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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

UMA LUPA SOBRE O NEGÓCIO

Qual o verdadeiro potencial da união entre Rede D’Or (RDOR3) e Fleury (FLRY3) — e o que pode dar errado? UBS BB traça as previsões

Para os analistas, a união dos dois players de saúde poderia desbloquear sinergias significativas, mas ainda há pontas soltas a serem resolvidas

Camille Lima
Camille Lima
23 de julho de 2025
16:05
Rede D'Or (RDOR3) e Fleury (FLRY3).
Rede D'Or (RDOR3) e Fleury (FLRY3). - Imagem: Canva Pro/ Reprodução/ Montagem Seu Dinheiro

A expectativa sobre uma possível combinação de negócios entre a Rede D’Or (RDOR3) e o Fleury (FLRY3) movimentou o mercado esta semana. Mas qual o verdadeiro potencial de uma união entre as empresas de saúde  e o que pode sair dos trilhos no meio do caminho? O UBS BB traçou suas previsões.

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Se o negócio se concretizar, a combinação deve resultar em uma receita líquida pro forma de aproximadamente R$ 60 bilhões, com Ebitda de cerca de R$ 12 bilhões e alavancagem de cerca de 2,2 vezes a relação dívida líquida/Ebitda, segundo previsões dos analistas. 

Para o banco, essa união poderia desbloquear sinergias significativas, especialmente nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, combinando a forte presença da Rede D’Or com a expertise em diagnóstico de alta qualidade do Fleury.

Segundo o UBS BB, a maior parte das sinergias viria do fortalecimento da oferta da SulAmérica e de uma redução de R$ 300 milhões em despesas operacionais e administrativas (G&A). 

Já a sinergia de custos com materiais seria limitada, de acordo com o banco. Isso se deve ao fato de que a maior parte dos custos do Fleury está relacionada a reagentes de exames, e a empresa já opera de maneira bastante eficiente.

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Como ficam os acionistas do Fleury (FLRY3)?

Atualmente, os principais acionistas do Fleury incluem a Bradesco Seguros (com quase 25% de participação), o grupo de médicos fundadores (39 pessoas com 11% de participação) e a Família Pardini (20%). 

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Além disso, a empresa possui dois acordos de acionistas em vigor: um entre Bradesco e o Physicians Group (que garante um bloco entre os dois), e outro com a Família Pardini, que determina a composição do conselho de administração.

Com Bradesco e o grupo de médicos garantindo 6 cadeiras no conselho, e com a participação combinada de 36% no Fleury, a possível oferta pública de aquisição (OPA) da Rede D’Or seria adequada para todos os acionistas, de acordo com o UBS BB. 

“Na nossa visão, enquanto o preço pode ser um fator importante para os médicos, podem existir outros termos de negociação com o Bradesco, considerando o relacionamento mais estreito entre as duas empresas”, afirmou o banco.

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Se uma eventual OPA acontecer com um prêmio de 10% a 30%, isso poderia resultar em um valor entre R$ 7,5 bilhões e R$ 9 bilhões.

O que a combinação de negócios com a Rede D’Or (RDOR3) significaria para o Bradesco?

Caso o negócio avance, o pagamento pode ser feito em dinheiro ou ações, o que geraria resultados diferentes para o Bradesco, segundo os analistas. 

O pagamento em dinheiro aliviaria modestamente, mas de forma imediata, o capital do banco. 

Já a parcela em ações resultaria em uma participação de 2,3% a 2,7% do Bradesco na nova empresa combinada, tornando o banco um parceiro mais relevante na operação da Rede D’Or e solidificando ainda mais os laços entre as duas empresas.

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“A longo prazo, uma participação direta na Rede D’Or poderia ser outra maneira para o Bradesco mitigar os impactos dos custos dos planos de saúde em suas operações – embora, também reconheçamos riscos potenciais para o Bradesco Saúde caso a Rede D’Or favoreça a SulAmérica nas clínicas do Fleury”, avaliaram os analistas.

Quais são os principais riscos e pontas soltas — e o que poderia limitar os impactos negativos?

Entre as grandes preocupações dos investidores, estão as possíveis restrições do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), principalmente no Rio de Janeiro, devido à sobreposição de atividades entre as empresas na região. 

No entanto, os analistas do UBS BB acreditam que, se vierem, as medidas poderiam ser mais restritivas apenas no Rio, onde a sobreposição é maior.

Outro risco envolve o aumento do atrito com outros operadores de planos de saúde em regiões onde a Rede D’Or e a SulAmérica têm menor presença atualmente. O estado de Minas Gerais é um exemplo, onde o Fleury tem alta exposição e depende de pagadores locais, como a Unimed.

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Mas o UBS BB vê o copo meio cheio: a Rede D’Or poderia “aproveitar a expertise local do Fleury em Minas Gerais para acelerar uma possível expansão no estado”, onde a presença da D’Or e da SulAmérica ainda é modesta.

A recém-inaugurada Croma Oncology, uma joint venture entre Fleury, Bradesco e BP Hospital, também entra no radar, podendo enfrentar desafios para se manter. Contudo, os analistas destacam que a JV já tem um investimento garantido de R$ 650 milhões pelos três parceiros ao longo de cinco anos.

O possível aumento de atrito entre SulAmérica e Bradesco também preocupa, à medida que a integração do Fleury no ecossistema da Rede D’Or poderia tornar os planos mais competitivos. 

Mesmo assim, o UBS BB acredita que a relação entre Bradesco e Rede D’Or é mutualista, com o Bradesco contando com seu canal de distribuição bancária como uma vantagem competitiva.

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Por fim, os analistas ressaltam que, apesar do potencial para ganhos comerciais significativos, a integração de duas empresas de grande porte pode ser mais complexa, especialmente com a expansão contínua da Rede D’Or. 

“O esforço para integrar dois negócios relevantes também pode ser um ponto de atenção, especialmente considerando a expansão contínua da Rede D’Or”, destacou o banco. 

Contudo, o UBS BB avalia que os sucessos recentes das empresas em combinações de negócios relevantes, como a SulAmérica e a Pardini, poderiam ajudar a mitigar esse risco.

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