O segredo do Japão para atrair Warren Buffett: a estratégia do bilionário por trás da compra de mais de 10% da Mitsubishi
Para se ter uma ideia, as participações da Berkshire nos conglomerados japoneses saltaram de valor, passando de US$ 6 bilhões inicialmente para US$ 23,5 bilhões ao final de 2024

O Japão está na moda e você certamente já deve ter se deparado com um amigo ou colega de trabalho que passou as últimas férias na terra do sol nascente. A explicação para o boom do turismo por lá é o câmbio, que possibilitou que muitos brasileiros realizassem o sonho de ir para o outro lado mundo. Só que o país também vem atraindo a atenção de Warren Buffett.
Está claro que o bilionário não precisa esperar um câmbio mais favorável para viajar para o Japão — o interesse dele é outro: as ações dos conglomerados japoneses. Não à toa a Berkshire Hathaway acaba de elevar sua participação na Mitsubishi Corp para além do patamar simbólico de 10%, abocanhando 10,23% da companhia.
A operação, realizada por meio da subsidiária integral da Berkshire, a National Indemnity Company, elevou a participação de 9,74% até então e envia um sinal importante ao mercado: Buffett segue otimista sobre as corporações multifacetadas do Japão.
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Para se ter uma ideia, as participações da Berkshire nos conglomerados japoneses saltaram de valor: passando de US$ 6 bilhões inicialmente para US$ 23,5 bilhões ao final de 2024.
A notícia do aumento da participação da Berkshire desencadeou uma alta imediato de 2,5% no preço das ações da Mitsubishi.
Buffett envia sinal ao mercado e aos conglomerados no Japão
A história de Buffett com os conglomerados japoneses não começou agora: datam de julho de 2019. De lá para cá, o bilionário acumula participações em grupos como Mitsui, Itochu, Sumitomo, Marubeni, além da própria Mitsubishi.
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E o motivo é um só: ao obter financiamento em iene, a Berkshire consegue taxas de juros menores ao mesmo tempo em que se beneficia de rendimento de dividendos robustos e limita a exposição ao risco cambial.
Ainda assim, a fome da Berkshire pelas empresas japonesas tem limite: a holding de Buffett se comprometeu a não ultrapassar 20% de participação nem buscar controle prático, mas a influência do bilionário é visível nas políticas dos acionistas — a principal defesa de Buffett é por maior transparência, diversidade no conselho e eficiência de capital.
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