Governo altera regras de leilões de termelétricas e Eneva (ENEV3) sobe 4% na bolsa – entenda por que a mudança anima investidores
As novas regras do leilão haviam gerado confusão no mercado e prejudicaram desempenho das ações da Eneva (ENEV3), que chegaram a cair quase 10% com o anúncio

Os investidores da Eneva (ENEV3) começaram a semana com o pé direito. Após a empresa anunciar recompra de 50 milhões de ações, o Ministério de Minas e Energia voltou atrás e anunciou alterações na portaria que define regras de leilões, o que deve beneficiar a companhia.
Na última quinta-feira (2), o órgão havia publicado novas diretrizes para um leilão de capacidade para térmicas e hidrelétricas, que está marcado para ocorrer em 27 de junho.
Segundo o documento, apenas térmicas novas poderiam participar do leilão a partir de 2027, o que impediria a Eneva de participar até 2030, já que a regra valeria para os três anos seguintes.
A notícia fez a ENEV3 despencar na bolsa, com uma queda de 9,31%. Isso porque a participação da companhia em leilões é um dos grandes chamarizes de investidores nos papéis.
Porém, com as alterações na portaria, as termelétricas existentes também poderão disputar os leilões de 2028, 2029 e 2030.
A notícia vem animando o mercado, e as ações da Eneva sobem forte nesta segunda-feira (6). Por volta das 13h30, os papéis chegaram a alcançar alta de 4,07%, a R$10,48.
Leia Também
Ainda nesta tarde, o Bank of America reforçou a recomendação de compra da ENEV3. A participação em outros certames estava entre as justificativas do banco, que também citou a potencial alteração da portaria.
O vai-e-vem nas regras dos leilões das termelétricas e o impacto na Eneva (ENEV3)
Até então, o Ministério de Minas e Energia havia definido que apenas térmicas novas poderiam participar do leilão a partir de 2027. A regra valeria para 2028, 2029 e 2030.
Considerando que a Eneva encerra os contratos dos ativos Parnaíba 1, Paraíba 2 e Parnaíba 3 em 2027, a norma impediria a companhia de participar do novo leilão – regra que gerou confusão no mercado.
O BTG Pactual, segundo relatório da última quinta-feira (2), chegou a afirmar que “não faz muito sentido” favorecer térmicas novas e mais caras, considerando que o Brasil precisa de forte produção de energia para atender a demanda nacional.
A Associação Brasileira de Geradoras Termelétricas (Abraget) também criticou a restrição a uma participação ampla das usinas existentes. A instituição afirmou que a regra resultaria em uma redução da competitividade no processo.
Não para por aí: as outras mudanças no leilão
Além de permitir a participação de termelétricas existentes, o Ministério de Minas e Energia também passa a estender os prazos de alguns contratos oferecidos no leilão.
Os documentos para entrega de potência termelétrica a partir de 2025, 2026 e 2027 passam a ter dez anos de vigência. Até o momento, o prazo era de sete anos.
As termelétricas existentes dos leilões de 2028, 2029 e 2030 também tiveram as datas de vigência prorrogadas, passando para dez anos.
Já os novos empreendimentos termelétricos continuarão sem alteração nas regras de participação e seguirão disputando contratos de 15 anos.
O CÉU É O LIMITE
Valor de mercado da Petrobras (PETR4) chega perto de R$ 700 bilhões, no maior patamar da história
15 de setembro de 2026 - 19:26FUSÕES E AQUISIÇÕES
JBS e Viva criam joint venture em couros, mas deixam ativos no Texas, na Alemanha e no México de fora
15 de setembro de 2026 - 19:14ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: WEG (WEGE3) aprova quase meio bilhão de reais em proventos — mas não está sozinha
15 de setembro de 2026 - 17:52O MAIOR RETORNO PARA O SEU BOLSO
Empresas do Brasil pagaram mais de R$ 22 bilhões em dividendos no último trimestre; veja quem superou a Petrobras (PETR4) como maior pagadora
15 de setembro de 2026 - 13:28PROVENTOS
Dividendos e JCP: Dona da Vivo (VIVT3) vai pagar R$ 500 milhões aos acionistas; confira os prazos
14 de setembro de 2026 - 19:10SETE CHAVES?
O segredo da Vale (VALE3) não está mais tão bem guardado assim — e já aparece no preço da ação
14 de setembro de 2026 - 18:31JOIA ESCONDIDA?
Itaú BBA aposta em banco ‘fora do radar’ que entrega ROE acima de 30% e pode saltar 45% na bolsa
14 de setembro de 2026 - 17:58CRÉDITO PARA QUEM?
Com calote em alta e agro sob pressão, bancos fecham torneira para famílias e apostam em outro segmento
14 de setembro de 2026 - 16:32CONCORRÊNCIA
A5X, nova bolsa brasileira de derivativos, capta R$ 360 milhões com gigantes do mercado — e já tem data para estrear as negociações
14 de setembro de 2026 - 13:41FORÇA, FOCO E FÉ?
Cleusa Maria: a empresária que nunca tinha provado um bolo na vida e criou um império de R$ 800 milhões
14 de setembro de 2026 - 7:07CASO MASTER
Fraudes entre Master e BRB chegam a R$ 17 bilhões e Banco de Brasília diz ser vítima de atos criminosos
13 de setembro de 2026 - 15:44TER OU NÃO TER
Petróleo acima de US$ 100 muda a tese para Petrobras (PETR4)? O que ainda favorece — e o que ameaça — a ação
11 de setembro de 2026 - 18:53MENOS ALARDE
IA vai destruir a humanidade? Neurocientista brasileiro rebate previsão alarmante de ex-pesquisadores da OpenAI
11 de setembro de 2026 - 15:31NAS ÁGUAS DO MINÉRIO DE FERRO
Vale (VALE3) segue blindada, mas outra mineradora brasileira está à deriva no mar mais caro dos últimos anos
11 de setembro de 2026 - 14:15SAÚDE FINANCEIRA NA VEIA
Como a Amil saiu da crise e agora se dá ao luxo de recusar proposta multibilionária de compra de fundos estrangeiros
11 de setembro de 2026 - 11:40POTENCIAL
Smart Fit (SMFT3) vai além da abertura de academias: crescimento não atingiu o teto e Santander calcula potencial de 98% para a ação
10 de setembro de 2026 - 15:57DO BRASIL PARA O MUNDO?
Nubank estreia nos EUA, lança aposta para dinheiro sem fronteiras e testa se sua fórmula pode ganhar o mundo
10 de setembro de 2026 - 13:41CARA OU COROA?
BB Seguridade (BBSE3) pode subir pouco, mas cair muito: o risco que fez o Citi recomendar a venda das ações
10 de setembro de 2026 - 11:33NÃO SÃO OS PANDAS QUE VOCÊ IMAGINA
Vale (VALE3) pode abraçar os panda bonds? Veja o que o CFO disse sobre a emissão de títulos na China
10 de setembro de 2026 - 10:52EMPRESAS DE TELEFONIA