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Para o banco, as construtoras estão em seus melhores dias devido à acessibilidade no nível mais alto já registrado

O Itaú BBA iniciou a cobertura das construtoras brasileiras de baixa renda e já tem uma top pick dentre as cinco novas empresas sob seu guarda-chuva: a Tenda (TEND3).
Na visão do banco, o título de favorita é merecido após a construtora ter superado o período difícil de reestruturação e agora se beneficiar do desempenho robusto de seu negócio de construção direta.
“A Tenda há muito tempo tem sido deixada de lado pelos investidores. Acreditamos que a perspectiva de ganhos do seu negócio on-site deve mais do que compensar as perdas das operações off-site. Isso vai restaurar a confiança do mercado e potencialmente impulsionar o desempenho.”
O negócio on-site da construtora manteve margens sólidas de 32,8% no segundo trimestre de 2025.
O Itaú BBA destaca que a Tenda atua principalmente nas faixas 1 e 2 do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), estando presente em grandes capitais e expandindo para novos mercados, como João Pessoa, na Paraíba.
O principal desafio da construtora, na visão do banco, segue sendo a unidade Alea, focada em construção industrializada com tecnologia wood-frame, que ainda registra prejuízos e deve continuar queimando caixa até 2026.
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Apesar disso, o Itaú BBA recomenda a compra (outperform) para a Tenda, com preço-alvo de R$ 40, um potencial upside de 46% em relação ao fechamento da última segunda-feira (15).
A expectativa do time de analistas do banco é que o lucro por ação TEND3 aumente até 65% em 2026.
Além da Tenda, o Itaú BBA também afirma que a Plano & Plano (PLPL3) oferece atualmente boa relação entre risco e retorno.
A construtora tem atuação concentrada na região metropolitana de São Paulo e adota um modelo asset-light, adquirindo terrenos principalmente por meio de permutas.
Para o banco, desde a oferta pública inicial (IPO), em 2020, a Plano & Plano vem mostrando forte ritmo de crescimento.
Entre 2020 e 2024, os lançamentos avançaram 28% ao ano e as vendas, 40% ao ano. A construtora também participa do programa habitacional paulista Pode Entrar, onde já acumula R$ 1 bilhão em vendas contratadas.
O próximo ano pode ser muito positivo para a Plano & Plano, já que seu balanço ainda não reflete toda a força de expansão em lançamentos e vendas, segundo os analistas do BBA.
Para o Itaú BBA, a recomendação da PLPL3 também é de “outperform”, equivalente à compra, com preço-alvo de R$ 24, com potencial de alta superior a 40%.
O Itaú BBA afirma que a Cury (CURY3) e a Direcional (DIRR3) são as “vencedoras do passado”. Embora tenham apresentado os melhores retornos nos últimos anos e continuem bem avaliadas, o potencial de valorização de suas ações é mais limitado.
Para os analistas, por já possuírem operações de grande porte, essas empresas podem ter dificuldades para manter o ritmo de crescimento acelerado.
No caso da Direcional, as margens permanecem elevadas: o banco projeta margem bruta de 41% em 2026. O lucro líquido ajustado deve alcançar R$ 815 milhões em 2025 e R$ 1,05 bilhão em 2026.
“O bom desempenho se apoia no controle de custos, no uso intensivo de securitizações e na distribuição de R$ 1,4 bilhão em dividendos entre 2020 e 2025”, afirmam os analistas do BBA sobre a Direcional.
A recomendação do Itaú BBA para a Direcional é de “outperform”, com preço-alvo de R$ 19,70, uma valorização potencial de 27%.
A Cury, por sua vez, é uma das principais participantes do Minha Casa, Minha Vida, com foco nos mercados de São Paulo e Rio de Janeiro. Além disso, a construtora opera com o modelo de alvenaria estrutural, o que a deixa mais exposta ao custo da mão de obra.
Ainda assim, a Cury conseguiu manter margens elevadas, repassando parte das pressões inflacionárias para os preços dos imóveis. O Itaú BBA projeta margem bruta de 42% em 2026 e lucro líquido ajustado de R$ 1,05 bilhão no mesmo ano.
A recomendação do Itaú BBA para a Cury também é de “outperform”, com preço-alvo de R$ 43, um upside de 28%.
Já para a MRV (MRVE3), o Itaú BBA afirma que houve alguns avanços operacionais e financeiros, mas considera que ainda é “muito cedo” para investir.
“Há pouco espaço para erros, e qualquer decepção na execução pode levar a uma revisão negativa das estimativas de lucros.”
O banco destaca que, nos últimos anos, a maior construtora do país passou por problemas, como estouros de custos em 2020 e 2021 e aumento expressivo do endividamento.
A relação dívida líquida sobre securitizações/patrimônio líquido subiu de 16%, em 2020, para 126%, no segundo trimestre deste ano.
Mesmo assim, o Itaú BBA projeta um turnaround consistente para a MRV, com margens em expansão, queima de caixa em queda e expectativa de fluxo de caixa positivo.
O banco destaca que a estratégia atual da maior construtora do Brasil inclui abandonar regiões pouco lucrativas, reduzir a variedade de produtos e concentrar esforços em linhas mais rentáveis.
Com isso, o Itaú BBA começa sua cobertura da MRV com uma recomendação de “market perform”, equivalente a neutro, e preço-alvo de R$ 9, um upside de 19%.
*Com informações do Money Times
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