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No pregão desta quinta-feira (7), o papel da dona da Riachuelo fechou o dia com alta de 13,58%, cotado a R$ 9,20
A Guararapes (GUAR3), dona da Riachuelo, entregou no segundo trimestre deste ano (2T25) resultados que agradaram os investidores — tanto que as ações da varejista figuraram entre as maiores altas da B3 nesta quinta-feira (7).
Entre abril e junho, a companhia registrou lucro líquido de R$ 143 milhões, um aumento anual de 151,2%, 40% superior às estimativas do mercado e um recorde para o período.
Segundo o Santander, os resultados da dona da Riachuelo no 2T25 foram positivos, com o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 436 milhões, superando as estimativas em 6%.
No pregão de hoje, as ações da Guararapes avançaram 13,58% na bolsa brasileira, cotadas a R$ 9,20.
O crescimento foi puxado pelas vendas mesmas lojas (SSS), indicador usado para medir o desempenho das lojas existentes na comparação anual, que teve alta de 12,9%, impulsionado pelo Dia das Mães e pelo Dia dos Namorados, que foram os melhores históricos da empresa.
"A Guararapes conseguiu reduzir sua alavancagem para 0,6x dívida líquida/Ebitda, um bom indicativo de maior controle sobre suas dívidas e maior capacidade de gerar fluxo de caixa", afirmam os analistas do Santander em relatório.
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O lucro líquido também foi uma surpresa positiva para o banco, com redução nas despesas financeiras e uma taxa efetiva de impostos mais baixa, beneficiada por subvenções de ICMS e o uso de prejuízos fiscais acumulados.
A divisão de financiamentos também teve desempenho positivo, com crescimento de 13% nas receitas, superando as projeções em 6%.
O crescimento foi impulsionado pelas receitas de empréstimos pessoais, que aumentaram 23,5% ao ano. O Santander destaca que a qualidade do crédito foi preservada, com uma leve queda nos créditos inadimplentes.
A Guararapes projeta crescimento nas vendas e Ebitda para os próximos anos, com aumento do lucro líquido para R$ 630 milhões em 2027.
Na visão do Santander, a Guararapes está bem posicionada para manter o crescimento, mas enfrenta desafios que podem comprometer a tese de investimento.
Entre os riscos que a dona da Riachuelo deve enfrentar está o impacto dos juros mais altos, que podem afetar o consumo e o crescimento das vendas. Atualmente, a Selic está em 15% e o Banco Central já deu sinais de que a taxa deve permanecer neste patamar por algum tempo.
Outro fator é a execução da transformação digital da empresa e a expansão do portfólio de financiamentos ao consumidor, que envolve riscos operacionais.
Com isso, o Santander mantém a recomendação neutra para as ações da Guararapes, com preço-alvo para dezembro de R$ 10, um potencial de valorização de cerca de 23% em relação ao último fechamento.
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