, alta de 11% em relação ao trimestre anterior e de 22% na base anual.
O Itaú BBA destacou que, embora os embarques no setor de mineração tenham subido, a queda de 10% nos preços do minério em reais pressionou as margens.
A Usiminas afirma que segue monitorando os impactos das importações de aço em condições desleais e as incertezas do cenário macroeconômico, marcado por juros elevados e volatilidade no comércio internacional.
Destaques positivos da Usiminas
Falando de caixa, um dos destaques positivos foi o fluxo de caixa livre, que ficou em R$ 281 milhões — uma reversão do consumo de R$ 431 milhões observado no trimestre anterior.
A companhia também reduziu sua dívida líquida para R$ 1,05 bilhão, queda de 24% no trimestre. O índice de alavancagem (dívida líquida sobre Ebitda ajustado) caiu para 0,50x, contra 0,71x no 1T25.
Segundo o BTG, a geração de caixa de R$ 281 milhões, ajudada por ganhos de capital de giro, é um ponto positivo, assim como a redução da alavancagem para 0,5x Ebitda.
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Investimentos entre R$ 1,2 bi e R$ 1,4 bi para 2025
Ainda nesta sexta-feira, a companhia informou que alterou suas projeções (guidance) de investimentos para o ano de 2025 e agora prevê de R$ 1,2 bilhão a R$ 1,4 bilhão em Capex.
O grupo também informou que o conselho de administração aprovou investimento de cerca de R$ 1,7 bilhão para realização da modernização e reconstrução parcial da Bateria 4 da Coqueria 2 da Usina de Ipatinga.
O aporte previsto será distribuído ao longo de quatro anos, com cerca de R$ 80 milhões investidos em 2026 e o restante dos investimentos distribuídos até 2029, quando a Bateria 4 entrará em operação.
Leve recuperação no 3T25
A expectativa da Usiminas para os próximos trimestres é de cautela, com foco na disciplina de capital e geração de caixa.
O BTG e o Itaú BBA projetam uma recuperação moderada no 3T25, baseada na redução de custos e eficiência operacional, mas apontam riscos ligados ao mercado de aço, com importações elevadas e sobreoferta global.
“Vemos a Usiminas ainda pressionada pela dinâmica global de preços, o que limita uma expansão consistente das margens”, afirmou o BTG.
Para o BTG Pactual, os resultados reforçam a manutenção de recomendação para as ações de neutro, com preço-alvo para dezembro de R$ 7,00 — upside de cerca de 63% considerando a cotação da abertura desta sexta.
Já o Itaú BBA também optou pela continuidade da recomendação market perform (equivalente a neutro), com preço-alvo de R$ 5,90, uma valorização de 37,9%.
*Com informações do Money Times
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