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Segundo analistas do banco, a base forte de comparação com o terceiro trimestre do ano passado é um elemento por trás na revisão do preço-alvo; recomendação ainda é de compra

Às vésperas do balanço do terceiro trimestre de 2025 da MRV (MRVE3), o BB Investimentos cortou o preço-alvo para as ações, de R$ 14 para R$ 12 — o que ainda equivale a um potencial de alta de 62% em relação ao fechamento desta sexta-feira (31).
O motivo por trás da mudança é justamente a perspectiva para o balanço, levando em conta os resultados do segundo trimestre e os números apresentados pelas prévias operacionais relativas ao terceiro trimestre.
Apesar disso, a recomendação de compra para as ações se manteve. Segundo os analistas, a MRV segue operando em nível competitivo e resiliente, embora as fortes bases de comparação limitem a percepção de crescimento neste trimestre.
De acordo com eles, ainda há descasamentos regionais que afetam os resultados — relacionados a cheques não repassados —, mas a expectativa é de normalização gradual até o fim do ano, o que tende a fortalecer a geração de caixa da companhia.
O banco destaca que as análises que merecem mais atenção estão na Resia, braço norte-americano da companhia — e o verdadeiro calcanhar de aquiles da incorporadora.
A subsidiária atua na construção de imóveis para aluguel em terras norte-americanas e foi vítima do ciclo de aumentos dos juros por lá, que fez os investidores passarem a exigir mais retorno para comprar imóveis.
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Isso fez com que os preços da venda dos ativos residenciais caíssem consideravelmente. Em reestruturação para se tornar uma empresa mais leve, recentemente, a ,multifamily conseguiu vender terrenos que estavam em seu landbank, estancando de vez a sangria.
Mas, ainda assim, o processo de reestruturação deve se estender até 2026, segundo analistas do BB-BI.
A expectativa, na visão dos analistas, é que, à medida que o banco de terrenos seja ajustado para a nova realidade da operação e que os empreendimentos em andamento atinjam a maturidade e possam ser negociados a preços condizentes, a alavancagem da MRV volte a patamares mais confortáveis.
“O mercado segue atento às medidas de reestruturação da Resia, que visam estancar a queima de caixa e reduzir o endividamento. A estrutura financeira consolidada ainda pesa sobre os resultados, já que o custo da dívida tem corroído parte dos ganhos operacionais”, dizem os analistas do BB-BI.
O relatório também destaca que, apesar do consumo de caixa, a manutenção do bom desempenho apresentado pelo segmento voltado ao público Minha Casa, Minha Vida (MVMC) tem sustentado a tese em MRV.
Além disso, a construtora tem conseguido diversificação e crescimento do volume de negócios nos demais setores de atuação, como média renda, loteamentos e locação residencial.
Por outro lado, entre os principais riscos para a MRV, o BB-BI aponta a menor disponibilidade de recursos para clientes de programas habitacionais e custos de construção acima do esperado.
O relatório também menciona a possibilidade de um ritmo mais lento nas vendas de novos lançamentos e a manutenção dos juros norte-americanos em patamares elevados, o que tende a reduzir o interesse por ativos Resia.
O QUE PREOCUPA?
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